1.8.14

OS BENEFÍCIOS DA ALFACE



“Coma frequentemente fruta e hortaliças frescas, e cereais com alto teor em fibra” – esta é uma recomendação extraída do Código Europeu contra o cancro e uma sugestão para não esquecermos o papel da fibra vegetal no organismo humano. A OMS recomenda a ingestão de 30g de fibras diárias (ou seja, o consumo diário de 4 a 5 porções de legumes e vegetais e 3 a 4 porções de frutas, para além dos grãos e cereais).
Para as pessoas mais idosas existe uma sugestão de ingestão de fibras entre 10 e 13g por cada 1000Kcal (Associação Dietética Americana).
A fibra é um hidrato de carbono (polissacarídeo) complexo, resultante da combinação de vários monossacarídeos (unidades de açúcar simples). Como não é absorvida, atua no intestino como uma vassoura, e é um elemento essencial para baixar o colesterol.
Talvez devido ao facto de não assimilarmos a fibra, ela não é considerada, por algumas pessoas, como essencial para a nossa alimentação. Erro crasso!
As fibras alimentares são de dois tipos: solúveis e insolúveis na água. As que são insolúveis na água (e que, por isso, chegam ao nosso intestino sem estarem “desaparecidas” na água dos alimentos), principalmente vegetais, previnem a primeira causa de morte por cancro em Portugal (o cancro do cólon) bem como outros tipos de cancro, como sejam o do intestino ou do ânus. Como chegam ao intestino intactas, aí desenvolvem uma fermentação própria (libertando ácido acético-propiónico-butírico, ácidos gordos de cadeia curta) e é este processo que vai garantir uma proteção especial à parede intestinal contrariando o desenvolvimento do carcinoma intestinal. Este tipo de fibras não se dissolve com a mastigação, e atua no tempo (diminuindo-o) que as fezes levam a percorrer os intestinos, tornando-as mais moles. Abundam nas hortaliças, na casca de frutas, no farelo de trigo, na linhaça, nas amêndoas, para citar alguns exemplos.
Quanto às fibras solúveis (que se dissolvem em água), elas são provenientes, por exemplo, das leguminosas (ervilha, feijão, grão-de-bico), das nozes, da aveia, da cevada e das frutas (abacate, ameixas). Estas fibras solúveis combinam-se com a água, tornam-se viscosas e, por isso, dificultam a absorção dos açúcares contidos nos alimentos. Isto é fundamental para os diabéticos, pois assim reduz-se a glicémia pós prandial e combate-se a obesidade (a sensação de saciedade é favorecida e, por não terem valor calórico ou energético, ajudam na redução das gorduras, principalmente as saturadas e do colesterol).

Onde se encontram as fibras
Embora a indústria alimentar apresente o engodo de produtos “ricos em fibra” ou “enriquecidos com fibra” para atrair o cliente, uma alimentação natural evitará maiores gastos no supermercado e na fatura da saúde. Isso significa usarmos em abundância, no nosso regime alimentar, vegetais, frutas, leguminosas e cereais, todos eles ricos em fibras. Assim, “inundamos” os intestinos de fibra incrementando o número de lactobacilos e purgando a flora intestinal patogénica. São estes efeitos combinados que têm grandes benefícios para a prevenção do cancro.

O mal das fibras
Mas nem tudo são “rosas” nas fibras; isto é, não é porque as fibras fazem bem que podemos ingerir fibras sem restrição. Na verdade, o excesso de fibras na alimentação compromete a absorção de minerais fundamentais para o nosso organismo. Outro aspeto essencial é que é necessário ingerir muita água para o funcionamento ideal das fibras, pois, caso contrário, elas podem conduzir à prisão de ventre.
No entanto, como sabemos, não é indicado beber água às refeições (ela deve ser bebida entre as refeições), o que levanta uma pergunta: se não devemos beber água ou outros líquidos à refeição, onde vamos buscar a água necessária ao bom funcionamento das fibras? Pois bem, a resposta da Natureza a esta pergunta é: à própria alimentação.
Tomemos um exemplo: a alface! A alface é um produto muito rico em fibra, ideal para a nossa alimentação diária. E a alface é 90% água. Ela contém a água necessária para o processamento ideal da fibra que tem em altos teores.
Se tivermos uma alimentação racional, ganharemos em todos os sentidos.
Assim, este mês decidimos dar uma ajuda à sua saúde (e às suas economias) apresentando-lhe um alimento que é altamente benéfico e acessível para aqueles que vivem numa latitude como a nossa. Um alimento que poderá cultivar na sua HoLa. Falamos da alface!
A partir de agora, não lhe vai faltar a alface produzida por si.

A alface na alimentação diária 
A salada de alface é, certamente, entre todas, a mais requerida e a mais apreciada. Uma alface, bem fresca e bem temperada, é bem-vinda em todas as refeições. Não contendo, praticamente, calorias é, no entanto, rica em fibra, vitaminas e sais minerais, ajuda a digestão, e é reconhecida por ser indutora do sono quando consumida ao jantar. A maior parte do seu peso é constituída por água, o que a torna numa verdura leve, diurética e sempre aconselhável quando se pretende emagrecer.
Reservar um espaço na horta para a alface é optar por uma boa economia do lar, além do grande benefício que se tem através do consumo da colheita do próprio dia.
Este é um legume que deve ser cuidadosamente lavado antes de ser apresentado na mesa: pode ter sido contaminado por águas de rega ou pelo contacto com estrume. A alface não perderá o seu sabor se a água onde foi lavada for bem extraída das suas folhas e, hoje, existem no mercado pequenos aparelhos que ajudam neste processo.

Tenha Alface quase o ano todo!
Preparar
A alface pode ser cultivada todo o ano. Assim, existem espécies para as diferentes estações do ano.
As alfaces de verão e outono preferem terras húmidas, resistindo assim melhor à carência de água no verão e ao primeiro frio do outono.
alface_54135406.jpgAs alfaces de inverno adaptam-se melhor a terras pesadas e húmidas, que ajudam a combater o frio.
As alfaces de primavera preferem a terra leve, pois assim aquecem mais depressa.
Deve evitar-se cavar a terra antes da plantação, pois as alfaces não se desenvolvem bem em solos profundos (se for necessário, bater bem a terra antes de as semear); para adubar a terra misture-se esta com palha.
A alface pode ser semeada/plantada em pequenos vasos numa varanda, num balcão dentro de casa e exposto ao sol, ou mesmo pendurada, por exemplo, num garrafão de plástico de 5 litros, em que fez um a quatro orifícios laterais onde são introduzidas as alfaces que crescem para fora do garrafão.

alface_70889617.jpgSemear
A sementeira da alface pode ser feita durante todos os meses do ano – as variedades da primavera a partir de janeiro, as de verão a partir de março e as do outono e inverno a partir de agosto ou setembro (ver quadro).

O terreno deve ter sido enriquecido, de preferência, no ano anterior. A semente, ligeiramente coberta com um pouco de terra leve, germinará ao fim de cerca de vinte a trinta dias. Quando adquire alguns centímetros de altura, torna-se necessário um desbaste de modo a que as plantas que vão permanecer no terreno onde foram semeadas tenham um intervalo de cerca de 25 centímetros.
Plantar
Presentemente, dá-se preferência à compra, em casas da especialidade (ou nas feiras de caráter regional), das plantas já germinadas e preparadas para a respetiva plantação. Porém, optando pela sementeira doméstica, proceder-se-á como indicado no ponto anterior, sendo ainda possível fazer o transplante das que foram arrancadas por ocasião do desbaste.

Colheita
Sementeira
Disposição em terra
Variedades
Janeiro
Setembro, em fila sob proteção
Alface de semente preta
Fevereiro
Outubro, em fila sob proteção
Alface de semente preta
Março
Novembro, em fila sob proteção
Alface de semente preta
Abril
Setembro, em terreno inclinado (alface de inverno), setembro, sob proteção (alface romana)
Outubro, alface de inverno, em terra livre
Dezembro, em estufa ou sob proteção
Alface de inverno
Alface romana
Maio
Outubro, em terreno inclinado,
fevereiro, em estufa ou sob proteção
Março, em canteiro
Novembro, em terreno inclinado, em março ou abril
Alface de inverno
Alface de semente branca, alface dourada, alface rasteira
Junho
15 de março, sob proteção
15 de abril, em terreno inclinado (a batávia)
Abril
Princípio de maio
Alface de primavera
Julho
1 de maio, em terreno inclinado (a romana)
7 de abril, em terreno inclinado (a alface de verão)
Meados de maio
Fim de abril
Alface de primavera
Agosto
7 de maio, em terreno inclinado
1 de junho, em terreno inclinado
Fim de maio
Meados de junho
Alface de verão
Setembro
Junho, em terreno inclinado
Duas a três semanas depois
Alface de fim de outono
Outubro – Novembro
Julho, em terreno inclinado
Duas a três semanas depois
Alface de fim de outono
Dezembro
Agosto, em terreno inclinado
Setembro, sob proteção
Alface de inverno

alface_102931295.jpgCuidar
A alface não exige muitos cuidados, para além de boa exposição solar e, a partir da primavera, de uma boa rega que deve ser mantida até às primeiras chuvas outonais.

Colher
A alface é uma hortaliça que se degrada rapidamente. Assim, fora do frigorífico, ela deve ser guardada com a sua parte inferior dentro de água. Uma maneira de manter a sua frescura, se ela não for consumida por inteiro, é ir retirando as folhas exteriores primeiro, consumindo as interiores no final.


SopaFria2.jpgFolhasRecheadas.jpgCozinhar

HoLa%20Anual2-3.aiUma HoLa em terraEspaço extra para a estufa (1x1m), a estação de compostagem e para arrumação dos utensílios.
Terreno para cultivo de 10m2 (5x2m), dividido em 12 partes iguais.Todos os meses, veja a sua HoLa a crescer!
alface_78198286.jpgNutrir
Classificação científica da alface
A alface é um vegetal muito potente no combate à obesidade, na medida em que o valor energético é baixo (o conteúdo em água representa quase 96% do seu peso). Rica em fibra, ajuda a regular a digestão e o trato intestinal. Rica em ferro, desempenha um papel no transporte de oxigénio no organismo.
Macroconstituintes 
Para mais informações nutricionais ver: Porto A, Oliveira L. Tabela da Composição de Alimentos. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. 2006.
Outras informações
A alface-romana é um legume recente, um híbrido resultante da mistura do aipo-esguio e da alface. É quatro vezes mais rica em vitaminas do que a alface comum. Tem um sabor intenso que se localiza no coração não repolhudo e no caule central que se podem comer crus em salada ou cozidos como se prepara o aipo. 

rapaz_24118333.jpg
Sugestões e soluções 
A salada e o seu consumo pelos humanos remonta aos tempos mais recônditos da História. Há registos do seu consumo antes de Cristo pelos romanos e o seu uso ultrapassa o limite alimentar. A salada possui propriedades medicinais que podem ser adquiridas a partir dos seus talos amassados ou em chá (calmante, sonífero, laxante, antialérgico – sumo de alface –, contra a artrite e aterosclerose, entre outros). No caso de mulheres que desejem engravidar ou tiveram toxoplasmose, a alface pode desempenhar um importante papel, pois é uma boa fonte de folatos. Os folatos ajudam a síntese de ADN na formação de novas células, evitando anemias, intervindo na formação dos glóbulos vermelhos e brancos.
Um dos inimigos das alfaces na horta são as lesmas. Para evitar que elas se aproximem pode usar vários métodos naturais sem recursos a produtos químicos. Por exemplo, espalhe bocados de abóbora pelo jardim em torno dos canteiros que elas mais ataquem (no caso, o das alfaces). Naturalmente elas são atraídas para os pedaços de abóbora e assim é fácil de as recolher e colocar em lugar distante da HoLa. Colocar cinza à volta do canteiro das alfaces é outra possibilidade, embora isto possa vir a alterar as propriedades do solo também. Outra armadilha pode ser montada com latas enterradas ao nível do solo com cerveja misturada com sal. Atraídas pela cerveja, as lesmas morrem desidratadas pelo sal.
Uma outra forma de afugentar os insetos da HoLa pode ser conseguida através de um sumo de mistura de folha de tomateiro, 2 dentes de alho descascados e 2 malaguetas. Depois de estes produtos terem sido liquidificados, coar e pôr no pulverizador. Depois é só espalhar o produto nas plantas atacadas.

Luís Nunes
Sociólogo da Medicina e da Saúde, MPH, PhD

22.7.14

QUANDO OS ANOS PESAM

missing image file
Basta uma rápida vista de olhos sobre a população nacional (e mundial!) para chegarmos à conclusão de que está em curso um fenómeno de envelhecimento: cada vez há mais idosos e menos jovens. Não vamos aqui falar do problema social que isso representa, mas sim do que implica esse envelhecimento a nível pessoal.
Ninguém gosta de envelhecer. Na verdade, hoje, mais ainda do que no passado, há uma procura desenfreada da juventude, quer seja através de métodos “científicos” e cirúrgicos, quer estéticos. O comércio de produtos de beleza, rejuvenescedores, eliminadores de rugas, botoxes e seus afins vende somas astronómicas. O mesmo se pode dizer das cirurgias plásticas, dos comprimidos, dos “elixires”, das “loções” e “poções” que prometem manter ou recuperar uma juventude que, nalguns casos, já se desvaneceu.
Mas, afinal, o que é a terceira idade? Definir a expressão “terceira idade” não é tão fácil como possa parecer. Teoricamente, ao falarmos de terceira idade, estamos a referir-nos a uma fase da vida em que a idade avançada põe algumas limitações, seja no campo da saúde física, seja no da saúde mental e emocional, seja ainda no campo da vivência social e da identidade pessoal. No entanto, todos conhecemos pessoas que são “jovens de 80 anos”, e pessoas que são “velhas com 30 anos”. Ou seja, para além das características já apontadas, há ainda factores que qualificam a pessoa numa das duas categorias. A atitude pessoal face à vida, o desenvolvimento e a manutenção de actividades intelectuais e cognitivas, o envolvimento em tarefas “laborais” agradáveis, a prática de algum desporto adaptado à saúde e idade da pessoa e, porque não dizê-lo, a prática de hábitos de vida (repouso, alimentação, higiene) saudáveis, são alguns desses factores.

Atitude face à vida
Para que a velhice não seja um martírio, é importante que a pessoa avançada na idade comece, antes de entrar na fase da reforma, a preparar o seu espírito para esse momento. Geralmente, a transição dá-se de forma brusca, uma vez que, ao parar a sua actividade, a pessoa está “programada” para continuar ao mesmo ritmo, com a mesma intensidade, com as mesmas responsabilidades. A passagem para a reforma representa uma mudança radical nesse ciclo. Por isso, será muito útil que a pessoa que se aproxima da idade da reforma se vá desligando, pouco a pouco, das suas obrigações e diminuindo o ritmo, ocupando esse tempo livre com novas actividades e interesses, menos exigentes em questão de tempo e energias, mas mais voltadas para o lazer e entretenimento.
Quem entra na terceira idade com a sensação de que está na recta final e de que já pouco ou nada vale, perde uma oportunidade excepcional de viver novas experiências, de criar novas emoções e de desfrutar de novas amizades e oportunidades.
Manter um nível de ocupação de tempo adequado à sua energia e mobilidade é fundamental.
Também é importante que o idoso olhe para a sua vida (passada, presente e futura) de forma positiva e esperançosa. Olhando para trás, será bom que veja o que de agradável e positivo ela teve, e que guarde na sua memória esses momentos mais aprazíveis. Mas, ao olhar para o presente, deve analisar o que vive, com a noção de que está numa fase diferente da vida, à partida nem pior nem melhor do que a anterior, mas na qual ainda tem muito a oferecer. Talvez veja diminuídas algumas das suas capacidades, talvez a saúde falhe nalguns momentos, mas uma visão optimista de si mesmo e da sua situação será o pano de fundo para que organize o seu tempo e a sua actividade, pensando em “projectos” que lhe darão prazer e ânimo. Quanto ao futuro, ele dependerá dessa visão e do envolvimento do idoso nos planos que tenha preparado. Ficar parado no tempo, sem criar um plano e sem se motivar para ele, será determinante na perda da auto-estima, da identidade, das capacidades. O mesmo é dizer que, nesse caso, o idoso fica mais vulnerável a pensamentos negativos e a reflexões autodestrutivas. É nesse contexto que surgem, muitas vezes, problemas mentais (loucura senil, Alzheimer...), depressões e uma degradação rápida da saúde em geral.

Actividade intelectual
Um dos maiores perigos para a manutenção do bem-estar mental de um idoso é a paragem da actividade intelectual. Quando se põem de lado as capacidades comunicacionais, lógicas e de reflexão que o nosso cérebro tem, os neurónios acabam por definhar e morrer.
Uma actividade mental regular, abarcando áreas de interesse pessoal, como a leitura, a conversação, a reflexão sobre a vida diária, a “discussão” de temas que exijam argumentação e análise, é um meio

11.7.14

QUANDO DORMIR BEM É MUITO MAIS


Introdução

Na edição anterior da S&L, foi abordada a problemática do consumo de substâncias – as anfetaminas e metanfetaminas – que originalmente foram elaboradas na perspectiva de tratamento de certas doenças. No entanto, perante os efeitos que a sua utilização abusiva provocava, vieram a revelar-se muito prejudiciais para os seres humanos, tendo sido desenvolvidos esforços (por exemplo, no campo da legislação) para conter as consequências nefastas do seu abuso.
No entanto, estas não são as únicas que, no grupo dos medicamentos, passaram a ser utilizadas de modo incorrecto. Para diminuir o impacto de alguns problemas que afectam um número crescente de pessoas, tem-se assistido à vulgarização do consumo de medicamentos em cada um dos seguintes grupos: soníferos ou hipnóticos, tranquilizantes ou ansiolíticos, neurolépticos ou antipsicóticos e anti-depressivos.

missing image filePode falar-se de uma nova epidemia. Aquilo que está a acontecer no âmbito destas quatro categorias de medicamentos, designados genericamente por medicamentos psicoactivos, é hoje uma preocupação em saúde pública.

O conceito de medicamento psicoactivo

Um medicamento psicoactivo não se distingue, na sua essência, 
aquilo que temos definido por “droga”: uma droga é uma substância que, ao ser consumida, produz um efeito psicoactivo. Um efeito psicoactivo caracteriza-se por uma alteração do nosso estado mental provocada pelo produto consumido.
Assim, um medicamento psicoactivo prescrito e usado correctamente, pode atenuar ou fazer desaparecer um estado de sofrimento psíquico, como seja ansiedade, depressão, uma doença maníaco-depressiva, perturbações delirantes, insónia, angústia (a identificação dos sintomas que este tipo de medicamentos pode influenciar poderia prosseguir).
missing image filePrescrito por um médico, após um exame que determina o tratamento que é mais adaptado ao estado do doente, um medicamento psicoactivo é a linha de recurso em alguns casos. O problema emerge quando um crescente número de pessoas passa a usar, com ou sem prescrição médica, doses não recomendadas para fazer face às suas perturbações rotineiras e diárias. Assim, podemos encontrar situações em pessoas de maior idade, confrontadas com a solidão, ou adultos em sobrecarga de responsabilidades, expostos ao stresse, a acontecimentos desgastantes, ou acontecimentos repentinos, não esperados na sua história de vida.
As perturbações do sono são um motivo recorrente que levam as pessoas frequentemente a recorrer ao
missing image file
Pergunta: Sou muito nervosa. Reconheço isso. Detesto pessoas lentas, elas irritam-me! Mas porque fico assim nervosa? Há cura para o nervosismo?
R: Nervosismo é um termo popular. As pessoas usam a palavra nervosismo e nervoso para diferentes tipos de comportamento. Às vezes, diz-se que uma pessoa é nervosa por não se controlar. Outras vezes, é porque a pessoa não consegue permanecer serena em certas situações, ficando extremamente ansiosa, inquieta, insegura. Também se diz que alguém é nervoso quando é irritadiço, sempre metido em encrencas e brigas. Algumas pessoas ainda assumem que são nervosas porque tremem diante de desafios (um novo trabalho, um novo namoro, uma viagem, etc..), e sentem-se incapazes de lidar sozinhas com uma situação.
Em criança, aprendemos a andar, a ler, a escrever, a comer sozinhos, a realizar tarefas, a fazer a nossa higiene pessoal, a ir à escola ou comprar algo sem a ajuda de um adulto. Mas dificilmente uma criança é ensinada a lidar com as emoções, com os complicados sentimentos e pensamentos que surgem na nossa mente. Onde aprendemos isso? Quem nos ensina isso?
O nervosismo pode vir, em parte, de herança genética, juntamente com o que a criança copiou de algum modelo importante para ela na infância. Também pode ser a expressão de uma estrutura emocional um tanto fragilizada, que leva a pessoa a sentir-se insegura com frequência – insegurança demonstrada pelo nervosismo.
Como curar o nervosismo? Se ele veio em parte por herança genética (pai ou mãe eram nervosos), se a criança copiou o modelo da pessoa influente que a criou, ou se ficou assim desde algum evento stressante, não importa. A responsabilidade de mudar é pessoal.
missing image fileTente o seguinte:
1) Aceite que o nervosismo existe e que é um problema seu.
2) Pare de culpar as pessoas e as circunstâncias como responsáveis pelo seu nervosismo.
3) Entenda e aceite que precisa de mudar.
4) Cultive o desejo de mudar.
5) Decida-se profundamente a mudar.
6) Procure ajuda em aconselhamento psicológico individual ou de grupo.
7) Leia bons livros sobre o assunto.
8) Assista a alguma palestra ou seminário sobre o tema.
9) Peça a amigos e familiares para que analisem o seu comportamento. Tenha humildade ao ouvir os comentários, por mais cruéis que sejam, e coragem para aceitar o que for verdadeiro.
10) Decida parar de agir da forma como faz, utilizando o pensamento consciente para isso. Pense: “Não vou voltar a agir dessa maneira.” Morda a língua, dê uma volta, tome um duche, cante, ore, respire fundo, escreva, mas não se deixe levar mais pelo nervosismo.
11) Entenda a creia que ter as emoções não é o problema: o desafio é tê-las sem deixar que elas a dominem.
12) Se acha que já não ama a pessoa com quem se irrita, pelo menos não a magoe e fique calada.
13) Depois disso, se ainda não se conseguir controlar, descarregue as tensões do nervosismo em actividades físicas vigorosas, cuidando do jardim, fazendo ginástica, fazendo trabalho comunitário, etc..
Lembre-se: as pessoas não são sacos de pancada emocional. Pense em como se sente quando alguém explode consigo sem motivos.

César Vasconcellos de Souza

emergencia
missing image fileO corpo humano tem, em média, 70% do seu peso formado por água. Essa percentagem pode variar conforme a quantidade de gordura do corpo. Quanto maior a quantidade de gordura, menor a quantidade de água. Em geral, eliminamos cerca de 2,5 litros de água por dia através das fezes, do suor, da urina, etc.. É claro, portanto, que o desempenho das funções normais do corpo necessita de uma certa quantidade de água e de electrólitos. A desidratação ocorre quando a relação entre a ingestão e a eliminação de água fica desequilibrada. Ou seja, se gastamos grande quantidade do líquido, essa reposição deverá ser proporcional.
No Verão, a desidratação é mais comum pelo aumento do suor provocado pelo calor, além da maior incidência de diarreia por infecções gastrointestinais.
É importante identificar os sintomas de uma desidratação leve e a desidratação grave. Veja no quadro os principais sintomas relacionados com casos leves e severos de desidratação.
Para prevenir ou para tratar a desidratação siga estes passos:
 Beba sempre quantidades generosas de água. A recomendação em dias quentes é de cerca de dois litros por dia.
 Não se esqueça de beber água ou sumos de fruta, naturais, quando for praticar exercícios físicos leves ou intensos.
 Lave e armazene os alimentos de forma adequada para evitar contaminação, vómitos e diarreias.
 Evite expor-se ao sol em horários em que os raios ultravioletas estão mais fortes, das 10 horas da manhã às 15 horas da tarde.
 Vista roupas leves.
 Em caso inicial de desidratação, o soro caseiro pode ser utilizado.
 Se mesmo tomando as devidas providências o quadro não melhorar, o serviço médico deverá ser procurado para que sejam tomadas medidas de maior alcance.

Sintomas de desidratação leve
¸ Sede
¸ Cansaço
¸ Palidez
¸ Mucosas secas (boca, olhos)
¸ Ressecamento da pele
Sintomas de desidratação
¸ Moleza
¸ Desmaio
¸ Tonturas
¸ Confusão mental
missing image fileSoro caseiro
Não se esqueça de que o soro preparado em casa só deve ser utilizado durante 24 horas. Após esse período, deverá ser missing image filepreparadamissing image fileoutra receita.
Receita:
• 1 copo (200 ml) de água filtrada ou fervida
• 1 colher de chá, rasa, de açúcar refinado
• ½ colher de café de sal refinado
Emília Faye Santos
Enfermeira

28.6.14

DOSSIER CRISE: A ÁGUA

aguaO papel da água
Estamos convictos, hoje, de que, entre as ameaças mais preocupantes ao bem-estar da humanidade, que ultrapassam fronteiras, latitudes e barreiras entre os povos, encontra-se a descapitalização hídrica de zonas cada vez maiores do planeta. Portugal não foge à regra!
Será que estamos perante uma inevitabilidade? Haverá alguma coisa que possamos fazer, individualmente, para inverter essa tendência? As soluções existem, e estão ao nosso alcance.
Algumas das medidas que se tomam para reduzir este impacto são lentas a conseguir os efeitos requeridos, e encontram resistências ao nível dos diferentes actores numa sociedade. Ainda recentemente, em Portugal, depois da directiva europeia relativamente aos recursos hídricos, falhou-se mais uma data no calendário, sendo necessário prolongar o tempo de adequação dos portugueses à lei dos poços (assim conhecida). Esta lei pretende que se faça no país um rigoroso levantamento dos recursos hídricos existentes, à semelhança do que se vai fazendo no resto da Europa dos 27.
No entanto, enquanto o campo se desertifica, e cada vez menos pessoas conhecem realmente os recursos existentes, nas cidades a pressão urbana destrói esses mesmos recursos, entulhando linhas de água, enchendo com betão e alcatrão os naturais caminhos da água de superfície para os aquíferos subterrâneos, tornando assim cada vez mais comprometedor encontrar o equilíbrio na Natureza.
missing image file
Certamente que não podemos resolver o problema sozinhos, mas existem contributos individuais que podem fazer a diferença, e, pela participação activa de cada um, contribuir, gota a gota, para a sua solução.
Uma dessas soluções tem sido apontada, em Portugal, por pessoas que há anos têm vindo a apelar para uma gestão urbana mais próxima das soluções ecológicas. O Eng. Ribeiro Teles fala regularmente da manutenção dos espaços verdes, como fundamentais para combater o efeito de estufa e trazer humidade de volta às cidades.
Um dos meios de conseguir que tal aconteça é através do desenvolvimento de zonas destinadas a hortas do lar, um conceito que temos vindo a apresentar. O que distingue o conceito de “hortas urbanas” do de “hortas do lar” prende-se com o enfoque na coesão social e familiar que este último apresenta. No entanto, quer as hortas urbanas quer as hortas do lar contribuem para o importante papel que uma gestão dos solos e organização urbana mista (entre betão-espaços verdes) pode conseguir na problemática da gestão da água.
De acordo com a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação das Nações Unidas), 15% da produção mundial de alimentos era assegurada em 1998 por hortas urbanas. Este número envolveria cerca de 800 milhões de pessoas. É interessante notar que a produção das hortas em cidades é tão antiga como o desenvolvimento das próprias cidades. Evidentemente que, com o desenvolvimento rodoviário e dos transportes, foi possível equacionar um abastecimento das cidades a partir de uma agricultura intensiva, mais distante, relegando-se para segundo plano esta forma de auto-subsistência dos seus habitantes.
missing image file
No entanto, o agravamento dos problemas ambientais, o aumento do preço dos combustíveis, a poluição causada pelos transportes, a utilização de adubos químicos na agricultura intensiva, a destruição das terras aráveis devido às suas técnicas, tudo isso são razões que nos devem levar, hoje, a perspectivar o âmbito do alcance individual das nossas escolhas e opções.
Embora no século XIX estivesse bem consolidado o movimento das hortas urbanas no Norte da Europa, com mais de um século de institucionalização urbana deste fenómeno, nem todos os países o apoiaram e apoiam. (Por institucionalização pretendemos referir a coexistência pacífica de hortas em cidades, apoiada pelos poderes locais de gestão urbana e a solidariedade e respeito mútuo dos cidadãos por esses espaços).
Podemos referir um desses exemplos de institucionalização: na Alemanha, em 1864, foi criada a primeira Associação, denominada Schreberverein. Um pouco mais a ocidente, a Dinamarca tem hoje cerca de 409 Associações de cidadãos urbanos que se interessam pelas hortas urbanas. Este é o país que regista o maior número de hortas urbanas per capita, tendo uma história já longa com saber acumulado desde o século XVIII.
É neste contexto de organização urbana que as autarquias fornecem, nestes países, pequenos espaços para que os seus munícipes os possam cultivar, não longe das suas habitações. Em Portugal, no entanto, assistimos ao inverso desta tendência: Existem, felizmente, algumas excepções, ouvindo-se falar aqui e além de que está em projecto, em várias Câmaras, a instalação destas hortas. Contudo, com a excepção da zona do Porto (com as Hortas à Porta) a experiência portuguesa é incipiente, esporádica, não apoiada ou acompanhada pelo poder local. A representação social que este conceito obtém é negativa, muito provavelmente pela memória recente que o povo português guarda da sua ruralidade.
Mas os tempos mudaram definitivamente. Se, por um lado, a crise que se tem vindo a agravar no campo financeiro veio lembrar-nos que a especulação não é sustentável a curto e médio prazo, fomos violentamente recordados de que a gestão especulativa não sustentável do ambiente, que temos empreendido, é desastrosa. A extinção dos recursos fósseis informa-nos que a sustentabilidade das cidades, através da maciça importação de alimentos, deve ser urgentemente reequacionada. Insistir que nada vai mudar é agravar ainda mais o problema. Por isso, há que empreender um movimento cívico de apoio a novas soluções, seguindo os bons exemplos do passado e do presente. Existem soluções que podem ser construídas, onde a participação individual em muito contribuirá para resolver o problema em termos globais. Porque gota a gota se enche uma ribeira...

Luís Nunes
Sociólogo da Medicina e da Saúde
Mestre em Saúde Pública

ACTIVE O SEU CÉREBRO

active o seu cerebroHoje, as pessoas preocupam-se muito em melhorar a sua qualidade de vida para enfrentar, com maior possibilidade de sucesso, as diferentes situações que surgem com frequência no dia-a-dia. Para isso, não é suficiente desenvolver apenas o potencial físico, preparando o corpo por meio de ginástica, exercícios e actividade aeróbica. Numa visão integral do ser humano, também é necessário desenvolver o potencial interno.
missing image fileEle é especial
Responsável pela inteligência e pelos sucessos ou insucessos pessoais e profissionais, o cérebro é a estrutura mais complexa e o mais desafiante instrumento do corpo. Tão grande é a sua importância, que é o único órgão do corpo com uma embalagem rígida para a sua protecção, o crânio.
O cérebro cuida não só da manutenção da vida como também das emoções, da capacidade de raciocinar mais claramente, da facilidade maior ou menor de encontrar soluções para as diversas situações enfrentadas. É responsável pela criatividade, inteligência e aprendizagem.
O cérebro é o único órgão com possibilidade de melhorar o próprio desempenho quanto mais for utilizado. Um cérebro constantemente exigido, treinado, utilizado e desafiado terá um desempenho cada vez melhor, independentemente da idade da pessoa.
Órgão do pensamento e da coordenação neural, ele funciona por meio dos estímulos que recebe e interpreta todos os órgãos sensoriais: audição, visão, olfacto, tacto e paladar. Esses estímulos estão a fornecer, constantemente, informações captadas do ambiente. Tais informações são recebidas, transformadas em descargas eléctricas e transmitidas de neurónio para neurónio através dos dendritos e sinapses (ligações cerebrais entre neurónios) para as diversas memórias que compõem o cérebro. Aí, ficam arquivadas aguardando o momento de serem usadas.
Mas não é suficiente ter as informações arquivadas nas memórias cerebrais. A medida da inteligência é dada, principalmente, pela rapidez e presteza com que as informações são resgatadas no arquivo cerebral. Elas são cruzadas com informações que vêm de outros arquivos e colocadas à disposição da pessoa para as decisões necessárias.
missing image file
missing image fileNecessidade de exercício
Para que todo esse trabalho de resgate e cruzamento de informações aconteça com eficácia e rapidez, é preciso que o cérebro esteja com os seus caminhos de informações ou sinapses devidamente desimpedidos, activos, em forma e prontos para utilização. Só assim as informações arquivadas serão resgatadas no momento certo, no tempo necessário, e circularão com rapidez, auxiliando nas decisões.
Daí a necessidade de o cérebro ser constantemente exercitado para abrir os caminhos e aumentar as ligações. Isso pode ser feito através de exercícios e movimentos coordenados do corpo que, executados de maneira apropriada, entram e estimulam partes específicas do órgão, anteriormente pouco utilizadas e desconectadas do conjunto cerebral.
Como o cérebro é dividido em duas partes, hemisférios direito e esquerdo, que são responsáveis por actividades e controlos diferentes no corpo, é necessário activar e estimular esses hemisférios para que trabalhem simultânea e integralmente, oferecendo a possibilidade da sua utilização de maneira total.
Essa é a base da ginástica cerebral desenvolvida por uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia, coordenada por um médico indiano radicado nos Estados Unidos, chamado Paul Denisson. As vantagens da ginástica cerebral são evidentes.
Com o cérebro exercitado, vive-se mais e melhor, evitando ou diminuindo os efeitos de alguns problemas característicos da velhice, como perda de memória e senilidade, despertando a criatividade e aumentando a capacidade de aprendizagem de raciocínio e de memória.

Saindo da rotina
Exercícios físicos, palavras cruzadas, quebra-cabeças, andar para trás e tomar banho no escuro podem ser estimulantes para o cérebro, dizem os especialistas na área. Segundo médicos, esse tipo de actividade é importante para manter o cérebro activo.
missing image fileDe acordo com a geriatra Fátima Fernandes Christo, na terceira idade podem aparecer doenças como a doença de Alzheimer, que interferem na memória, mas são a excepção e não a normalidade. Essa informação já foi confirmada pela revisão de 40 anos de estudos feitos na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
Uma pesquisa, que avaliou homens e mulheres com mais de 65 anos de idade, concluiu que aqueles que se exercitam entre 15 e 30 minutos, pelo menos três vezes por semana, reduzem os riscos de sofrer de doença de Alzheimer.
A mudança da rotina é um factor importante para o desenvolvimento da capacidade mental. Mas apenas substituir uma acção por outra não quer dizer que o cérebro faça novas conexões. Por exemplo, quando se escreve um texto usando uma caneta, algumas áreas do cérebro são activadas. Se escrever o mesmo texto, mas com lápis, a diferença será pequena, mas escrever com a mão esquerda ou com um teclado leva o cérebro a criar novas conexões e a desenvolver-se.
Tente gozar férias em lugares desconhecidos, aprender um novo idioma, comunicar através de língua gestual ou praticar um hobby. Sair da rotina, viajar, ler, estudar, usar o relógio no braço trocado, aprender alguma arte. Qualquer situação nova, fora da rotina, que traga prazer, pode servir como estimulante.

Cinco coisas que preservam o poder do cérebro
• Habitue-se a ler pelo menos 20 páginas de um livro por dia.
• Faça palavras cruzadas ou algum outro passatempo que exija algum esforço mental.
• Aprenda a tocar um instrumento musical.
• Faça exercícios físicos pelo menos quatro vezes por semana.
• Caminhe ao ar livre. Assim, levará o seu cérebro a passear.
Cinco coisas que prejudicam o cérebro
• Inactividade física.
• Inactividade mental.
• Passar longas horas diariamente em frente da televisão.
• Assistir a novelas e outros programas de baixa qualidade na televisão.
• Drogas de qualquer tipo, incluindo cafeína, tabaco e álcool.
“O ser humano é capaz de manter a actividade das células cerebrais durante toda a vida, conservar bom raciocínio mesmo na velhice”, informa Fátima Christo. Há diversos casos de pessoas com 90, 100 anos, que continuam a ter bom raciocínio e a lembrarem-se das coisas. Exercícios de raciocínio não são o único factor importante para o bem-estar do cérebro. É necessário também que a pessoa se sinta sempre útil, caso contrário, pode ficar deprimida. E quando há doença, mesmo com estímulo, o cérebro não responde.
Neusa Pinheiro
Jornalista
missing image file

SUGESTÕES E SOLUÇÕES Especial Menopausa

A ALIMENTAÇÃO NA MENOPAUSA
Para muitas mulheres, a chegada da menopausa traz não só mudanças emocionais bruscas, ansiedade e irritabilidade, mas também outros sintomas, como flutuação da temperatura do corpo, insónia, dores nas articulações etc..
Nos dias de hoje, os homens têm de ter cuidado, pois a andropausa também os afecta nas mesmas formas.
Embora os médicos digam que as pessoas que entram neste estágio da vida devem ter muito cuidado com a alimentação e o peso, a cozinha continua a proporcionar uma fuga a estes problemas. Uma mudança de alimentação pode ajudar a reduzir os sintomas e providenciar uma maior estabilidade.
O abuso de sal, açúcares, ingredientes com altos conteúdos de gordura, e alguns outros ingredientes só pioram os sintomas e agravam o modo como nos sentimos.
Por vezes, quando há algo que diz ‘sugestões’ imediatamente quer dizer ‘ignorar’, por isso deixo apenas uma tabela curiosa de ingredientes que poderão ajudar a controlar o que se come.

SINTOMAS DA
MENOPAUSA
O QUE COMERO QUE EVITAR
Flutuação de temperatura do corpoProdutos com base em soja e sementes de linhaça. Use a erva sálvia.Comidas muito condimentadas e picantes, cafeína e bebidas alcoólicas.
Mudanças de humor,
ansiedade e irritabilidade
Comidas ricas em magnésio como, por exemplo, arroz e farinhas integrais, feijões, lentilhas, ervilhas e vegetais de folha verde. Coma a intervalos regulares e tente incluir alimentos ricos em amidos.Comidas açucaradas, com cafeína e bebidas alcoólicas.
InsóniaTome um chá antes de se deitar. Sugerimos camomila, tília ou flor de laranjeira.Cafeína, especialmente perto da hora de dormir, grandes refeições perto da hora de deitar.
HemorragiasComidas ricas em ferro, especialmente vegetais de folha verde e feijões.Comidas muito condimentadas e picantes.
Secura vaginalProdutos com base em soja, como tofu, e leite de soja ou produtos contendo linhaça.missing image file
OsteoporoseProdutos ricos em cálcio, como leites, iogurtes, queijos, leite de soja fortificado, tofu, frutos desidratados ou secos, feijões e sementes. Produtos ricos em vitamina D, como ovos, e margarinas.
Suores nocturnosChá de sálvia. Tente incluir sálvia nos cozinhadosComidas muito condimentadas e picantes.
Estas são algumas das mudanças que, se feitas na alimentação diária, irão ajudar a ultrapassar os sintomas. Além das sugestões acima, evite alimentos de conserva, pois contêm aditivos.
Embora pareça uma mudança radical, não será assim tão difícil se se pensar que ainda se pode ter aqueles momentos de conforto que alguns alimentos nos trazem, especialmente nas alturas mais difíceis.
Junte o útil ao agradável e tenha uma sobremesa que, não só contém os ingredientes necessários para a sua dieta, mas também aquele gostinho doce que ajuda a acalmar a ‘alma’.

Paulo Jorge Dias