13.3.14

INFORMAÇÕES GERAIS

Malaguetas e perda de peso
Há já algum tempo que se sabe que a capsaicina existente nas malaguetas conduz a uma menor ingestão de calorias, reduzindo o tecido adiposo e os níveis de gordura do sangue. No entanto, os efeitos da capsaicina não são ainda muito bem compreendidos. 
Dado que a obesidade é hoje um dos principais problemas nos países ditos desenvolvidos, com o seu corolário de doenças (diabetes, doenças cardiovasculares, pressão arterial elevada, cancro, etc.), será interessante saber mais sobre o mecanismo que leva à diminuição da obesidade por meio desta substância das malaguetas. 
Com essa intenção, cientistas de uma Universidade da Coreia do Sul resolveram alimentar animais de laboratório com uma dieta rica em gordura, adicionando a metade deles capsaicina nos seus alimentos e os restantes não ingerindo essa substância. Verificaram, então, que os roedores tratados com capsaicina perderam 8% do peso corporal e os restantes não. Verificaram-se ainda alterações benéficas em 20 proteínas-chave encontradas na gordura. 
Em conclusão, os investigadores afirmam a realidade do efeito anti-obesidade da capsaicina, que poderá vir a ser assim uma arma importante no controlo deste flagelo.
*Journal of Proteome Research/S&L


Células estaminais curam lesões da coluna
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Investigações recentes efectuadas em animais de laboratório demonstraram que as células estaminais do sangue do cordão umbilical podem tratar lesões graves da medula espinal. 
Os animais foram tratados com este tipo de células durante um período de seis semanas, tendo registado uma melhoria significativa no que se refere à recuperação motora (a capacidade de se deslocarem de um local para outro), em comparação com os animais que não estavam a ser alvo de tratamento. Os investigadores constataram, ainda, que seis semanas depois da administração das células estaminais, se verificava uma redução significativa da área lesada. 
Para além disso, a experiência tem revelado provas crescentes de que estas células têm a capacidade de reparar e regenerar outras células do corpo, contribuindo para o controlo da inflamação e a aceleração do crescimento de novos vasos sanguíneos. 
“Spine”/S&L

Sentados e Doentes!...
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Já há muito que se sabe que o excesso de peso e a obesidade são fruto da redução da prática do exercício físico. Também vários estudos têm indicado que existe uma relação entre o tempo que se permanece sentado e o risco de desenvolver obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. 
Um estudo recente vai mais longe e conclui que há uma relação directa entre o tempo que se permanece sentado e a mortalidade. 
O estudo foi efectuado pela American Cancer Society que, para o efeito, analisou 123 216 indivíduos sem história anterior de cancro, enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doenças pulmonares. 
Nas conclusões, os investigadores verificaram que o risco de morte era proporcional ao tempo que os participantes permaneciam sentados, em especial no caso das mulheres. As mulheres e os homens que passavam mais de seis horas por dia sentados, tinham, respectivamente, um risco 37% e 18% maior de morrerem, durante o período do estudo, do que os que permaneciam sentados menos de três horas por dia. Esta associação ao risco agravado de morte manteve-se praticamente inalterada, mesmo tendo em conta o nível de actividade física dos participantes. 
No entanto, se associarmos a falta de exercício físico regular, então o risco de morte subia para 94% para as mulheres e 48% para os homens. 
Segundo os autores do estudo, “existem vários factores que podem explicar a associação entre o tempo gasto sentado e uma maior taxa de mortalidade. Tem sido demonstrado que longos períodos de tempo sentado têm importantes consequências metabólicas e que podem influenciar os níveis de triglicéridos, lipoproteína de baixa densidade, colesterol, glicemia em jejum e a pressão arterial em repouso, que são marcadores de obesidade, de doenças cardiovasculares e de outras doenças crónicas”. 
Os autores do estudo concluem que as mensagens de saúde pública deveriam tanto promover a actividade física, como a redução do tempo que as pessoas permanecem sentadas.
*American Journal of Epidemiology/S&L


Crianças obesas e risco cardíaco
As crianças obesas aos três anos já apresentam sinais de inflamação semelhantes aos ligados a um maior risco de doença cardíaca em adultos.
Num estudo realizado na Universidade da Carolina do Norte, EUA, foram avaliadas 16 335 crianças entre 1 e 17 anos de idade, tendo-se verificado que as crianças obesas apresentavam níveis elevados de proteína 
C-reactica (PCR), um marcador de fase aguda que se eleva especialmente em processos inflamatórios e infecciosos, além de dois outros marcadores de inflamação cardíaca: saturação de transferrina (F/T) e número absoluto de neutrófilos (ANC). 
No adulto, níveis elevados destes marcadores indicam um maior risco de desenvolvimento de doenças, nomeadamente de problemas cardíacos. 
De acordo com a investigação, os níveis elevados de F/T começaram aos 6 anos e os de ANC a partir dos 9 anos de idade. 
No estudo, 70% dos participantes tinham um peso normal, 15% excesso de peso, 11% eram obesos e 3,5% muito obesos. No grupo de crianças entre os 3 e os 5 anos, 42% dos muito obesos tinham níveis elevados de PCR, em comparação com 17% dos que apresentavam peso normal. A situação era pior ainda nas crianças mais velhas, com 83% dos muito obesos, com idades entre 15 e 17 anos, a apresentarem níveis elevados de PCR. 
O facto de esta relação preocupante entre o aumento do peso e os marcadores inflamatórios surgir muito mais cedo do se esperava constituiu uma “grande surpresa” (e preocupação) para os investigadores. No entanto, não se pode ainda medir o impacto que ela pode vir a ter no que se refere a um risco acrescido de enfarte e AVC que estas crianças possam vir a sofrer na infância/adolescência e idade adulta. 
Não deixa, no entanto, de ser uma notícia preocupante para um país, como o nosso, com a segunda maior taxa europeia de crianças e adolescentes obesos. 
*Pediatrics/S&L

9.3.14

Quinze fatos que você provavelmente nunca soube sobre vitamina D e exposição solar


(Compilado por Mike Adams, com base em uma entrevista com o Dr. Michael Holick,drholickautor do livro “Vitamina D – Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes”)
A vitamina D evita a depressão, osteoporose,câncer da próstata, câncer da mama e até mesmo os efeitos do diabetes e da obesidade. A vitamina D talvez seja o nutriente mais subestimado no mundo da nutrição. Isso provavelmente por ela ser “gratuita”: seu corpo a produz quando a luz solar atinge a sua pele. As empresas farmacêuticas não podem lhe vender a luz solar, por isso não há promoção dos seus benefícios à saúde.
A maioria das pessoas não sabe destes fatos verdadeiros sobre a vitamina D:

  1. A vitamina D é produzida pela pele em resposta à exposição e radiação ultravioleta da luz solar natural.
  2. Os saudáveis raios de luz solar natural que geram a vitamina D em sua pele não atravessam o vidro e, por isto, seu organismo não produz vitamina D quando você esta no carro, escritório ou em sua casa.
  3. É quase impossível conseguir quantidades adequadas de vitamina D a partir da dieta. A exposição à luz solar é a única maneira confiável para seu corpo dispor de vitamina D.
  4. Seria necessária a ingestão diária de dez copos grandes de leite enriquecido com vitamina D para obter os níveis mínimos necessários de vitamina D.
  5. Quanto maior a distância da linha do equador e o lugar onde você vive, maior será a exposição ao sol necessária para gerar vitamina D, pois depende do ângulo de incidência dos raios solares. Canadá, Reino Unido, a maior parte dos EUA estão longe do equador e maior parte do Brasil está perto do equador.
  6. Pessoas com a pigmentação escura da pele podem precisar de 20 a 30 vezes mais exposição à luz solar do que pessoas de pele clara para gerar a mesma quantidade de vitamina D. Por isto, também, o câncer de próstata é muito frequente entre homens negros – é a simples deficiência generalizada de luz solar.
  7. Níveis suficientes de vitamina D são essenciais para a absorção de cálcio nos intestinos. Sem vitamina D suficiente, seu corpo não pode absorver o cálcio, tornando os suplementos de cálcio inúteis.
  8. A deficiência crónica de vitamina D não pode ser revertida rapidamente. São necessários meses de suplementos de vitamina D e de exposição à luz solar para “reconstruir” os ossos e o sistema nervoso.
  9. Mesmo filtros solares fracos (FPS = 8) bloqueiam em 95% a capacidade do seu corpo de gerar vitamina D. É por isto que o uso constante de protetores solares provoca deficiência crítica de vitamina D.
  10.  A exposição à luz solar não gera a produção excessiva de vitamina D em seu corpo, porque ele se auto-regula e produz apenas a quantidade que necessita.
  11. Se a pressão firme do seu osso esterno dói, você pode estar sofrendo de deficiência crónica de vitamina D.
  12. A vitamina D é “ativada” pelos rins e fígado, antes de ser usada pelo organismo e, por isto, doenças renais ou hepáticas podem prejudicar muito a ativação da vitamina D circulante.
  13.  A indústria de protetores solares não quer que você saiba da necessidade de exposição ao sol, porque esta revelação significaria a queda nas vendas de seus produtos.
  14.  A vitamina D é um poderoso “remédio” que o seu próprio corpo produz inteiramente de graça e sem necessidade de prescrição médica!
  15. Algumas substâncias denominadas “antioxidantes” aceleram muito a capacidade do organismo para lidar com luz solar, sem que ela nos provoque danos, também permitem que você fique exposto ao sol duas vezes mais tempo sem danos. Um exemplo de tais antioxidantes é a astaxantina, poderoso “filtro solar interno”. Outras fontes de antioxidantes similares são algumas frutas (açaí, romã, mirtilo, etc.), algumas algas e alguns crustáceos do mar (camarão, “krill”, etc.)
Doenças e condições causadas pela deficiência de vitamina D:
  • A osteoporose é geralmente causada pela falta de vitamina D que provoca deficiência na absorção de cálcio.
  • A deficiência de vitamina D na infância causa o raquitismo, falta de calcificação dos ossos.
  • A deficiência de vitamina D pode agravar o diabetes tipo 2 e prejudicar a produção de insulina pelo pâncreas.
  • Bebês que recebem suplementação de vitamina D (2.000 unidades por dia) tiveram um risco 80% menor de desenvolver diabetes tipo 1 durante os próximos vinte anos.
  • A obesidade prejudica a utilização da vitamina D no organismo e obesos precisam de duas vezes mais vitamina D.
  • A depressão, a esquizofrenia e os cânceres de próstata, de mama ovário e de cólon são frequentes em pessoas com deficiência de vitamina D. Portanto, níveis normais de vitamina D previnem estas doenças.
  • O risco de desenvolver doenças graves como diabetes e câncer é reduzido de 50% a 80% através da exposição simples, à luz solar natural 2 a 3 vezes por semana.
  • A depressão sazonal de inverno, muito comum nos países de clima temperado, é causada por um desequilíbrio da melatonina, devido à menor exposição ao sol.
  •  A vitamina D é utilizada no tratamento da psoríase, doença inflamatória crônica da pele.
  • Deficiência crônica de vitamina D é muitas vezes diagnosticada erradamente como fibromialgia, porque seus sintomas são muito semelhantes: fraqueza muscular e dores.
Estatísticas chocantes da deficiência de vitamina D:
40% da população dos EUA,
32% dos médicos e estudantes de medicina,
42% das mulheres afro-americanas em idade fértil,
48% das meninas de 9 a 11 anos,
até 60% dos pacientes de hospitais,
até 80% dos pacientes do lar de idosos,
76% das mulheres grávidas e
81% das crianças delas nascidas, as quais terão, mais tarde na vida, maior predisposição ao diabete tipo 1, à artrite, à esclerose múltipla e à esquizofrenia.

O que você pode fazer:
A exposição sensata à luz solar natural é a estratégia mais simples, mais fácil e ainda uma das mais importantes para melhorar a saúde. Se mais pessoas lessem estas informações, poderíamos reduzir drasticamente as taxas de várias doenças crônicas. Incito-os que leiam o livro, “Vitamina D – Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes“, pelo Dr. Michael Holick para obter a história completa sobre a luz solar natural. Você pode encontrar este livro na maioria das livrarias locais ou através da BN.com, Amazon.com, etc. Nota: Este não é um endosso pago ou um link de afiliado. Eu recomendo por causa de sua grande importância na prevenção de doenças crônicas e melhoria da saúde sem medicamentos ou cirurgiaEste pode ser o livro mais importante sobre a saúde que você já leu. Se mais pessoas compreendessem estas informações poderia-se reduzir drasticamente as taxas de doenças crônicas no país e no mundo. A exposição à luz solar é realmente uma das terapias de cura mais poderosas do mundo, superando de longe os melhores esforços de hoje, a chamada “medicina avançada”. Não há nenhuma droga, nenhum procedimento cirúrgico e nenhum procedimento de alta tecnologia que chegou sequer perto do surpreendente poder de cura da luz natural.
E você pode obtê-la gratuitamente. É por isso que ninguém está a promovê-la, é claro.
Fonte original com texto completo:http://www.naturalnews.com/specialreports/sunlight.pdf (autor da tradução desconhecido).

16.2.14

PENSAR BEM



Embora alguns exagerem, o adágio "querer é poder" tem muito de verdade. Por exemplo, qualquer atleta sabe que, para bater um recorde, não basta preparação física apenas, mas o cultivo da mente e também do pensamento. De igual modo, muitas das coisas que fazemos, das emoções que sentimos e até das doenças que sofremos têm a sua origem nos pensamentos. 
O ambiente (pessoas, lugares e circunstâncias), a personalidade (otimista, suspeita, agressiva, etc.) e as recordações e experiências do passado são as molas propulsoras que provocam os nossos pensamentos. Tais elementos estão relacionados com os efeitos, a origem e a influência dos pensamentos. Sendo assim, cada pessoa pode controlar o seu pensamento e dirigir a sua vontade para obter ou não uma reação final correspondente. É pelo conteúdo do pensamento e pela forma de o processar que se obtêm resultados diversificados.

Pensamento e conduta 
Com exceção das reações automáticas ou dos atos repetidos por questão de hábito, as condutas têm origem nos pensamentos que as precedem. Consideremos três situações: 
1. Antes de chegar à agência imobiliária, o Maurício não pensava em comprar um imóvel; mas o ambiente, a cortesia dos vendedores, as lindas fotografias dos apartamentos e as facilidades de pagamento animaram-no a considerar essa possibilidade. Foi para casa e meditou sobre o assunto, imaginou a mudança para uma residência maior e com mais segurança, com escola no bairro para as crianças e transportes quase à porta do prédio para o centro da cidade. Dois dias depois, assinou o contrato. 
2. A Eloísa foi tomar um lanche com duas antigas colegas de faculdade. Elas divertiram-se muito ao falar sobre coisas daquele tempo e da vida atual. Ao voltar para casa, a Eloísa comparou a sua vida com a das suas amigas, considerou todos os detalhes, relembrou o passado e concluiu que elas eram mais felizes. Imediatamente, ela foi dominada por um misto de tristeza e deceção ao pensar nas suas próprias conquistas. Esse estado de ânimo acompanhou-a durante vários dias. 
3. A Vitória tinha um bom relacionamento com todas as pessoas. No entanto, meses atrás, ela tinha tido uma discussão desagradável com o seu irmão e, por isso, eles não se falavam. Ela não quis fazer as pazes, porque sofreu muito com a ofensa dele. Quando relembrava o momento do desentendimento, ficava irada, com o ritmo cardíaco muito alterado e sentia náuseas. 
Nos três casos, há uma clara relação entre pensamento e conduta (ou estado de ânimo). O que teria ocorrido se o Maurício, a Eloísa e a Vitória tivessem mudado o rumo das suas reflexões? Provavelmente, 
a conduta de cada um teria sido muito diferente. 
De qualquer maneira, todos somos donos dos nossos pensamentos. E como tal, com maior ou menor dificuldade, podemos nutri-los, dirigi-los, expandi-los, reduzi-los ou rejeitá-los.

amigos_75638647.jpgAutoajuda 
Controle os seus pensamentos 
Controlando os seus pensamentos, evitará condutas impróprias, agirá de maneira mais adequada e terá mais saúde física e mental. Definitivamente, ao controlar os seus pensamentos, estará a promover a sua própria felicidade. 
Como identificar os seus pensamentos negativos? Como saber se eles o levarão a condutas ou a um estado de ânimo indesejável? 
Para evitar pensamentos impróprios, você deve adotar um estilo de vida orientado por princípios e valores universais, como honestidade, responsabilidade, justiça, respeito para com os outros, integridade e veracidade. 
Os que são guiados por esses ideais, acabam por alimentar, de forma natural e espontânea, pensamentos positivos e edificantes, alcançando os resultados benéficos correspondentes. 
Controlo 
Como medida preventiva, é bastante útil identificar e controlar emoções e pensamentos que prejudicam. Se quiser evitar qualquer conduta indesejável (aborrecimento com a família, não conseguir concentrar-se, ou ficar nervoso), experimente fazer o seguinte: 
Prepare um registo, de dois ou três dias, relatando cinco ou seis situações de cada dia. 
Escreva as situações, as emoções e os pensamentos. 
Consulte a lista de emoções negativas e positivas para saber quais são as emoções experimentadas. 
Esse exercício ajudá-lo-á a conhecer-se melhor e a exercitar-se no controlo dos seus pensamentos. Desenvolva emoções e pensamentos positivos e deixe de lado os negativos.

Mente positiva 
Em 2000, os estudiosos David Sobel e Robert Ornstein revelaram evidências dos benefícios do pensamento positivo, do otimismo e da sensação de controlo sobre algumas áreas da saúde: 
Sistema imunológico. A saliva humana contém substâncias químicas que nos protegem das infeções. Os níveis de proteção dessas substâncias são mais eficazes nos dias em que nos sentimos felizes e satisfeitos do que quando estamos tristes. 
Cancro. Um grupo de pacientes com cancro foi ensinado a pensar de forma positiva e relevante. Eles também aprenderam técnicas de relaxamento. O estudo mostrou que os anticorpos desses pacientes se tornaram muito mais ativos do que os dos pacientes que não tinham recebido essas instruções. 
Longevidade. Um grupo de idosos, residente num centro para pessoas de terceira idade, passou a ter liberdade para tomar pequenas decisões (tipo de refeição ao jantar, escolha de filme uma vez por semana, etc.). Agindo assim, eles ficaram mais satisfeitos e felizes. Após um ano e meio, o índice de mortalidade desse grupo foi 50% inferior ao dos que não tiveram nenhuma possibilidade de fazer escolhas. 
Curso pós-operatório. Uma análise da personalidade de doentes submetidos a cirurgia cardíaca dividiu-os em otimistas e pessimistas. Os otimistas recuperaram mais rapidamente, sofreram menos complicações e voltaram mais cedo às suas atividades. 
Saúde em geral. Participantes de uma pesquisa elaboraram uma lista de acontecimentos positivos e negativos que, a seu ver, lhes sobreviriam nos anos seguintes. Dois anos mais tarde, a saúde de todos foi examinada e descobriu-se que, comparados aos de visão negativa, os otimistas quanto ao futuro apresentavam menos sintomas de enfermidades. 
Nem tudo se resolve com o pensamento 
O pensamento positivo é uma opção excelente para conservar a saúde mental e alcançar metas. No entanto, não podemos crer que tudo se resolve apenas com o pensamento. Relembre as seguintes limitações: 
l. O otimismo é um tanto utópico em circunstâncias como a morte de um familiar, uma catástrofe natural ou um diagnóstico médico indicando um provável cancro. 
2. Na prática, é muito difícil, senão impossível, ter um pensamento otimista quando estamos muito amargurados ou em situação crítica. 
3. O pensamento positivo pode tornar-se enganoso e, em alguns casos, fazer com que percamos de vista certas realidades tristes. 
Às vezes, é necessário saber adaptar-se ao sofrimento. Entretanto, podemos esperar (o tempo encarrega-se da cura), confiar (a fé é um grande apoio) e beneficiar da presença de alguém querido.

Julián Melgosa 
Doutor em Psicologia

ALIMENTAÇÃO MITO OU REALIDADE



Estamos em pleno século XXI e a nossa sociedade, apesar de todos os avanços tecnológicos e científicos no campo da nutrição, continua dividida quanto a um tema que já vem sendo debatido há muito: um regime alimentar à base de alimentos de origem animal será de valor nutritivo e biológico superior a um regime baseado em alimentos de origem vegetal? Por detrás desta situação está a ideia de que a proteína de origem animal é de qualidade superior e, portanto, indispensável a uma boa alimentação. Quem segue uma alimentação isenta de alimentos de origem animal teria “carências nutricionais” que prejudicariam a sua saúde. Inclusivamente, há pessoas que pensam que as crianças precisam de alimentos de origem animal para se desenvolverem de forma equilibrada e saudável.
Bom, como há defensores de ambos os lados, vamos guiar o estimado leitor numa caminhada pelas “provas” existentes em favor de um ou do outro regime, a fim de que possa fazer a sua escolha, certamente a melhor para si e para os seus, de forma livre e informada.

À Procura de comida a sério
“Peixe não puxa carroça” é um provérbio português antigo que muitas vezes é usado para fazer troça das pessoas que não comem carne. Mas a verdade é que nem os bois nem os burros comem carne e conseguem puxar e carregar cargas pesadas! Há uma ideia generalizada de que os seres humanos precisam de comer carne para serem saudáveis.
Não podemos ignorar que a proteína é vital para a nossa alimentação. As moléculas que a formam são constituídas por aminoácidos que estão na base da construção, do funcionamento e da recuperação de todas as células do nosso organismo. Daí a importância de ingerirmos proteína de alto valor biológico, ou seja, proteína que contenha o máximo de aminoácidos possível. Dos vinte aminoácidos necessários para o funcionamento e restauração do nosso organismo, doze são fabricados pelo nosso corpo e oito são ingeridos a partir de fontes exteriores, na alimentação, sobretudo. São os chamados “aminoácidos essenciais”. E é aqui que surge a questão: Serão os alimentos de origem animal uma fonte de proteína de valor biológico superior à dos alimentos de origem vegetal?






Naverdade, se compararmos o valor nutritivo de um alimento cárneo isolado (um bife, por exemplo) com o valor de um alimento vegetal isolado (a batata, por exemplo), a carne é mais nutritiva e uma boa fonte de proteína; mas se tomarmos os alimentos em conjunto, a coisa muda de figura. Vejamos, no gráfico em baixo, o valor biológico (em aminoácidos essenciais) de alguns alimentos de origem vegetal. Nesse gráfico, partimos da hipótese (muito improvável!) de uma pessoa comer apenas um alimento vegetal dos onze que escolhemos até perfazer 2500 calorias diárias.
Mas, como com todas as coisas boas, podemos fazer mau uso das proteínas, quer ingerindo alimentos de má qualidade e, portanto, de pobre valor biológico, quer ingerindo-as em excesso, 
e isso traz consigo alguns problemas.
Por um lado, a maior parte das pessoas exagera nas suas necessidades de proteína. A Ingestão Diária Recomendada (IDR) são uns generosamente adequados 45 a 60 gramas. No entanto, a maioria das pessoas com um estilo de vida ocidental consome duas a três vezes essa quantidade de proteína de origem animal. Essas quantidades excessivas de proteína são problemáticas para os rins, promovem a gota e, dado que acidificam o sangue, fazem com que o cálcio seja retirado dos ossos para anular essa acidez. No gráfico em cima vemos o que acontece quando se ingere proteína em excesso.
Portanto, a ingestão excessiva de proteína é um dos fatores que leva à osteoporose.
Um problema ainda maior é a dose exagerada de gordura (principalmente saturada) e de colesterol. As pesquisas científicas têm implicado, de forma claríssima, uma alimentação rica em gordura e colesterol como a principal culpada das doenças assassinas ocidentais. E os alimentos que nos estão a fazer mal são, sobretudo, produtos de origem animal, como a carne, as aves, os ovos e os laticínios.
O problema é que, embora o corpo humano consiga alimentar-se de alimentos de origem animal, falta-lhe a proteção contra grandes quantidades de gordura e de colesterol. A gordura e o colesterol em excesso amontoam-se na corrente sanguínea e começam a aderir às paredes dos vasos sanguíneos. Gradualmente, com o passar do tempo, formam-se placas, as paredes das artérias engrossam e endurecem, as artérias ficam mais estreitas e a aterosclerose instala-se.
Em consequência, o fornecimento de sangue aos órgãos vitais diminui ou desaparece, e está montada a cena para muitas das doenças assassinas de hoje, como as doenças cardíacas, a hipertensão, os AVCs, a diabetes e vários tipos de cancro.
No gráfico em baixo vemos o efeito da mudança de uma alimentação rica em proteína animal para uma alimentação de origem vegetal, no que respeita aos níveis de colesterol no sangue.

Sempre se comeu carne…
Vamos olhar para o início do século passado. Não tínhamos muitas destas doenças relacionadas com a aterosclerose porque, em 1900, não comíamos carne várias vezes por dia, como fazemos agora. Naquela altura, cerca de 70% da nossa proteína vinha de alimentos vegetais. Hoje, obtemos 70% de produtos de origem animal, carregados com toxinas, gordura saturada e colesterol.
Naquele tempo, também criávamos os nossos animais de maneira diferente. As galinhas esgravatavam nos quintais e os porcos rebolavam-se nas poças de lama. Mas essas quintas idílicas e felizes foram substituídas pelas quintas-fábrica de hoje. Cria-se o maior número possível de animais no menor espaço possível e com a mínima despesa possível. A maior parte dos animais usados na alimentação hoje são criados em confinamento ou presos em jaulas, sem a prática de qualquer exercício. A carne desses animais pode conter até duas vezes mais gordura do que a de animais criados no campo ou em liberdade numa quinta normal.
Os animais ingerem e armazenam no seu corpo produtos químicos provenientes dos fertilizantes e dos pesticidas usados na sua alimentação. Hormonas, antibióticos e outros produtos químicos também são administrados de forma rotineira a animais em sistemas de confinamento intensivo para disfarçar o stresse e a doença e para acelerar o crescimento. Os resíduos desses poluentes acabam por chegar à cadeia alimentar. 
Para quem quiser ver as evidências, o grosso da literatura científica acusa a alimentação como a principal culpada dos problemas de saúde de hoje. E os principais acusados são os alimentos de origem animal.
Mas a mensagem está lentamente a passar: Hoje, nalgumas zonas do mundo, já se consome menos carne de vaca, ovos, leite gordo, queijo e manteiga do que há 10 anos, mas o consumo de carne ainda está a aumentar em países como Portugal e o Brasil.

Questão de estilo de vida
Milhões de pessoas em todo o mundo estão a viver bem comendo proteínas de origem vegetal. Eis algumas vantagens:
Vantagens para a Saúde
As pessoas que não comem alimentos de origem animal têm:
• Menos ataques cardíacos e AVCs.
• Menos problemas de excesso de peso.
• Menos colesterol.
• Menor pressão arterial.
• Menos diabetes.
• Menos hemorroidas, menos doença diverticular e melhor regularidade intestinal.
• Menos cancro da mama, da próstata e do cólon.
• Ossos mais fortes, menos osteoporose.
• Menos pedras no rim e na vesícula, e menos doenças renais e artrite gotosa.
• E tendem a viver mais tempo!
Vantagens Ambientais
A agropecuária é, no mundo, a indústria que mais destrói o ambiente.
Mudar para uma alimentação sem carne:
Pouparia água: São necessários cerca de 100 litros de água para produzir meio quilo de trigo, mas são necessários 100 000 litros
para produzir meio quilo de carne de vaca.
Protegeria as florestas tropicais: Produzir apenas meio quilo de hambúrgueres na Costa Rica envolve a destruição de 6 metros quadrados de floresta tropical, necessários para cultivar o alimento destinado aos animais.
Salvaria árvores: As florestas são cortadas para cultivar cereais destinados à alimentação de animais. Cada comedor de carne que muda salvará 4000 metros quadrados de árvores por ano.
Manteria a água limpa: Anualmente, o funcionamento dos espaços confinados para gado produz, por si só, mil milhões de toneladas de dejetos animais – uma fonte importante de poluição da água.
Vantagens para a Produção Mundial de Alimentos
As evidências contra a carne e contra outros produtos de origem animal estão a acumular-se à medida que as pesquisas no campo da nutrição confirmam que uma alimentação construída em volta de alimentos integrais de origem vegetal é não só adequada, mas também superior.
Os seres humanos não têm o instinto de matar.
Estamos mais preparados para salivar em frente de um cacho de uvas frescas do que diante de um naco de carne crua. É reconfortante saber que uma alimentação composta por fruta, vegetais, leguminosas e cereais está perfeitamente adaptada às nossas necessidades – anatómica, fisiológica e instintivamente.
Mas não é fácil examinar os nossos hábitos alimentares de toda a vida e descobrir que estão errados. Mas, se formos sábios, fá-lo-emos. E, se formos sábios, não olharemos para os matadouros nem para as indústrias em busca de comida a sério. Os sábios entre nós encontrarão comida a sério nas hortas e quintas da nossa terra.

Sumário
• A criação de animais para abate desperdiça meios alimentares que deviam ser usados para nutrir os famintos deste mundo e
esgota de forma dramática as nossas fontes de produção de alimentos, como o solo fértil e os lençóis freáticos.
• A criação de animais para abate devasta as florestas e outros habitats de vida selvagem, e despeja mais poluentes nos nossos lagos e rios do que todas as outras atividades humanas combinadas.
• A criação de animais para abate nas quintas-fábrica de hoje envolve o confinamento, o excesso de animais, a privação, a mutilação e outros abusos grosseiros, e a morte de perto de 9 mil milhões de animais inocentes e que sentem.
• O consumo de gordura de origem animal e de carne tem sido claramente relacionado com uma elevada incidência de doenças cardíacas, AVCs, cancro e outras doenças crónicas que incapacitam e matam mais de um milhão de pessoas por ano, nos países de língua oficial portuguesa do mundo.

Eliminando o hábito de comer carne
Muitas pessoas que fizeram da carne e dos laticínios o centro das suas refeições durante anos sentem falta de alguma coisa quando tentam organizar refeições sem carne. Durante algum tempo, as suas refeições parecem incompletas sem os alimentos cárneos.
Pode satisfazer o seu apetite comendo uma alimentação isenta de carne. Pode levar algum tempo a ajustar-se, mas este modo de comer acabará por se tornar aceitável e, depois, preferível. Se o prezado leitor desejar fazer a escolha de seguir um regime mais saudável, as receitas que lhe apresentamos todos os meses serão, certamente, uma ajuda preciosa para a preparação de refeições saborosas e nutritivas, isentas de alimentos de origem animal e seus derivados.

Seleção de alimentos
Mas também pode pôr em prática a sua imaginação e criar a sua própria ementa para um dia. Nesse caso, aproveite as orientações que lhe proporcionamos e construa as suas refeições à volta das categorias alimentares indicadas.

E agora decida, amigo leitor. Pelo melhor.
A sua saúde e a dos seus agradece!

Manuel Ferro
Redação S&L

*Adaptado de Hans Diehl, Aileen Ludington, Health Power, pp. 110-113. Gráficos adaptados de Neil Nedley, Proof Positive, pp. 147-166.