22.12.13

AMENDOAS - RECEITAS

Conta a lenda que um senhor árabe, Rei dos Algarves, derrotou um rei do Norte numa batalha, tendo recebido entre os despojos a sua filha, princesa Gilda, que viria para o reino para ser sua escrava. Como era bela e muito diferente das raparigas da região, decidiu casar com ela. Gilda aceitou o seu futuro, apesar de isso significar que não veria mais a terra que amava, o seu Norte coberto de neve.
Gilda reconhecia o amor do seu marido e o seu esforço para lhe agradar. Sentia até que o amava, pois ele tinha conseguido conquistá-la com a atenção que lhe dava. Mas a tristeza era tanta que ela não voltou a sair do seu quarto.
O rei resolveu então chamar os seus “físicos” para a tentar curar, oferecendo riqueza a quem conseguisse descobrir o mal de que ela sofria. Em vão…Os que tentavam não conseguiam; outros, com medo de falhar, nem tentavam. Um dia, chegou um velho, vindo do Norte, que ouvira o que se estava a passar e insistia em falar com a princesa. Mesmo duvidando do seu sucesso, o rei permitiu. E, após muitas horas de conversa com a Gilda, este seu velho aio disse ao rei que bastaria mandar plantar amendoeiras por todo o Algarve para que ela se sentisse melhor.
O rei não entendia porquê, nem acreditava que pudesse resultar, mas resolveu tentar esta estranha sugestão. O tempo continuou a passar, até que as amendoeiras floriram, pintando os ramos de cada árvore com pequeninos flocos brancos, e, por grandes extensões, cobrindo o Algarve de um branco puro. Cheio de esperança, o árabe entrou no quarto da princesa e pediu-lhe para fazer um último esforço e ir à varanda ver o que tinha acontecido. Gilda fê-lo e nem queria acreditar; durante muito tempo apreciou, com os olhos rasos de lágrimas, o que tinha à sua frente. Finalmente exclamando: “É a neve! A neve da minha terra!”
A lenda não conta o resto da história, embora se adivinhe que tenham vivido felizes após a cura de Gilda. E ainda hoje o Algarve recebe a visita das flores de amendoeira, recordando o que o amor pode fazer… até mesmo compensar a saudade.
É uma linda lenda, mas a realidade não lhe fica atrás. É que as amêndoas, que se seguem às lindas flores, são um alimento que contém:

Proteínas: As suas proteínas são de fácil assimilação e completas quanto a aminoácidos essenciais. A percentagem de proteínas é muito elevada (13,3%), tendo em conta que se trata de um produto vegetal (a carne e o peixe têm entre 15 a 20 g de proteínas por cada 100 g).
Gorduras: Mais de metade do peso da amêndoa é formado por gorduras. Predominam os ácidos gordos monoinsaturados e polinsaturados, dentre os quais se destaca o linoleico, que desempenha importantes funções no sistema nervoso.
Hidratos de carbono: As amêndoas contêm uma menor quantidade deste nutriente que de proteínas e gorduras, pelo que convém combinar as amêndoas com o pão ou com frutas doces secas (passas de uva, figos, etc.).
Vitaminas: São relativamente ricas em vitaminas B1, B6 e, sobretudo, em vitamina E.
Minerais: As amêndoas são um dos alimentos vegetais mais ricos em cálcio e fósforo. Contêm também quantidades importantes de magnésio, potássio e ferro.
Oligoelementos: Como acontece com outros frutos secos, as amêndoas são muito ricas em zinco, cobre e magnésio, oligoelementos que desempenham importantes funções no organismo.
Por tudo isto, as amêndoas são óptimas:
-  nas afecções do sistema nervoso – o seu consumo habitual fortalece os nervos e tonifica os músculos, contribuindo para vencer o stresse, a depressão e a fadiga;
-  no caso de colesterol elevado;
-  nas afecções cardíacas e arteriosclerose – o cálcio intervém de forma muito directa na regulação das batidas e no controlo da tensão arterial. A vitamina E é um potente antioxidante;
-  nas afecções ósseas – contém uma proporção muito adequada dos minerais que formam o esqueleto (cálcio, fósforo e magnésio) além de ser de reacção alcalina, o que favorece a retenção de cálcio. Tudo isto faz da amêndoa um alimento ideal para ser consumido por aqueles que sofram de osteoporose ou de desmineralização óssea.
Portanto, faça como os camponeses de outrora: pegue numa mão cheia de amêndoas, num pão e numa maçã e faça uma refeição completa. ...Mas que isso não o impeça de experimentar as nossas receitas.

Tarte Tradicional de Amêndoas
Ingredientes para a massa:
125 g de açúcar
125 g farinha de trigo
2 ovos
90 g de margarina vegetal

Modo de Fazer:
Misture todos os ingredientes com a ponta dos dedos até obter uma massa homogénea. Estenda a massa, forre uma tarteira e leve ao forno.

Ingredientes para o recheio:
130 g de amêndoas sem pele e laminadas
100 g de açúcar
90 g de margarina vegetal
2 colheres de sopa de leite quente

Modo de Fazer:
Numa frigideira, derreta a margarina com o açúcar e deixe ferver um pouco. Junte as amêndoas. Quando estiverem douradas adicione o leite quente. Retire do lume e quando a massa da tarte estiver quase cozida, cubra com esta mistura. Leve novamente ao forno mais alguns minutos até alourar.

Coxinhas de “Galinha” Fingidas
Ingredientes:
¾ de chávena de cebola picada
2 colheres de sopa de margarina vegetal
1 colher de sopa de molho de soja
½ chávena de puré de batata
1 chávena de amêndoas
1 chávena de arroz cozido
Uma pitada de Aji-no-moto
1 ovo cozido picado
sal q.b.
Pão ralado q.b.
1 ovo cru batido

Modo de Fazer:
Doure a cebola na margarina e junte o molho de soja. Misture bem com os restantes ingredientes. Forme “coxinhas”. Passe-as no pão ralado, depois no ovo batido e novamente no pão ralado. Ponha-as de pé num tabuleiro e leve-as a forno moderado até dourarem.

OS VALORES COMO PREVENÇÃO

O portador do VIH tem o dever moral de evitar transmiti-lo. O contrário pode inclusive constituir delito em muitos países.
«Quando alguém tem o potencial de transmitir a doença a uma pessoa que não foi infectada, deve ser honesto/a e expor a realidade ao seu companheiro/a de cama», diz o doutor Roy Schwarz, secretário executivo da American Medical Association.
Muitos VIH-positivos não são capazes de controlar os seus impulsos sexuais e propagam o vírus; às vezes, sem grandes escrúpulos...
Um estudo da Universidade de Califórnia ganhou evidência a esse respeito. Analisou-se a atitude de 300 homens. Desses, 80 eram homossexuais e confessaram ter relações íntimas com diversas pessoas. A maioria afirmou que se tivesse a sida diria aos seus parceiros, mas 12% confessou que o ocultaria para não alarmar ninguém.
Entre os heterossexuais os resultados foram algo diferentes: 25% asseguraram que ocultariam aos seus parceiros a sua condição de seropositivos (San Francisco Chronicle, 8.1.98).

Para todos
A circunstância que acabámos de referir deve manter em alerta os outros. Por isso, o ideal é evitar a prática do chamado “amor livre”. Ou pelo menos, se é praticado, que se protejam seguindo as normas do “sexo seguro”, prevenindo assim a infecção.
Em particular, a difusão do VIH deve prevenir-se mediante a educação. Todo o cidadão deve dispor de informação básica sobre o assunto. É preciso que sociedades e governos superem a tentação de negar a realidade da sida, e que a abordem como aquilo que é: uma pandemia internacional que cada dia condena cerca de 16 000 pessoas a uma morte lenta e dolorosa (El Clarin, 13.7.98).
Também deve incluir-se informação sobre os perigos das drogas relacionados com a sida.
Mas a educação que consistente na difusão de informação não basta. É apenas o primeiro passo. Há muito mais por fazer.

Repensando a prevenção da sida 
Investigações realizadas entre adolescentes dos cinco continentes mostram que a informação sobre a sida não tem absolutamente nenhum efeito nos comportamentos de risco da sida (Hopkins, 2003).
Os mesmos estudos apresentam o que funciona e o que não funciona em matéria preventiva. Vejamos alguns detalhes destas importantes descobertas (ibid.):
• A distribuição de preservativos não garante o seu emprego entre os adolescentes, embora também não aumente a prática sexual.
• Primordial na prevenção é desenvolver a auto-estima infantil, de modo que ao chegar a adolescência se tenha um autoconceito adequado.
A auto-estima desenvolve-se de maneira especial nos cinco primeiros anos de vida, e requer que os adultos chamem as crianças pelos seus nomes, os acolham devidamente e lhes manifestem reconhecimento (com palavras, gestos e aplausos) pelas coisas boas que fazem.
Se houvesse uma única forma de prevenir a sida entre os adolescentes, seria ocupar o seu tempo.
É conveniente organizar grupos de voluntários adultos (entre os reformados, por exemplo), com valores e dispostos a dedicar umas duas horas por semana para facultar uma actividade útil para os adolescentes. As instituições, empresas e organizações poderiam doar um mínimo de tempo de alguns dos seus trabalhadores para organizar actividades úteis a rapazes e raparigas.


Ênfase em valores

A evidência científica dos programas frutíferos nos países em desenvolvimento (como os que estuda Green, 2003) mostra uma mina apenas explorada nas nações ricas, mas muito proveitosa para controlar e prevenir o VIH/sida. Trata-se de um conjunto de valores sobre o sexo que não perderam a actualidade, apesar de certas correntes os considerarem “conservadores” (ver a estratégia ABC no quadro do artigo anterior).
Além disso, um recente estudo realizado no Texas mostrou que quando se envolvem juntamente pais e alunos em programas que fortalecem a interacção familiar, se constrói uma perspectiva prometedora para a prevenção do VIH e a gravidez de adolescentes (Lederman, Chan e Roberts-Gray, 2004).
Ampliar ainda mais esse círculo, fazendo finca-pé nos valores comunitários (ver quadro), constituiria um eficaz estudo preventivo a longo prazo.&

Extraído e adaptado de Livre de Drogas e Dependências, Rafael Escandón e César Gálvez (A publicar em breve pela Publicadora SerVir).
VALORES PARA SEMPRE
Face à sida a longo prazo…
Já sublinhámos a importância prática da fidelidade no âmbito do casal, e da abstinência fora dele, na prevenção da sida.
Há outras estratégias não menos eficazes para prevenir esta praga, inclusive para a sua total erradicação a médio ou longo prazo. Baseiam-se em valores de tipo comunitário.
Uma delas procura evitar a iniciação sexual precoce. Consiste em transformar a escola numa verdadeira comunidade.
A investigação identificou certas características muito positivas no pessoal e nos alunos dos centros académicos que constituem verdadeiras comunidades, em comparação com os que não o são.
Sentir-se amparado, reconhecido e socialmente estimulado desde a infância evita frustrações, favorece um bom rendimento e previne o recurso a outro tipo de satisfações intrinsecamente nocivas ou para as quais falta a maturidade adequada.
Segundo G.Hopkins, «a estratégia mais efectiva para a prevenção é ocupar o tempo dos adolescentes». A maioria das raparigas que ficam grávidas fazem-no em suas casas entre as três e seis da tarde, depois da escola (e na ausência dos pais).
A melhor medida de prevenção não é nem a distribuição do preservativo nem a difusão de informação correcta (apesar de serem ambas necessárias no seu caso), mas o cultivo de um clima de relações sãs, positivas e permanentes entre crianças e adolescentes, e entre eles e os adultos mais próximos.
Em resumo, um ambiente de amor prático e cordial.

Fontes: Hopkins, 2003; Roberts, Hom e Battistich, 1995.

14.12.13

Um médico italiano descobriu algo simples que considera a causa do câncer.

Inicialmente banido da comunidade médica italiana, foi aplaudido de pé na Associação Americana contra o Câncer quando apresentou sua terapia. O médico observou que todo paciente de câncer temaftas.

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Isso já era sabido da comunidade médica, mas sempre foi tratada como uma infecção oportunista por fungos - Candida albicans. Esse médico achou muito estranho que todos os tipo de câncer tivessem essa característica, ou seja, vários são os tipos de tumores mas têm em comum o aparecimento das famosas aftas no paciente.

Então, pode estar ocorrendo o contrário, pensou ele. A causa do câncer pode ser o fungo.
E, para tratar esse fungo, usa-se o medicamento mais simples que a humanidade conhece:bicarbonato de sódioAssim ele começou a tratar seus pacientes com bicarbonato de sódio,
não apenas ingerível, mas metodicamente controlado sobre os tumores.
Resultados surpreendentes começaram a acontecer.

Tumores de pulmão, próstata e intestino desapareciam como num passe de mágica, junto com as Aftas.
Desta forma, muitíssimos pacientes de câncer foram curados e hoje comprovam com seus exames os resultados altamente positivos do tratamento. Para quem se interessar mais pelo assunto, siga o link (em inglês):não deixem de ver o vídeo, no link abaixo. O medico fala em italiano, mas tem legenda em português . http://www.curenaturalicancro.com/
Lá estão os métodos utilizados para aplicação do bicarbonato de sódio sobre os tumores.
Quaisquer tumores podem ser curados com esse tratamento simples e barato.
Parece brincadeira, né?

Mas foi notícia nos EUA e nunca chegou por aqui.
Bem que o livro de homeopatia recomenda tratar tumores com bórax, que é o remédio homeopático para aftas. E os macrobióticos consideram o câncer uma manifestação natural do meio ácido.
Afinal, uma boa notícia em meio a tantas ruins.
Na Integra

13.12.13

ONDE ESTÁ O CÁLCIO PARA OS MEUS OSSOS?


Introdução

Muito se tem discutido e dito sobre as doenças dos ossos que afetam hoje um número crescente de pessoas nas sociedades ocidentais. A osteoporose tem sido apontada como uma das doenças da civilização. Além de debilitante, é uma patologia que se vai agravando com a idade.
Assim, procurar mecanismos para fazer face a esta patologia, quer pela sua prevenção, quer pela minimização dos seus efeitos através de uma recuperação da massa óssea, constitui uma problemática de elevada relevância.
Estamos habituados à publicidade que aponta para os produtos lácteos (nomeadamente o leite) como a panaceia milagrosa para resolver este problema. Existem mesmo leites enriquecidos com “cálcio” nas estantes dos supermercados que pretendem, de modo mais concludente, levar-nos a optar pela sua compra e uso.
Existem, associados ao consumo de produtos lácteos, vários problemas graves como sejam o cancro dos ovários, a obesidade, o cancro da próstata, a intolerância à lactose, as doenças do foro cardiovascular (e a lista poderia continuar). Estas consequências deveriam ser seriamente tidas em conta quando se pretende obter cálcio a partir destas fontes. 
Mas não é só pelas consequências negativas que podem ser enumeradas que os adultos deveriam abster-se de consumir produtos lácteos, quando o objetivo é procurarem o cálcio de que necessitam. Existem outras razões, sendo que a mais relevante é que os produtos lácteos não só não são uma boa fonte de cálcio, como ainda eles próprios atentam contra a assimilação de cálcio pelo organismo. Isto é: mesmo o pouco cálcio que os produtos lácteos poderiam fornecer ao organismo é comprometido pela própria composição desses produtos lácteos.
Porquê? Por uma razão muito simples: a proteína animal provoca uma excreção de cálcio pela urina. Assim, uma pessoa que não consome produtos de origem animal pode finalmente precisar de menos cálcio (com melhores resultados de retenção do mesmo) do que uma pessoa que, consumindo produtos de origem animal, vê uma parte substancial do cálcio que ingere ser eliminada antes de ter a possibilidade de ser assimilada.
Ora, o aspeto relevante a ter em conta é, então, procurar a melhor fonte de cálcio. Sabe-se hoje que a couve e outras verduras, como os brócolos, são riquíssimas fontes de cálcio e que este cálcio tem um teor elevado de absorção pelo organismo. Novamente: não é tanto a quantidade que nos deveria levar a tomar decisões quando a questão da absorção de cálcio está em causa, mas é antes a qualidade dessa absorção. 
Repare que existem elevados teores de cálcio em vários alimentos que não provocam efeitos negativos no organismo e que são de fácil absorção (Amêndoas: 1/3 de uma chávena tem 50mg; pasta árabe de grão-de-bico: meia chávena tem 81mg; quinoa (cereal andino): uma chávena tem 50mg; 2 colheres de sopa de tahine (pasta de gergelim) tem 128mg). 
E os exemplos poderiam prosseguir. 
Importa, no entanto, salientar que, para uma boa alimentação e absorção de cálcio, nada consegue igualar o consumo de couve e outros vegetais de cor verde escura. Por isso, faça deles uma presença regular na sua alimentação, que, associados ao sol e à atividade física, permitirão uma melhor assimilação desta importante componente para a saúde dos seus ossos.

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Tenha couve quase o ano todo!
A Couve
Couve é o nome dado genericamente a uma grande variedade de plantas herbáceas (Brassica sylvestris) que, ao longo dos séculos, têm sido apuradas e apreciadas na gastronomia no mundo inteiro. A couve faz parte do grande grupo das crucíferas – legumes que se distinguem pela forma da sua flor em cruz (entre outros, os nabos, os brócolos, a couve-flor, a couve-de-Bruxelas, a couve-vermelha, o rabanete), oferecendo ao consumidor produtos variados e de sabores diversos.

Derivadas de uma planta brava nas encostas da Mancha, as couves têm um elevado potencial nutritivo que deve ser considerado na alimentação. Ingrediente usual da dieta mediterrânica, a couve tem aplicações diferentes e é de simples plantio e manutenção.
Facilmente se planta em casa, numa varanda, cozinha, sala, podendo desempenhar um papel decorativo ao mesmo tempo que pode ser usada na alimentação.
Este é um legume presente em todas as estações do ano. São de maior procura a couve de sete semanas (que faz parte integrante da ceia tradicional do Natal português), a couve portuguesa (com a qual se faz o caldo verde), a couve coração-de-boi (de folha lisa) e a couve de folha frisada, 
denominada vulgarmente por lombarda.

Outras espécies de couve:

1) Couve-repolho (com um grande olho) 
Existem três famílias de couve-repolho: as couves de folhas lisas, de folhas empoladas e as couves de tonalidade vermelha (couves-roxas). Podem ser cozidas ou comidas em salada (se a sementeira for de março a maio, com uma ou duas transplantações de espera, com disposição na terra entre abril e junho, permite um consumo desde o fim do verão até ao início do inverno).
2) Couve-de-Bruxelas (com olhinhos ou rebentos)
Estes olhinhos, que se formam no ângulo das folhas sobre o caule, dão a esta couve um aspeto muito decorativo. Podem ser consumidos a partir do outono até à primavera. As hastes florais em botão podem ser comidas cozidas.
3) Couve-flor
Consome-se a inflorescência branca hipertrofiada antes do aparecimento das flores. Podem ser couves-flor banais ou couves-flor tardias, designadas por brócolos.
4) Couve verde ou couve portuguesa ou, ainda, couve-penca 
Não forma repolho; são comidas as folhas. Tempo indefinido de produção (por vezes bianual). Caule ereto, longo, com folhas grandes, coreáceas, coloração verde-claro a escuro conforme a variedade, pode atingir cerca de 60cm a 1,5m de altura. Pode ser ondulada e dentada na borda, podendo formar cabeças na parte superior quando se prepara para florir. As flores são brancas ou amareladas, pequenas, seguidas de fruto. 
As folhas têm sabor forte, sendo consumidas cozidas em diversos tipos de receitas.
5) Couve-Rábano
Com caule hipertrofiado em bola, não tem folhas.
6) Couve-nabo e nabo-da-Suécia
Com raiz muito grossa, a sua polpa é branca, enquanto a do nabo-da-suécia é amarela. Consomem-se 
cozidas, como os nabos, nas sopas ou em “choucroute”.

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Uma HoLa em terra

Terreno para cultivo de 10m2 (5x2m), divido em 12 partes iguais.
Todos os meses, veja a sua HoLa a crescer!

Espaço extra para a estufa (1x1m), a estação de compostagem e para arrumação dos utensílios.
Preparar
A preparação da terra para a plantação da couve passa por uma lavra em profundidade (35cm) na primavera. Os solos preferenciais são, assim, profundos, de textura média ou argilosos desde que bem drenados. 

Como não é sensível ao frio, a geadas e ao excesso de chuva, a couve resiste bem aos rigores do clima português, o que permite ter couve quase ao longo de todo o ano, quer semeando quer plantando em terreno definitivo.

Semear
As couves reproduzem-se por semente. 
É económico deixar florescer uma única das couves que cresceram num vaso na varanda ou em terra na horta, e colher as pequenas vagens quando já estão secas, a fim de aproveitar as sementes que elas contêm. 

Algumas sugestões aquando da sementeira:
Nos finais do mês de agosto, pode ser feita uma sementeira diretamente no solo, tendo a precaução de misturar a semente com areia ou terra leve, a fim de que, quando lançada à terra, se criem espaços entre cada semente e, desta forma, cada germinação tenha possibilidade de se desenvolver livremente.
Caso a germinação seja ainda muito densa, nos finais do mês de setembro, quando a planta já tem três ou quatro folhas, poderá simplesmente arrancar alguns pés, eliminando-os ou transplantando-os para outra faixa do solo que esteja disponível para o efeito. Esta sementeira dar-lhe-á couve em abundância para os dias frios do inverno e ainda durante a primavera.

Plantar
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Em qualquer época do ano a sementeira pode ser feita em leiras, bem como a transplantação como atrás se refere, tendo o cuidado de enterrar a planta até à altura das primeiras folhas, deixando um espaço de 35cm entre cada uma delas.
Não dispondo de sementeira própria, merecerá ainda a pena comprar plantas nas casas de horticultura, e transplantar.
A couve gosta de terras profundas, fortes, frescas, e prefere climas ou épocas húmidas.
Tanto na sementeira como no transplante, proceder sempre ao enriquecimento do solo com estrume orgânico.
Couve todo o ano: exemplo – couve-de-Bruxelas. No entanto, este exemplo pode ser aplicado a outras couves (como a couve portuguesa, que pode ser semeada em agosto, por exemplo, para colher em dezembro).

Colheita
Sementeira
Plantação Disposição definitiva
setembro
Em terra quente/livre: fevereiro-março. Uma transplantação de espera em março-abril.
abril-maio
outono e inverno
Março-abril em terra livre.
Uma transplantação em abril-maio.
maio-junho
inverno-primavera
Em maio-junho com boa exposição ao sol. Uma transplantação em junho-julho.
julho
 Cuidar
• Quinzenalmente, picar a terra em volta de cada planta (sachar), evitando o crescimento de ervas daninhas, e arejando o solo. Evitar esta sacha, se o solo estiver demasiado húmido.

• Arrancar as primeiras folhas do pé da planta quando esta cresce e aquelas que se apresentam amarelas.
• Nos meses de calor, regar abundantemente pelo menos duas a três vezes por semana.
• Ter o cuidado de semear flores de cores vivas em volta da horta; as joaninhas serão atraídas e ocupar -se-ão de eliminar o pulgão e outras moléstias que prejudicam o bom desenvolvimento da planta.
• A couve resiste muito bem ao frio e às geadas.

Colher
• A colheita da couve acontece sempre que dela se necessite, ao longo do ano, e segundo o provimento da horta que se cultivou.

• Para o caldo verde, colhem-se apenas algumas das folhas à volta da planta, do que resultará haver sempre provimento de novas folhas para consumo.
• As restantes espécies de couve poderão ser colhidas mesmo antes de atingirem o seu tamanho normal. Estas couves jovens são as melhores. Devem, no entanto, ser pesadas em relação ao seu tamanho, i.e., pequenas mas pesadas, e as folhas que estão à volta devem ser duras e verdes.

Nutrir
No que concerne à sua riqueza em nutrientes essenciais, convém lembrar de que o aporte em vitamina C é comparável ao do limão, contém vitaminas do complexto B, que permitem ao organismo a assimilação do açúcar e das gorduras, e uma importante quantidade de vitaminas K, anti-hemorrágicas. Sem esquecer também o cálcio, o ferro, o magnésio e o enxofre, minerais que contribuem para a estabilidade de uma vida saudável.
Para mais informações nutricionais ver: Porto A, Oliveira L. Tabela da Composição de Alimentos. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. 2006.
Sugestões e Soluções
A couve tem sido designada como o médico do povo por boas razões. A ingestão de couve diariamente é uma boa prática curativa e preventiva e, durante centenas de anos, vários grupos humanos fizeram dela justamente uma preferência (descrições pormenorizadas dos egípcios e romanos atestam para isso).

A couve é, para além da sua riqueza nutricional, um bom anti-inflamatório, antibiótico e anti-irritante natural. Alivia a prisão de ventre, a má disposição, cura ou alivia a dor de úlceras gástricas (uma das receitas nestas situações é sumo de couve durante 8 dias). Para além disto, em situação de cortes ou feridas, a aplicação de uma folha de couve permite uma cicatrização rápida.
Para as mães que amamentam e possam ter dores e inchaços, a aplicação de caules de couve abertos 
e dos veios das folhas permite aliviar essas situações.
No inverno, o papel da couve é muito relevante, pois previne e cura constipações e gripes. É uma fonte muito rica de vitamina C ao ser consumida crua (em sumo, por exemplo, um copo pela manhã). 
A couve cozinhada perde quase metade da sua vitamina C. A aplicação de cataplasmas de folha de couve crua na testa de doentes com febre tem-se revelado eficaz no combate às temperaturas altas. É notável a experiência da Universidade de Seul, na Coreia do Sul, em que aves contaminadas pela gripe do vírus das aves recuperaram após uma semana de tratamento com couve-chinesa (11 em 13 dos animais). Estes dados ajudam-nos a perceber melhor o papel que a Natureza pode desempenhar perante os medos civilizacionais da atualidade (como foi o da gripe A de há algum tempo atrás).
A couve tem desempenhado um papel relevante no tratamento e mesmo na prevenção de certos tipos de cancro, como sejam o do cólon, da mama e dos ovários, pela estimulação hormonal e metabólica que induz.
A couve tem um papel relevante na recomposição mineral da massa óssea, sendo um aliado fundamental no combate à osteoporose. Além disso, contribui para a saúde dos dentes, do sangue, dos olhos, da pele e dos aparelhos digestivo e nervoso. 
Combate a asma, a bronquite, as doenças do fígado e os cálculos biliares. No caso de hemorroidas, a aplicação de folha de couve amassada e de sumo de couve crua no local dorido alivia as dores e, associada a uma alimentação equilibrada, ajuda a superar as crises de hemorroidas. No combate à artrite e dores reumáticas, a aplicação de folhas de couve cozidas ainda quentes nas zonas doridas traz alívio.

Luís Nunes

Sociólogo da Medicina e da Saúde; Mestre em Saúde Pública


12.12.13

Família Amiga

missing image filePergunta: Na sequência de um processo de divórcio, acordei com o pai do meu filho, de 6 anos, que ficaria eu com a sua guarda; foi regulado o exercício do poder paternal que, entre outras vertentes, estabelece um regime de visitas nos termos do qual o meu filho pernoita em casa do pai um dia por semana. O pai do meu filho está presentemente a viver com uma companheira e não estou satisfeita com o facto de o meu filho ter também de conviver com ela no decurso das visitas que faz ao pai. Posso pedir a alteração do regime de visitas e impedir que estas decorram também na presença da companheira do pai?
R: Cara leitora, pese embora não forneça muita informação concreta sobre a situação jurídica a que se refere, nomeadamente quanto ao concreto regime de visitas e aos restantes termos do acordo quanto ao exercício das responsabilidades parentais relativas ao seu filho, penso poder dar-lhe alguma informação que pode ajudá-la a encontrar a resposta, de acordo não só com o direito, mas também e sobretudo com o interesse do seu filho. 

No entanto, antes mesmo de referir o enquadramento jurídico da situação que coloca à nossa consideração, gostaria que direccionasse a sua reflexão para o seguinte: em qualquer situação de divórcio, o vínculo que é quebrado é o que une os cônjuges, sendo que as relações de cada um deles com os filhos devem ser salvaguardadas, para que estes sofram o menor dano possível. Na verdade, o vínculo parental não se dissolve com o divórcio e não deve bulir com as responsabilidades parentais. 
É certo que qualquer situação de ruptura emocional é conturbada, dolorosa e causa muito sofrimento psicológico. Sê-lo-á tanto mais quanto maior relevância e mais significativa for a relação que se fractura. Por isso, compreende-se que, depois de um divórcio, havendo necessidade de os ex-cônjuges continuarem a relacionar-se por questões relativas à educação de filhos comuns, possam surgir situações em que não seja fácil separar claramente o que foi o relacionamento entre os cônjuges e o que deve ser o seu relacionamento com referência aos filhos que mantêm. Ser capaz de separar as emoções que podem surgir e manter uma atitude racional, pode não ser uma tarefa fácil em todos os momentos, mas é um exercício absolutamente necessário, se o que se pretende é manter um relacionamento saudável entre os pais, o único que é capaz de potenciar um desenvolvimento saudável dos filhos.
Sucede então que, quando um dos cônjuges volta a constituir um novo núcleo familiar, passando a viver com uma outra pessoa, as emoções já vivenciadas no momento da ruptura do relacionamento podem ressurgir no indivíduo que ainda se mantém sozinho e dificultar um raciocínio menos emocional sobre as questões relativas ao exercício das responsabilidades parentais. Pode até não ser esse o seu caso, mas, aproveitando a sua questão, chamo a atenção para essa possibilidade. 
Quando um dos progenitores reorganiza a sua vida familiar, é nela que terá de ser integrada a continuidade das vivências dos filhos que pré-existam e o outro progenitor terá de colocar em prática o exercício de objectividade a que fizemos já referência. No turbilhão das emoções que é natural sentir, deverá procurar, objectivamente, se, e em que medida, o facto de o pai do seu filho ter passado a viver com uma companheira, coloca, de facto, em causa o bem-estar do seu filho. 
A mera circunstância de o pai do seu filho passar a viver com uma companheira, sem mais, não implica qualquer consequência ou alteração ao já determinado quanto ao exercício das responsabilidades parentais e, nomeadamente, no que se refere ao regime de visitas.
É certo que o determinado quanto à forma pela qual deve ser exercido o quadro das responsabilidades parentais, quer seja na sequência de acordo, quer o tenha sido por via de decisão judicial unilateral, pode, a todo o momento, ser alterado. E sempre assim sucederá, se se alterarem as circunstâncias que condicionaram a decisão. E estas podem mudar em função da alteração da situação concreta de um dos pais, de ambos e/ou as necessidades concretas dos filhos.
Porém, o mero facto de um dos progenitores passar a viver com uma companheira, em si mesmo, não é susceptível de impor a alteração do regime de visitas. Na verdade, as crianças têm o direito inalienável de continuar a usufruir da companhia de ambos os progenitores, mesmo se estes decidiram divorciar-se. O seu equilíbrio psicológico e o seu saudável desenvolvimento pressupõem tal convívio, tão frequentemente quanto possível. Ora, se um dos progenitores passa a integrar no seu espaço familiar uma outra pessoa com quem mantém uma relação conjugal, é também nesse espaço que terá de conservar-se o seu relacionamento com o ou os filhos.
É natural que a cara leitora, ao ser confrontada com esta situação nova, se sinta confusa e emocionalmente conturbada, o que pode também estar a suceder com o seu filho. Poderá a criança questionar-se sobre qual o papel que ocupa esta nova pessoa na dinâmica familiar, que emoções suscita no seu pai e na sua mãe e que consequências poderá a sua presença acarretar na sua relação com o seu pai. Porém, em si mesmo, este contexto não justifica qualquer alteração ao regime de visitas: na verdade, quanto mais pacífica e saudável for a integração desta nova pessoa na dinâmica familiar, mais tranquilamente será ela vivenciada pelo seu filho e, consequentemente, menores turbulências ocorrerão no seu estado emocional. Se, pelo contrário, este facto for vivenciado por si de forma perturbadora, corre-se o risco de o seu filho sofrer por si esse mesmo sentimento.
Pode justificar-se uma mudança no regime de visitas sempre que se verifique que está em crise ou em risco a segurança da criança e o seu bem-estar. Ora, pelo que nos reporta, não há notícia de qualquer facto que indique que a presença da companheira do pai do seu filho coloque em causa a segurança ou o bem-estar deste, pelo que, consequentemente, inexiste fundamento para a sua alteração. 
A circunstância de ter colocado a questão faz supor que ter de conviver com esta nova situação de forma serena não lhe é fácil. Mas neste caso, como em muitos outros em que a nossa intervenção é solicitada, só posso relembrar-lhe que o esforço que tenha de fazer é altamente compensador se mantiver em presença o interesse e o bem-estar do seu filho, desejando que, por essa via, mantenha uma atitude positiva e construtiva.

Ana Carla Mendes de Almeida

Magistrada do Ministério Público

Gota, mas não de água!

O excesso de ácido úrico no sangue produz o mal chamado Gota. A doença se caracteriza por dor nas articulações, e mais especificamente no dedo maior do pé. Em geral homens são mais frequentemente cometidos pela gota e existe uma relação com o excesso de peso e falta de exercício, a doença ocorre pela produção aumentada de ácido úrico proveniente de alimentos ricos em purinas.
Durante anos tenho observado em meus pacientes que quando eles perdem peso e aderem a uma dieta vegetariana, o nível de ácido úrico diminui. Mas tenho sempre enfrentado uma pressão muito grande de outros profissionais, que insistem em que o paciente com ácido úrico não pode comer feijão, soja, e nenhum dos legumes da família dos feijões, e nem espinafre e aspargo.
No ano passado tive um paciente com excesso de ácido úrico no meu programa de controlo de peso, aqui em Hong Kong. Quando atendi o paciente, fiquei sabendo que ele também tinha problemas renais, ou melhor, só tinha um rim e este não estava na sua melhor condição. Assim ele não podia usar alguns dos remédios para baixar o ácido úrico porque são contra indicados para os rins.

A briga começou quando eu lhe disse que podia comer feijão e que devia comer soja. Quando lhe disse que não precisava se preocupar com nenhum vegetal o cara ficou preocupado. Mas resolveu aceitar. No outro dia a nutricionista me ligou, e a coisa ficou feia. “Porque eu estava indicando aqueles produtos para um paciente com excesso de ácido úrico?” Perguntou a especialista. Depois de muitos argumentos e discussão ela acabou aceitando, pelo menos na teoria.
O que me surpreendeu e que o médico anterior do paciente havia pedido para não comer nenhum feijão e mesmo vegetais verde escuro, mas não fez nenhuma menção da carne peixe e frango, os quais o paciente poderia usar livremente. Depois de alguns dias consegui uma informação de um estudo feito no Japão, em que a soja era usada para, inclusive, baixar o nível de ácido úrico. Mesmo assim os colegas tinham dificuldades de aceitar a minha posição.

Felizmente em Junho de 2004 foi publicado no New England Journal of Medicine, um artigo apresentando o estudo realizado com 700 pacientes homens com alto ácido úrico por 12 anos e suas dietas comparadas com os exames de sangue.
Surpresa, surpresa… mas não minha, o estudo comprovou que os pacientes gotosos (mas não gostosos) não deveriam se preocupar com proteína vegetal e sim com o animal. E, ainda mais, os vegetais verdes nada tem que ver com a doença. O que foi descoberto, por outro lado e que a carne vermelha e os frutos do mar (favor ler o outro artigo sobre frutos do mar que nada tem a ver com frutas) são os alimentos mais implicados ou relacionados com a doença. O leite e seus derivados na verdade abaixam o ácido úrico, principalmente se forem consumidos em sua forma de baixa gordura. Segundo o Dr. Hyon Choi, diretor do Hospital General de Massachusets, Boston, e principal autor do estudo, a proteína vegetal e metabolizada de forma diferente da proteína animal e assim não produzindo as purinas e não aumentando o ácido úrico.

Pode haver um aumento agudo de ácido úrico depois de uma grande refeição de carne, frutos do mar, ou álcool. Também durante o jejum pode haver excesso de ácido úrico, e em pessoas que perdem peso muito rápido.
Como conselho geral a pessoa deve evitar o álcool, mas tomar muitos líquidos, mais do que oito copos de água por dia, e virar vegetariano, ou pelo menos lacto-vegetariano, e praticar exercício diariamente. Outro desafio e que no passado se pensava que a doença teria um fundo genético e afetava principalmente os ricos, reis e rainhas que em geral eram obesos. Mesmo que haja algo genético penso que o estilo de vida e mais importante que os genes. Aqueles que têm história familiar de ácido úrico deveriam ter extremo cuidado com o seu estilo de comer e de atividade física.

Assim ganhei mais uma batalha. O artigo já esta nas mãos da nutricionista, que deve estar se mordendo por dentro! E só brincadeira, trabalhamos em uma equipe e constantemente temos que mudar ou ajustar nossos conhecimentos para melhor atender os pacientes. Mas há uma vantagem, se apostarmos na saúde considerando a dieta vegetariana, podemos acertar na maioria dos casos. Assim se você não sabe o que e melhor para a sua doença, simplesmente mude de dieta.


Você não acredita? Só para lhe dar uma força. Há uma semana atrás dirigi um seminário por uma semana, numa clínica em que os participantes só comiam alimentos de origem vegetal. No primeiro dia uma senhora me mostrou sua língua literalmente falando, e esta estava completamente branca e a paciente tinha um hálito terrível. No final da semana a língua se tornou vermelha e limpa e o mau hálito desapareceu. Mas esta é outra historia que eu vou relatar depois. Até a próxima!

1.12.13

COMBATA A GRIPE



À medida que a época das gripes e constipações se aproxima, as pessoas procuram formas de melhorar o seu sistema imunitário e proteger-se desses vírus. Embora haja muitos remédios populares para as pessoas se protegerem, a equinácea é uma das escolhas mais frequentes, em parte porque apresenta efeitos secundários mínimos.
A equinácea é um dos suplementos homeopáticos mais vendidos e é usada principalmente para o tratamento da tosse e das constipações, das dores de garganta e das infeções do trato respiratório superior. Geralmente é administrada com vitamina C ou com hidraste para, supostamente, aumentar a sua eficácia.

Como pode ajudar
• Alguns estudos mostraram que as pessoas que usam a equinácea regularmente têm infeções do trato respiratório superior menos frequentes, e essas infeções são menos graves e de duração mais curta.
• Se a equinácea for tomada logo ao aparecerem os sintomas da constipação, pode reduzir o tempo normal da doença em cerca de um terço.
• Num estudo efetuado com estudantes franceses, aqueles que tomaram equinácea durante oito semanas no período escolar de inverno tiveram menos 20% de constipações.
• As diferentes partes da equinácea têm diferentes ações: o extrato da raiz da Equinacea Pallida é útil para o tratamento dos sintomas da gripe, e o sumo obtido das partes aéreas da Equinacea Purpurea é usado para o tratamento das infeções do trato aéreo superior.
• Também se revela eficaz no tratamento de afeções da pele (acne, psoríase, eczema), usada numa decocção de 40 ou 50g de extrato para um litro de água, e aplicada como compressas.

Cuidado com a qualidade
Nem todos os estudos feitos sobre a equinácea são experiências bem conduzidas. Muitos dos relatórios usaram sumo fresco estabilizado de Equinacea Purpurea, porque, das três conhecidas, é a espécie de equinácea mais fácil de cultivar. Uma vez que a equinácea está a desaparecer, o remédio é geralmente adulterado com extrato de raiz de quinino selvagem, que é barato, mas ineficaz.

Como usar
A equinácea é mais útil quando usada logo no início dos sintomas da constipação ou da gripe e se para de a tomar duas ou três semanas depois. Se for tomada diariamente, de forma contínua, pode perder a sua eficácia. Devido às suas propriedades imunoestimulantes, não deveria ser usada durante mais de oito semanas, de forma contínua. (As pessoas que sofrem de doenças autoimunes, como a Sida e a artrite reumatoide, não devem tomá-la, uma vez que pode produzir efeitos adversos.)
É importante usar uma dosagem adequada, para que a sua ação seja eficaz. A dosagem típica é de 900mg por dia de material sólido, ou até 10ml de sumo espremido. As tinturas e os extratos de equinácea tendem a ser absorvidos mais rapidamente do que as formas sólidas, como os comprimidos ou cápsulas. No entanto, a maior parte das tinturas e dos extratos não estão normalizados.

Winston CraigProfessor de Nutrição na Universidade Andrews

25.11.13

PROTEGENDO A CRIANÇA NA CRISE

“Quando os tempos são difíceis, os alimentos processados, com altos teores em gordura e açúcares, e baixo valor em nutrientes essenciais, tornam-se na maneira mais barata para encher estômagos vazios. Estes alimentos contribuem para a obesidade e doenças crónicas baseadas na dieta, além de inibir as crianças dos nutrientes essenciais. Mas há outras ameaças para a saúde que necessitamos de antecipar, em tempos de crise económica. … Também sabemos, que as mulheres e crianças estão entre os primeiros a serem afectados pela deterioração das circunstâncias financeiras e disponibilidade alimentar. As mulheres estão entre as últimas a recuperarem quando as condições melhoram.”
Drª Margareth Chan, Directora Geral da Organização Mundial de Saúde, 18.03.2009
Ao longo dos tempos, as mais cruéis e bárbaras acções têm sido usadas relativamente a estas frágeis plantas da sociedade: as crianças. Só muito recentemente, com os avanços propostos principalmente pela civilização judaico-cristã, a criança passou a ser considerada, na sociedade, digna de amor, cuidado, protecção, educação, abrigo, alimentação, a crescer num clima de paz e fraternidade universais. Quando, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas a criação de um dia dedicado às crianças, não encontraram imediatamente acolhimento para a ideia que visava alertar para a precária condição da criança no mundo. Só em 1959 é que alguns países deram o apoio e aprovaram a Declaração Universal dos Direitos da Criança. No entanto, de todas as declarações universais, e entre todas as instituições agregadoras das nações em busca de consenso e actuação conjunta, esta tem sido, regularmente, espaço de incumprimentos. A UNICEF goza mesmo, em alguns sectores e sensibilidades, de uma conotação negativa, tendo-lhe sido constantemente amputados recursos para actuar em prol da dignificação da criança. Há 20 anos (em 1989, quando a declaração cumpria 30 anos de vida) a ONU aprovou a “Convenção sobre os Direitos da Criança”, com um conjunto de leis que expressam em 54 artigos a evolução do pensamento mundial sobre a condição da criança.
A exploração actual das crianças.
Assim, e aparentemente, existe um caderno de boas intenções que parece colher a concordância da maior parte das nações. No entanto, não é preciso ir muito longe, nem para países muito distantes, para percebermos que as boas intenções nem sempre deixam a letra do papel, para se tornarem em princípios de vida. A exploração da criança e a precarização das suas condições de vida assumem contornos antigos mas mais sofisticados e horríveis. Contra este flagelo, as sociedades são lentas nos processos de declaração de culpa, e ainda mais em conter os prevaricadores. A utilização das novas tecnologias permite hoje uma terrível, insuspeitável e desastrosa entrada no espaço de intimidade e reserva das crianças, com a exploração virtual por vários meios e com diferentes objectivos.Quando falamos de exploração (actual) das crianças, não nos devemos ficar pelos aspectos mais odiosos, mas sim olhar para todas as vertentes da questão. Existem formas de exploração socialmente aceites, que nos iludem relativamente ao nosso papel de defesa dos direitos das crianças.
Princípios da convenção sobre os Direitos da Criança
Princípio I – Direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.
Princípio II – Direito a especial protecção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.
Princípio III – Direito a um nome e a uma nacionalidade.
Princípio IV – Direito à alimentação, morada e assistência médica adequadas para a criança e a mãe.
Muitas m ães nem sequer sabem que o aleitamento materno é essencial.Princípio V – Direito à educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.Princípio VI – Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.Princípio VII – Direito à educação gratuita e ao lazer infantil.Princípio VIII – Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.Princípio IX – Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.Princípio X – Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
A criança: objecto actual de exploração financeira
Referimo-nos, principalmente, neste contexto, a dois aspectos: por um lado, as crianças são objecto de exploração através de uma série de produtos processados, cujo consumo lhes é induzido pela máquina de marketing, e cujo fabrico não está condicionado ao bem-estar da criança, mas sim ao lucro do mundo empresarial; por outro lado, aos estilos de vida que não favorecem o seu bem-estar, colocando as crianças à margem de um desenvolvimento harmonioso, conducente ao seu bem-estar presente e futuro, mas que novamente é fonte de lucro do mundo económico.
Infelizmente, muitos pais não têm tempo para se inteirarem daquilo que está a acontecer com os seus filhos, sendo depois surpreendidos negativamente quando uma doença crónica, como a diabetes tipo II, se declara. Cada vez mais crianças, com idades mais baixas, são portadoras desta doença e de outras perturbações que desqualificam a sua qualidade de vida, como directa consequência de serem objecto de exploração. Em antecipação à emergência de uma doença desta natureza está, na maior parte dos casos, uma alimentação errada que, associada à sedentariedade, conduz à obesidade infantil. É neste quadro que importa falar – muito concretamente – dos direitos das crianças. Talvez estejamos a vencer a batalha do trabalho infantil! Talvez se façam ouvir as vozes contra os maus tratos infligidos às crianças, aos níveis psicológico, físico, moral. Mas poucas vozes se ouvem em defesa do direito das crianças a uma alimentação correcta, a um estilo de vida saudável. Dizia-me recentemente uma colega, directora executiva de um ACES, que um pai lhe tinha solicitado que passasse uma declaração relativamente ao seu filho, para que não comesse sopa na escola (básica), pois “era alérgico à sopa”. Assistimos nas cantinas escolares à recusa sistemática de alimentos como vegetais, frutas e sopa, em detrimento de fritos, enchidos, carne e peixe. Longe do controlo dos pais, as crianças assumiram a sua afirmação no que gostam e não gostam de comer e de beber. As consequências são, assim, devastadoras para o seu bem-estar, comprometendo o seu futuro. Em Portugal, 31,5% das crianças entre os 9 e os 16 anos são obesas ou sofrem de excesso de peso. Esta situação é mais grave nos meios urbanos.Uma das consequências desta situação é a redução da esperança média de vida – previsões que já foram feitas. Aliás, nos países ocidentais, pela primeira vez nestes últimos anos, a esperança média de vida – ao contrário do que aconteceu durante décadas, em que se constatou o seu aumento sustentado – começa a dar sinais de inversão. Estas crianças irão viver menos tempo, com menos qualidade de vida do que os seus pais. É a sociedade a andar para trás!
Preocupados com a pandemia da gripe (como foi referido nesta edição noutras páginas), esquecemo-nos que a OMS considera a obesidade infantil uma epidemia mundial. As suas causas estão bem identificadas e a cura está estudada e documentada. Ela prende-se com os hábitos alimentares e a actividade física. A emergência de doenças cardiovasculares mais cedo na história de vida destas crianças, os efeitos da diabetes tipo II, os distúrbios da personalidade, consequência da auto-imagem, provocando uma dissonância cognitiva com o padrão prevalecente na sociedade de beleza (e magreza) são problemas esperados, mas que já hoje podem ser encontrados. Embora este seja um problema que caracteriza as crianças, ele é, no entanto, transversal a todas as idades: é estimado pela OMS que 2,7 milhões de mortes sejam causadas pelo baixo consumo de frutos e vegetais no mundo. E, para além destas, 1,9 milhões de mortes são causa directa de falta de actividade física.
Benefícios da Ho La para os seus filhos:
Tomar conta de uma horta aumenta a literacia em saúde e reforça o surgimento de várias competências nos seus filhos:
Responsibilidade – no cuidado e manutenção das plantas.
Melhor saúde – combate da obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, asma (entre outras).Economia – a apreciação dos gastos da família em alimentação, e a comparticipação da horta do lar para diminuir esses gastos, permitirá à criança uma maior sensibilidade pela economia do lar, ajudando-a, assim, a ser uma melhor gestora de recursos financeiros. Estabeleça um “deve-haver” da horta, no qual coloca os gastos e os compara com os lucros obtidos, de modo a apontar soluções práticas e úteis para combater a crise económico-financeira. Se a sua família não foi afectada pela crise, proponha com o seu filho ajudar uma família necessitada com os produtos da sua horta. Isto faz crescer nele ...Sensibilidade/solidariedade social – para o drama dos outros, e menos queixas sobre a sua condição de vida.
Compreensão – aprendem da causa para o efeito (sem água as plantas morrem, as plantas têm competidores nas ervas daninhas
que é preciso retirar, etc.).
Auto-confiança – ao verem os seus objectivos cumpridos e apreciando a comida que fizeram crescer. Amor e respeito pela Natureza – com uma estação de compostagem, aprendem a respeitar o ciclo natural dos produtos na Natureza, aumentando a sua sensibilidade para menos desperdício.
Crescimento científico e raciocínio – aprendem sobre a ciência, botânica, nutrição, agricultura, controlo de pestes, gestão da água e seu ciclo, etc… Actividade física – é agradável e simultaneamente produtiva. Cooperação – trabalho de equipa e participativo. Criatividade – descoberta de maneiras novas e engraçadas de fazer crescer a comida. Nutrição – aprendendo sobre recursos naturais para comida fresca.

É possível sair da crise
A despeito de tão nobres e louváveis intenções, a verdade da nossa civilização é que a condição da criança continua a ser desprezada, podendo nós falar de uma CRISE que é pré-existente à crise de que tanto se fala por estes dias. Talvez também por isto seja ainda mais pertinente atentarmos para as soluções práticas que estão ao nosso alcance, já hoje – e não só num futuro distante – de modo a estabelecer prioridades para banir todas as formas de exploração infantil.
Soluções bem simples têm impactos de grande alcance, sem necessitar de tanto financiamento quanto outras medidas a ser tomadas actualmente.
As questões relacionadas com a alimentação emergem no topo da agenda, pois as consequências do que se faz pelas crianças são visíveis particularmente em dois extremos do mesmo contínuo: por um lado, a obesidade infantil e, por outro lado, as carências alimentares das crianças. Estas carências podem ser de dois tipos: involuntárias, como, por exemplo, a fome por escassez de alimentos; voluntárias, com a exclusão pró-activa de alguns alimentos da sua dieta, nomeadamente água, vegetais e fruta.
Quando são identificados problemas graves, deveríamos procurar soluções urgentes de modo a atacar imediatamente as suas consequências. Por esta razão, a S&L concentra-se, neste mês, em promover a condição da criança, focando duas soluções que estão ao alcance da sociedade, dos pais e familiares, das comunidades onde as crianças nascem, crescem e se desenvolvem. São soluções baseadas na evidência científica que revelam a sua pertinência em tempos de crise, para resolver uma CRISE persistente e de muito maior alcance.
Medida 1 de combate à obesidade infantil: a água
A história é muito simples: cada vez mais crianças preferem bebidas gasosas, com altos teores de açúcar, à água! Os consumos de água são, assim, baixíssimos e as crianças têm uma tendência natural para rejeitar o seu uso.
Preocupados com isto, investigadores na Alemanha envolveram 32 escolas num estudo aleatório controlado, em zonas carenciadas. Foram instalados bebedouros em 17 escolas, dadas quatro aulas sobre os benefícios da água. Estas escolas foram comparadas com um outro grupo de 15 escolas, onde nada disto se fez e se manteve o que já havia. Os 1641 alunos que foram alvo da intervenção foram comparados com os 1309 alunos que não receberam a intervenção. Depois desta intervenção concluiu-se que o risco de obesidade tinha diminuído 31% nos alunos no grupo experimental. Uma medida tão simples, como informar as crianças e disponibilizar água em bebedouros, baixou de modo impressionante o risco de obesidade. Com isto se demonstra, mais uma vez, algo que já se sabia: o papel da água no combate à obesidade.
Medida 2 de combate à obesidade infantil: Projecto HoLa
É comum ouvir-se as crianças a rejeitarem a ingestão de vegetais e frutas.
Num estudo envolvendo o desenvolvimento de uma horta, na Universidade de Saint Louis, liderado por Debra Haire-Joshu, directora do programa da universidade no âmbito da prevenção da obesidade, foi revelado que o crescimento de vegetais e frutas no contexto de uma horta de família, aumentava o seu consumo pelas crianças.
Mas o benefício de plantar uma horta com as crianças vai ainda mais além: de acordo com uma outra investigação, liderada por Jennifer L. Morris e Sheri Zidenberg-Cherr, do Departamento de Nutrição da Universidade da Califórnia, concluiu-se que as crianças não só aumentam os seus conhecimentos (a longo prazo relativamente à importância dos vegetais e frutos), como ainda ficam mais disponíveis para comer vegetais e frutas que não tenham sido plantados na sua horta. Este dado é muito importante, na medida em que demonstra a capacidade de mudança de percepção e atitude das crianças relativamente à ingestão destes alimentos. Assim se pode contrabalançar a preferência das crianças por alimentos refinados, fritos e alimentos processados, que têm uma influência directa no controlo do peso. 
Por outro lado, a sedentariedade e actividades que não exigem esforço físico são uma ameaça séria sobre o bem-estar das crianças (implicando no aumento de peso). Vários estudos vieram demonstrar que a plantação de uma horta do lar, em que a família se reúne e partilha de modo inter-geracional da mesma actividade, é um factor importante para o controlo da obesidade infantil, pois predispõe a criança para a prática de actividade física.
É neste sentido que a Agência de Saúde Pública do Canadá, apoiada por inúmeros estudos, propõe aos cidadãos que optem pela manutenção de uma horta do lar, facilitando assim a prática de actividade física das crianças.
Por isso siga as nossas sugestões e prepare uma horta (Projecto HoLa, Horta do Lar) com os seus filhos. Faça disso um passatempo agradável, de actividade familiar ao ar livre.
REGRAS DE SEGURANÇA ‹ seleccione o tamanho ideal (para começar, 4m2 podem ser uma boa aposta, depois de cuidados e mantidos, vá então acrescentando mais espaço mas sempre em negociação com as crianças);‹ proponha-se a uma agricultura orgânica, afastando do alcance das crianças sprays, fertilizantes ou outros;‹ não use químicos;‹ providencie um local seguro para a armazenagem dos utensílios da horta;‹ monte uma cerca e uma pequena porta;‹ no Verão e dias de sol, providencie sombra;‹ proponha às crianças o uso de botas, protector solar, chapéu e roupas adequadas à estação;‹ tenha cuidado com bacias e outros contentores de água se tiver crianças de pouca idade, pois sendo atraídos pela água podem afogar-se.
Como envolver as crianças na HoLa
Mantenha o projecto simples e pequeno (por exemplo, a estação de compostagem pode ter 50cm de diâmetro, feita com uma rede de galinheiro com a altura do seu filho mais pequeno).
• Dê às crianças o seu espaço próprio para a HoLa, escolhido por elas e do tamanho que desejam.
• Envolva-se (seguindo as instruções do seu filho) e envolva os amigos dele (não num papel de subserviência mas de cooperação mútua), no desenho da horta e decisão do que semear e plantar.
• Procure ferramentas de jardim do tamanho das crianças, leves e fáceis de usar.
• Encoraje as crianças a cavar no lixo, na lama. As crianças adoram mexer na lama.
• Faça crescer plantas interessantes, como girassóis, milho, abóboras, tomates.
• Plante flores que atraem borboletas, pássaros e outros insectos.
• Construa espantalhos.
• Instale um relógio do sol, ou pequeno alguidar com água, para os pássaros se banharem.
• Ponha em marcha um canteiro de crescimento de minhocas.
• Visite outras hortas e jardins para retirar ideias.

Luís Nunes

Sociólogo da Medicina e da Saúde Mestre em Saúde Pública