6.9.13

RECEITAS com Castanha de Caju


Até agora, embora esta rubrica se chame “Da Casa ao Prato”, só temos focado a segunda parte – o prato. A partir deste número, ela vai sofrer algumas alterações: vamos dar-lhe as duas receitas habituais, bem como alguns dados sobre os principais ingredientes. Depois, vamos tratar da “Casa”. Não apenas da casa em si, mas da vivência dentro dela, incluindo o/a prezado/a Leitor/a, a quem vamos dar, na secção “Sugestões & Soluções”, alguns conselhos que, esperamos, possam facilitar-lhe vida.

Sopa de Caju e Brócolos
Ingredientes
3 batatas médias
3 cebolas médias
3 dentes de alho
1 chávena de caju cru
4 colheres de sopa bem cheias de levedura de cerveja
4 raminhos de brócolos
algumas rodelas de cenoura
sal q.b.

Modo de Fazer
Num litro e meio de água, coza as batatas, as cebolas e o alho. Em separado, coza os brócolos e as rodelas de cenoura. Reserve a água. Bata, no copo liquidificador, o caju e a levedura de cerveja com uma chávena de chá da água que reservou. Triture as batatas, as cebolas e os dentes de alho e misture--lhe o creme de caju. Rectifique o tempero e sirva decorado com os raminhos de brócolos e as rodelas de cenoura.

Castanha de Caju
Fruto seco oriundo de países de clima tropical, tem um sabor doce e agradável. É rico em ácidos gordos insaturados, bem como em vitamina B1, B2 e ácido pantoténico. Tem, ainda, um alto teor em magnésio, potássio, ferro e fósforo. Mas são o magnésio e as vitaminas B1 e B2 que lhe conferem especial importância, pois são essenciais na estabilidade nervosa, pelo que é recomendado em caso de nervosismo, irritabilidade, depressão, debilidade e cansaço. É ainda útil no caso de espasmos dos órgãos ocos: do cólon, do útero e das artérias coronárias.



Brócolos
São, essencialmente, o alimento para o coração. São ricos em proteínas, em cálcio, em provitamina A (beta-caroteno) e vitamina C, bem como em potássio e elementos fitoquímicos. São recomendados nas afecções cardíacas pela sua óptima relação entre os minerais sódio e potássio. Favorece a eliminação do excesso de líquidos retidos nos tecidos, descongestionando assim o sistema circulatório e o coração. Como são pobres em calorias e açúcares, e por produzirem uma certa sensação de saciedade, são aconselhados no caso de obesidade e diabetes. O seu abundante conteúdo em beta-caroteno e em elementos fitoquímicos torna-o um poderoso alimento anticancerígeno.

Levedura de Cerveja
É o pó seco que resta após a desidratação de milhões de leveduras que proliferam durante o fabrico da cerveja. As suas proteínas são de alta qualidade e contém, ainda, todas as vitaminas do grupo B, incluindo pequenas quantidades de B12, e vitamina D. Todos os minerais e oligoelementos estão presentes, em maior ou menor quantidade, salientando-se o selénio e o crómio, cuja carência favorece o aparecimento da diabetes e arteriosclerose. Contém, também, ácido alfa-lipóico, que é um potente antioxidante. Extractos deste ácido são usados como complemento no tratamento da sida. O consumo de levedura de cerveja provou reduzir os efeitos secundários indesejáveis na radioterapia anticancerosa, tais como a perda do apetite e a anemia.


Caju com Caramelo
Ingredientes
300g de açúcar
20g de margarina vegetal
250g de caju grosseiramente picado
sumo de ½ limão
200g de corn flakes
50g de margarina vegetal

Modo de Fazer
Faça, com os corn flakes e os 50g de margarina vegetal, uma base de tarte.
Aqueça o açúcar com os 20g de margarina vegetal e acrescente o sumo de limão. Deixe atingir o ponto de caramelo, tendo o cuidado de não deixar ficar escuro. Adicione o caju, mexendo sempre. Distribua pela tarteira e coloque alguns cajus por cima com o caramelo ainda quente.



Aproveitar a alface
Se não gosta de pôr as folhas verdes exteriores da alface na salada, lave-as, seque-as e reserve. Pode cortá-las em juliana e refogá-las com cebola e alho picados. Servirão para fazer uma sopa agradável ou um creme de verduras. Pode, ainda, fazer uma tortilha saborosa.

Leguminosas no ponto
Para que as leguminosas fiquem cozidas no ponto certo: o grão-de-bico deve ser posto de molho em água quente, enquanto as ervilhas e as lentilhas devem ser postas em água fria.
Para a Casa
Objectos de ferro forjado
Para evitar que os seus objectos de ferro forjado oxidem, lubrifique-os com vaselina (se estiverem no exterior) ou com glicerina (se estiverem no interior). Depois, é só puxar o lustro com um pano macio.

Azulejos limpos e brilhantes
Para limpar os azulejos da sua cozinha de forma rápida e económica, ponha a panela de pressão com água ao fogo e deixe a porta fechada durante um bom bocado. O vapor de água amolecerá a gordura e o pó impregnados nos azulejos. Passe um pano sobre os azulejos e eles ficarão limpos e brilhantes.



Para a Beleza
Lábios suaves e hidratados
Elimine as peles secas dos seus lábios passando sobre eles, suavemente, uma escova de dentes. Depois, hidrate-os com um pouco de abacate; verá que ficarão mais suaves que nunca.

Pele gordurosa
Para evitar as borbulhas cuja origem se encontra na gordura da pele, utilize um sabão de enxofre, que é um eficaz antiséptico e adstringente.

Para Plantas e Animais
Plantas bem nutridas
Um remédio “caseiro” é regá-las com a água de demolhar as leguminosas; a grande concentração de sais minerais que fica na água é muito benéfica para as plantas.

Caixa do gato
Mantenha a caixa do gato sempre limpa. O ideal é limpá-la todos os dias e mudar a areia três vezes por semana. Se o seu gato não se sentir bem com a higiene da sua caixa, recusar-se-á a usá-la, o que prejudicará a sua saúde. Misture à areia uma pitada de bicarbonato de sódio, que absorve os odores.

DIETAS para que vos QUERO!

Por vezes, parecem “histórias da carochinha”, outras vezes, vêm com rótulos altissonantes que apregoam milagres e vitórias imediatas sobre uma das situações mais generalizadas da nossa sociedade actual: a obesidade. Refiro-me, claro, às dietas, que hoje são largamente publicitadas, que superabundam, que prometem resultados incríveis, mas que, na verdade, não cumprem as expectativas dos que as seguem. Ou melhor, nalguns casos, até se consegue uma perda de peso significativa, mas a que custo, para a saúde geral, para o equilíbrio emocional, para o bem-estar e para a produtividade?
missing image fileMuitas pessoas, hoje, pensam que perder peso é o que importa, mas que o meio usado para lá chegar é indiferente. Na realidade, essa abordagem pode abrir a porta a uma série de erros que, na prática, vão pôr em perigo o resultado final, não só no aspecto de não se conseguir reduzir o peso, como também na recuperação (mais ou menos rápida) do peso anterior.
Os regimes dietéticos que se encontram na Internet, por exemplo, propõem, na maioria dos casos, uma alimentação “de fome”, com uma redução drástica das calorias ingeridas. Embora, teoricamente, advoguem um estilo de vida saudável, na prática, as ementas que sugerem são o contrário dessa teoria. Não só são desequilibradas e redutoras, como obrigam o corpo a fazer um esforço suplementar para se nutrir, indo às suas reservas. Não podemos esquecer-nos de que, ao passar fome, o organismo adapta-se a essa situação, que interpreta como um alarme para entrar no “modo de sobrevivência”, para armazenar o mais que puder. Logo, dá-se o efeito contrário do que se espera: Em vez de queimar gorduras e reduzir o peso, o corpo vai eliminar água e absorver músculo, mantendo a gordura. O pouco que se come nessas ementas acaba por ser acumulado como calorias (gordura), o que produz um aumento de peso.

Perigo das dietas rápidas
Uma dieta que proponha a perda de 3, 4 ou 5 quilos numa semana, as chamadas “dietas milagrosas”, contraria tudo o que o bom senso e a ciência da nutrição defendem. E não nos deixemos enganar: Não é por usarem linguagem mais rebuscada ou mais “científica” que essas dietas são mais eficazes. Pelo contrário: Geralmente, o grau de ineficácia não se altera, mas tornam-se mais atractivas e a pessoa fica mais convencida e interessada.
Na prática, as dietas radicais podem provocar, no mínimo, carências nutricionais graves, ao mesmo tempo que alteram e transtornam o funcionamento do fígado e dos rins.
Há um outro perigo nas dietas rápidas: É o do desânimo do obeso. Ao prometer resultados mirabolantes em pouco tempo, essas dietas alimentam uma esperança que depois não se concretiza numa realidade duradoura. Esse sobe e desce do peso perturba psicologicamente a pessoa, deixando-a mais vulnerável a novas propostas e a novos fracassos, e debilitando o corpo de modo a tornar-se mais susceptível às doenças.
Para perder peso, sem correr o risco de o voltar a ganhar (muitas vezes com bónus), o corpo precisa de tempo e de um programa equilibrado de nutrição, o que implica não só uma alimentação mais cuidada, mas um estilo de vida saudável, com hábitos diferentes. A perda de peso deve ser progressiva, lenta, para que o corpo tenha tempo de se adaptar, de se alimentar sem destruir a massa muscular. Por outro lado, emagrecer é também uma questão de queimar gorduras, e isso só se consegue, de forma correcta e eficaz, com a prática regular de exercício físico.

missing image fileA resposta certa
Amigo/a Leitor/a, deixe-me partilhar consigo um pequeno segredo: Para perder peso não precisa de uma nova dieta, mas precisa de um novo estilo de alimentação. Não serão as dietas de fome, o uso de diuréticos ou a ingestão de proteínas em excesso que lhe vão fazer perder peso de forma permanente, mas sim a criação de novos hábitos alimentares, o uso de novos alimentos e, como já dissemos, a prática regular de exercício físico.
Em geral, a nossa alimentação actual é rica em produtos refinados e processados e pobre em fibras e em nutrientes integrais. E isso, juntamente com um estilo de vida sedentário, leva ao excesso de peso.
Há quatro aspectos importantes que não deve esquecer na sua luta contra o excesso de peso:
Primeiro: Decida, com convicção e determinação, seguir um estilo de vida que promova a saúde, uma decisão que não mude consoante as circunstâncias ou os apetites do momento. Tendo essa decisão firme no seu espírito, mesmo que falhe nalgum aspecto, voltará a tentar com perseverança.
Segundo: Identifique e altere os hábitos que provocam obesidade. Isso pode implicar abandonar os refrigerantes, cortar nos óleos e nas gorduras, reduzir ou eliminar os açúcares simples e reduzir a quantidade de alimento ingerido. Fazer essas mudanças pode não ser nada fácil... mas vale a pena!
Terceiro: Faça uma “operação cirúrgica radical” às suas atitudes. Lembre-se de que é fundamental estar disposto a mudar, querer mudar. Perder peso não é uma questão de estética, não é uma questão de moda. É, acima de tudo, uma questão de sobrevivência e de qualidade de vida. Ao perder o peso em excesso, estará a ganhar energia, felicidade, bem-estar...
Quarto: Procure um programa de controlo de peso que lhe ofereça boa saúde, ao longo da vida. Isso inclui uma alimentação pobre em gorduras e rica em fibras, exercício físico regular e uma postura psicológica e mental que responda às suas necessidades.

“10 mandamentos” para perder peso
Pense a longo prazo. Os resultados dos atalhos e dos planos muito rápidos nunca duram. A Natureza tem o seu tempo para desenvolver a sua acção de crescimento e amadurecimento. Do mesmo modo, o nosso organismo precisa de tempo para proceder aos reajustes necessários quando se trata de modificar os hábitos e o estilo de vida. Um bom conselho: consulte o seu médico, ou um bom nutricionista, que lhe darão conselhos preciosos.
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Faça você mesmo/a: Motive-se a si mesmo/a para alcançar o objectivo que se propõe. Não pode haver melhor motivação do que fazer algo porque será benéfico para si mesmo. E não se esqueça de que a sua motivação pode dar frutos na motivação de outros.
Prepare o caminho: Não comece uma dieta à pressa, sem estar preparado para fazer mudanças de longo alcance. Tenha um diário da dieta, que o ajudará a ter uma melhor noção do que come e porquê. Mas não adie indefinidamente o dia em que vai começar. “Amanhã vou começar a minha dieta” não é muito positivo, porque, em geral, o amanhã não tem data definida e, por isso, não implica um compromisso sério com a sua decisão pessoal.
Pense em frutas, cereais, leguminosas e vegetais: Em geral, metade das calorias ingeridas são provenientes da gordura, do açúcar e do álcool. Uma boa aposta, no seu novo regime alimentar, é o uso de fibras. Além de ajudar a “encher o estômago”, dando a sensação de saciedade antes de comermos demasiado, a fibra funciona como uma verdadeira “escova de limpeza” do organismo, ajudando a arrastar e eliminar resíduos, gorduras e toxinas acumulados no intestino. Os alimentos não refinados são ricos em fibras. Ao contrário, a carne e o peixe não contêm fibras.
Controle o tamanho das porções que come: Use um prato mais pequeno. Sirva-se de porções mais pequenas, mastigue bem, lentamente, e não “limpe a panela”, quer dizer, deixe alguma comida para o seu cão (se o tiver, claro). Lembre-se de que o seu estômago está “viciado” em ter muito alimento dentro, está dilatado. Ao reduzir a quantidade de alimento ingerido, poderá ficar com a sensação de fome, de insatisfação, mas resista: não coma mais por isso. O seu alvo é mudar os seus hábitos alimentares e este é um deles.
Coma três refeições por dia: Não coma entre as refeições principais. Se sentir necessidade de ingerir alguma coisa nesses períodos, coma uma maçã ou beba água. Faça três refeições por dia, a intervalos regulares. Desse modo, o seu corpo não entrará em “modo de sobrevivência”, e não tentará armazenar tudo o que ingere. Nessas três refeições, faça o que diz o provérbio: “Pequeno-almoço de rei, almoço de príncipe e jantar de pobre”, tendo o cuidado de reduzir ao mínimo a ingestão de gorduras, de açúcar e de sal. Elimine, ou reduza drasticamente, o consumo de bebidas alcoólicas ou gasosas e de café. Mais um pequeno conselho: beba água pura, muita água. No mínimo, beba de 6 a 8 copos de água por dia, no intervalo das refeições. Assim dará ao seu corpo um meio saudável de eliminar os resíduos e de facilitar a circulação sanguínea.
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Persevere no seu programa: Aqueles que conseguem perder peso de forma eficaz e duradoura sabem que não estão a fazer uma dieta temporária, mas sim a iniciar um estilo de vida novo e permanente. A determinação e a paciência permitem obter resultados satisfatórios. Lembre-se de que o seu objectivo não é perder muito peso em pouco tempo, mas perder o peso necessário, de forma equilibrada e saudável, e, acima de tudo, permanente.
Praticar exercício é divertido e mantém-nos flexíveis e em boa forma. O sedentarismo é a porta de entrada na via da obesidade, assim como a actividade física, praticada de forma regular, é a via de acesso a uma saúde mais duradoura. Ao ajudar a queimar gordura, ao estimular a circulação sanguínea, ao fortalecer o coração, ao melhorar a função respiratória, ao desenvolver a massa muscular, ao fortalecer os ossos e ao ajudar a eliminar resíduos do metabolismo das células (através da urina, da transpiração e da expiração), o exercício físico é um elemento fundamental na manutenção do bem-estar geral e no controlo do peso. Além disso, tem ainda uma acção muito especial: estimula o sistema imunitário, melhorando a resistência à doença. Portanto, só tem a ganhar em saltar do seu sofá, apagar a televisão e fazer uma boa caminhada, vigorosa, ao ar livre, ou praticar um outro exercício, durante pelo menos 30 minutos, três vezes por semana, ou, se puder, uma hora por dia...
Não exagere. Na prática do exercício físico, e na sua tentativa de perder peso, não vá além dos limites do bom senso e do saudável. O equilíbrio é a base do êxito. Estabeleça um alvo sério de perda de peso, digamos 500g por semana, e siga os conselhos do seu médico/nutricionista para o alcançar. À medida que for avançando no seu programa, ser-lhe-á cada vez mais fácil conseguir atingir objectivos superiores. E, em breve, mas de forma regular e equilibrada, conseguirá o alvo que se propôs: perder peso de forma permanente e com melhor saúde.
Faça-o com prazer. Não encare a sua luta contra a obesidade como um fardo. Pode ser difícil, mas se a visualizar como um desafio agradável, em que tudo o que faz é feito com alegria, com boa disposição e prazer, a sua motivação será mais forte e a sua decisão será mais fácil de manter e de levar por diante. Já reparou que as crianças fazem tudo e aprendem quase tudo usando a brincadeira como pano de fundo? Portanto, quer pratique ciclismo, natação ou caminhada, quer esteja a mudar os seus hábitos alimentares ou o seu estilo de vida, faça-o com o sentimento de estar a prestar um bom serviço a si mesmo.
Prezado Amigo/a Leitor/a, não se preocupe com as dietas de emagrecimento. Preocupe-se, isso sim, com a sua saúde e com o seu bem-estar. Seguindo um estilo de vida saudável, equilibrado e permanente, conseguirá dar mais e melhores anos à sua vida. E manterá um peso saudável.

Manuel Ferro
Redacção Saúde & Lar

5.9.13

Água com estômago vazio!!!

Água com estômago vazio!!! Leiam, super interessante


Quanto mais se sabe, maiores hipóteses de sobrevivência...
Um cardiologista diz que se todos que receberem esta mensagem, a enviarem a pelo menos uma das pessoas que conhecem, pode ter a certeza de que, pelo menos, poderá salvar uma vida.
    
Beba água com estômago vazio. 
Hoje é muito popular, no Japão, beber água imediatamente ao acordar. Além disso, a evidência científica tem demonstrado estes valores. Abaixo divulgamos uma descrição da utilização da água para os nossos leitores.
Para doenças antigas e modernas, este tratamento com água tem sido muito bem sucedido....
Para a sociedade médica japonesa, uma cura de até 100% para as seguintes doenças:
Dores de cabeça, dores no corpo, problemas cardíacos, artrite, taquicardia, epilepsia, excesso de gordura, bronquite, asma, tuberculose, meningite, problemas do aparelho urinário e doenças renais, vômitos, gastrite, diarreia, diabetes, hemorroidas, todas as doenças oculares, obstipação, útero, câncer e distúrbios menstruais, doenças de ouvido, nariz e garganta.

 
Método de tratamento:
1. De manhã e antes de escovar os dentes, beber 2 copos de água.
2. Escovar os dentes, mas não comer ou beber nada durante 15 minutos.
3. Após 15 minutos, você pode comer e beber normalmente.
4. Depois do lanche, almoço e jantar não se deve comer ou beber nada durante 2 horas.
5. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber 2 copos de água, no início podem começar por tomar um copo de água e aumentar gradualmente.
6. O método de tratamento cura os doentes e permite aos outros desfrutar de uma vida mais saudável.

 
A lista que se segue apresenta o número de dias de tratamento que requer a cura das principais doenças:
1. Pressão Alta - 30 dias
2. Gastrite - 10 dias
3. Diabetes - 30 dias
4. Obstipação - 10 dias
5. Câncer - 180 dias
6. Tuberculose - 90 dias
7. Os doentes com artrite devem continuar o tratamento por apenas 3 dias na primeira semana e, desde a segunda semana, diariamente.

 
Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do tratamento terá de urinar frequentemente.
É melhor continuarmos o tratamento mesmo depois da cura, porque este procedimento funciona como uma rotina nas nossas vidas. Beber água é saudável e dá energia.
Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não água fria.
Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água fria para água quente, enquanto se come. Nada a perder, tudo a ganhar!

 
Para quem gosta de beber água fria.

 
Beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão.
Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrointestinal. Isto retarda a digestão, fazendo acumular gordura em nosso organismo e danifica o intestino.
É melhor tomar água morna, ou se tiver dificuldade, pelo menos água natural.

  
Nota muito grave - perigoso para o coração:
As mulheres devem saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser uma dor no braço esquerdo.
Esteja atento para uma intensa dor na linha da mandíbula. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito durante um ataque cardíaco.
Náuseas e suores intensos são sintomas muito comuns.
60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar de um sono profundo...
Sejamos cuidadosos e vigilantes.
Quanto mais se sabe, maior chance de sobrevivência...

(recebi por mail)

Um cardiologista diz que se todos que receberem esta mensagem, a enviarem a pelo menos uma das pessoas que conhecem, pode ter a certeza de que, pelo menos, poderá salvar uma vida.

3.9.13

Dez Mil e Um Aromas



A capacidade humana de perceber e interpretar odores, o mais apurado dos sentidos, é considerada até certo ponto enigmática. O cheiro das flores, do bolo que está no forno, do plástico novo, do fumo e mesmo o cheiro de alimentos estragados e de dejectos são logo detectados pelos sensores olfactivos, mesmo que a fonte do cheiro não tenha sido observada com os olhos.
As impressões resultantes dos aromas produzem bem-estar ou desconforto, agrado ou desagrado. A memória também é activada pelo olfacto, trazendo à mente imagens e factos do passado, estabelecendo correlação com experiências positivas e negativas.
A reacção do organismo humano aos aromas está associada às emoções, e estas são moduladas pelos níveis de hormonas circulantes. A detecção de certo aroma pelo córtex cerebral é responsável por alterações bioquímicas no organismo. Essas alterações são observadas através de mudanças nos níveis das hormonas responsáveis pelo controlo das funções orgânicas. Assim, os aromas podem ter impacto sobre o sono, o stresse, o desejo sexual, o apetite, o bem-estar, etc.. É por esse motivo que o estudo dos compostos aromáticos, bem como dos reflexos que estes provocam no corpo humano, tem despertado grande interesse.
Foi feito um grande avanço nesta área pelos pesquisadores norte-americanos Richard Axel e Linda Buck, que trabalham na tentativa de desvendar os mistérios do sentido do olfacto. Esses pesquisadores descobriram a existência de cerca de mil genes que actuam como receptores olfactivos, capazes de reconhecer e memorizar as aproximadamente dez mil substâncias dotadas de odor. O trabalho pioneiro feito por Axel e Buck na descoberta dos receptores olfactivos e da organização do sistema olfactivo recebeu, em 2004, o prémio Nobel da Medicina e Fisiologia.

Sentindo o cheiro
Tratando-se especificamente de alimentos, o cheiro é de extrema importância, situando-se entre a visão do produto e o sabor do mesmo. Depois de ver o alimento, o aroma complementa e pode ser determinante na escolha do que será consumido. Adicionalmente, o cheiro ajuda a evitar o consumo de alimentos deteriorados, embora nem sempre alimentos potencialmente aptos para causar intoxicações apresentem aroma alterado.
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A percepção do aroma em humanos acontece através da mucosa nasal. Nela se encontram 20 milhões de células receptoras sensoriais, cada uma contendo seis pêlos sensoriais capazes de perceber o aroma, descodificá-lo e encaminhá-lo ao cérebro. O olfacto do cão é estruturado por mais de 100 milhões de células sensoriais, cada qual com no mínimo 100 pêlos sensoriais. Assim, comparativamente, o olfacto humano parece ser menos sensível do que o de outras espécies de mamíferos.
Na cavidade nasal, situada entre a boca e a caixa craniana, encontram-se os órgãos do sentido do olfacto, revestidos por uma camada interna que segrega muco. O ar que penetra na cavidade nasal é purificado, humedecido e aquecido. A parte sensorial está situada no lado superior das fossas nasais, local conhecido como mucosa olfactiva ou amarela, uma vez que a parte inferior apresenta um revestimento vermelho devido à enorme quantidade de vasos sanguíneos que irrigam a área.
Na mucosa vermelha é produzido o muco que mantém a região nasal húmida. A intensidade do muco produzido é regulada pela dilatação dos vasos que irrigam a região. Quanto maior a dilatação dos capilares, mais muco será produzido, podendo até obstruir a cavidade, como acontece quando o indivíduo está constipado. As células olfactivas são neurónios autênticos, com receptores próprios que conduzem o estímulo ao Sistema Nervoso Central (SNC). Tal transmissão de estímulo só é possível pelo facto dos seis pêlos sensoriais das células olfactivas estarem mergulhados na camada de muco que reveste a cavidade nasal.
aromas
As moléculas aromáticas contidas no ar inspirado entram nas fossas nasais e dissolvem-se no muco, atingindo os pêlos sensoriais das células, para depois se ligarem aos receptores do epitélio olfactivo. Quando isso acontece, dá-se início a uma sequência de reacções químicas que originam impulsos nervosos que são conduzidos do centro das células olfactivas e deste ao SNC. Assim, os impulsos nervosos recebidos pelas terminações nervosas sensoriais nasais, seguem até ao centro olfactivo cerebral, situado nas áreas laterais do córtex, local onde os impulsos serão descodificados, e os odores reconhecidos.
Esse complexo processo de recepção, transmissão e identificação do aroma é extremamente sensível, sendo estimulado mesmo quando poucas moléculas voláteis estão presentes no ar. A sensação do aroma terá intensidade proporcional ao número de receptores que foram estimulados, o que por sua vez está relacionado com a concentração da substância volátil no ar inspirado.
Acredita-se ainda que a mucosa amarela possua alguns tipos básicos de células olfactivas, cada uma com receptores aptos para detectar certos tipos de odores. Os milhares de diferentes tipos de cheiros que conseguimos distinguir resultariam da integração de impulsos gerados por, no máximo, uns cinquenta estímulos básicos.

O cheiro dos alimentos
O olfacto tem um papel importante na distinção dos alimentos; enquanto mastigamos, sentimos simultaneamente o gosto e o cheiro dos alimentos. Flavour é a terminologia americana para designar a associação entre o sabor e o aroma dos alimentos, uma vez que tais sensações estão intimamente relacionadas. Todavia, o olfacto apresenta vantagem em relação ao paladar, uma vez que não requer contacto directo com o objecto percebido para que o estímulo seja produzido. Assim, o olfacto apresenta maior segurança e menor exposição a estímulos que poderiam ser lesivos ao organismo.
Por outro lado, o olfacto apresenta similaridade com a visão, por ter grande capacidade adaptativa: havendo exposição a um aroma forte, a sensação olfactiva pode ser igualmente forte. Todavia, a sensação do aroma será minimizada após cerca de 60 segundos. Mas há também divergência entre a visão e o olfacto. Enquanto a visão é capaz de notar um grande número de cores simultaneamente, o sistema olfactivo percebe a sensação de um único odor de cada vez.
A questão é que um odor detectado pode ser o resultado da combinação de vários compostos aromáticos. Assim sendo, a identificação do aroma do alimento é decorrente da percepção simultânea do conjunto dos seus compostos voláteis. No quadro, podem ser observadas as quantidades de compostos voláteis de certos produtos.
missing image fileA maioria dos componentes dos aromas é a mistura de compostos químicos como hidrocarbonetos, álcoois, aldeídos, ésteres, cetonas e compostos contendo enxofre. Com base na mistura dessas substâncias químicas, podem ser criados em laboratório os aromas artificiais usados em alimentos industrializados e também em outras áreas de interesse, como cosméticos.
Na análise dos compostos voláteis, a busca de substâncias características de determinado alimento é sempre de grande valor, tanto para servir de subsídio para a confirmação e garantia do produto, como para separar ou mesmo sintetizar posteriormente aromas artificiais.
Nem sempre o composto encontrado em maior concentração numa dada amostra de alimento é isoladamente determinante do seu aroma. A apresentação de um aroma isolado quimicamente ao olfacto humano não resulta em resposta satisfatória sobre a origem (alimento) deste. Assim, é a combinação de alguns compostos aromáticos que garante o cheiro específico que o alimento apresenta. O aroma pode fornecer uma verdadeira “impressão digital” do alimento. Dessa forma, os aromas artificiais são produzidos após separação e apresentação em conjunto ao olfacto humano, de forma a simular a presença de determinado produto.

Óleos essenciais são aromas
sabores
As misturas de compostos voláteis formam o óleo essencial de uma determinada variedade de planta. Durante o processamento e armazenagem dos alimentos, estes óleos essenciais são perdidos, por serem voláteis. Consequentemente, o alimento terá um menor aroma durante o seu envelhecimento.
Além dos óleos essenciais naturais dos alimentos, o aroma também pode ser formado durante a elaboração culinária. Nessa categoria encontramos uma série de produtos que exalam aromas específicos durante a preparação: doces, chá, café, cacau, amendoim, alho, brócolos, couve-flor e repolho, entre outros. O aroma dos condimentos, como orégãos e manjericão, são provenientes dos óleos essenciais contidos nas suas respectivas plantas. No quadro da pág. 8, pode ser visualizada a quantidade de óleo aromático contido em diferentes espécies de condimentos.
O uso de temperatura baixa pode minimizar a perda de compostos voláteis aromáticos dos alimentos. Um exemplo prático e útil está em armazenar a cebola no frigorífico para, dessa forma, reduzir a quantidade de compostos voláteis que irão desprender-se do vegetal durante o corte. O resfriamento reduz o famoso “choro” de quem pica a hortaliça.
No caso da indústria de alimentos, além da temperatura baixa, pode ser usada uma embalagem impermeável aos compostos voláteis, impedindo que estes extravasem do alimento antes de ele ser consumido.

Kesia Diego QuintaesDoutorada em Alimentos e Nutrição

Sal...Amigo ou Talvez Não!

sal
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Não podemos viver sem ele... mas, em excesso, pode provocar um sem-número de problemas. Refiro-me ao sal, claro. Em geral, comemos entre 10 e 20 vezes mais sal do que necessitamos diariamente. E pagamos um elevado preço por isso, ao ficarmos sujeitos a doenças como a hipertensão, ataques cardíacos, avc’s, retenção de líquidos, etc..
O sal, um composto formado por dois elementos químicos (sódio e cloreto) é imprescindível para a manutenção da vida. Na verdade, o sódio encontra-se em todas as células do nosso organismo, assim como em todos os fluídos corporais, o que o torna essencial para o metabolismo do nosso corpo. Mas é preciso cuidado ao usá-lo.
Um dos problemas mais evidentes do uso excessivo do sódio, é a hipertensão. Como é que isso acontece? De maneira muito simples: o excesso de sódio é armazenado no corpo e retém água, o que provoca inchaço, levando à compressão dos vasos sanguíneos e, inevitavelmente, ao aumento da pressão arterial. Por outro lado, para bombear o sangue, o coração tem de fazer um maior esforço, aumentando assim as probabilidades de sofrer problemas cardíacos.
Actualmente, a hipertensão afecta mais de um terço da população mundial adulta, e o problema aumenta à medida que a idade também aumenta. No Japão, por exemplo, onde a taxa de ingestão de sódio é uma das mais elevadas do mundo, também existe uma prevalência maior de hipertensão, com o seu letal corolário de problemas cardiovasculares: o enfarte, intimamente ligado à hipertensão, é a principal causa de morte neste país. Em Portugal, cerca de 25 a 30% da população sofre de hipertensão, ou seja, mais de 2,5 milhões de portugueses têm grandes probabilidades de desenvolver graves problemas cardiovasculares, e não só, devido à hipertensão.
Está demonstrado que nas sociedades em que se usa menos sal, a hipertensão é praticamente desconhecida, mesmo em idade avançada. É o caso da bacia do Amazonas, por exemplo. Estudos feitos revelam que, sem excepção, as sociedades com baixa tensão arterial são sociedades em que se ingere pouco sal. Inversamente, as sociedades com mais problemas de hipertensão são sociedades em que o sal é usado em abundância.

salÉ verdade para todos?
De facto, nem todos são sensíveis ao sal. Algumas pessoas podem ingerir tanto quanto queiram, sem efeitos nefastos. No entanto, essas pessoas são a excepção, não a regra. Uma imensa maioria da população é vulnerável ao sal, e não há testes capazes de destrinçar entre os dois grupos. Ou seja, mais vale não arriscar...
Muitas pessoas carregam um excesso de peso entre 7 e 10 kg, devido à retenção de líquidos provocada pelo uso abusivo de sal.
Os casos de hipertensão suave poderiam (muitos deles, pelo menos), ser normalizados se houvesse uma diminuição do consumo de sal, passando a ingerir apenas uma colher de chá de sódio (5 g) por dia. Essa redução, além de melhorar a saúde no campo do controlo do peso e da tensão arterial, ajudaria também a melhorar outros problemas, como certas dores de cabeça, algumas depressões e a síndrome pré-menstrual.

E os diuréticos?
É verdade que o uso de diuréticos ajuda a reduzir a tensão arterial, ao promover a eliminação do excesso de água e de sal do organismo. No entanto, o seu uso não é desprovido de perigos. Pesquisas recentes revelam que alguns diuréticos podem, de facto, contribuir para o aparecimento de problemas cardíacos, ao provocarem um aumento de 5 a 10% dos níveis de colesterol no sangue. Com o passar do tempo, esses medicamentos também podem danificar os rins, promover a gota e acelerar a diabetes. A melhor maneira, e a mais segura também, de eliminar o excesso de água é através dos meios naturais, ou seja, reduzindo os factores que levam à sua retenção.
No passado, as pessoas que usavam diuréticos estavam “condenadas” a usá-los até ao fim dos seus dias, mas já não é esse o ponto de vista hoje. Actualmente sabe-se que, cerca de 80% dos hipertensos pode dispensar os diuréticos em resposta a uma alimentação pobre em sal e em gordura, associada à prática diária da caminhada e à perda de peso.

Comer sem sal? Não gosto!
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O gosto pelo sal não é inato. É um hábito adquirido e a ingestão de alimentos salgados aumenta o desejo de o fazer. Mas é bom recordar que o sal mascara os sabores naturais. Logo, para se habituar a uma alimentação pobre em sal deve recorrer a outros temperos substitutivos, como as ervas aromáticas e algumas especiarias. Deve ser um processo gradual, de maneira a ir acostumando o seu paladar ao novo sabor dos alimentos. Em geral, esse processo deve demorar umas três semanas. Verá como começa a apreciar muito mais o sabor natural dos alimentos, ao mesmo tempo que beneficia a sua saúde.

Alimentos ricos em sódio a evitar
Atenção ao glutamato (presente em conservas e caldos pré-preparados), ao fermento em pó, ao bicarbonato de sódio, aos lanches salgados e aos pickles. Coma menos alimentos pré-preparados, carnes, lacticínios e alguns cereais pré-adoçados. Evite, sobretudo, vegetais enlatados, a não ser que tenham a indicação “sem sal acrescentado”. Uma colher de sopa de ervilhas enlatadas tem tanto sódio como 2,5 kg de ervilhas frescas!

Que quantidade de sal é a indicada?
A maior parte de nós ficaria espantada com a pequeníssima quantidade de sal que o nosso corpo necessita diariamente: cerca de meio grama, ou seja, a décima parte de uma colher de chá, uma vez que o sódio está presente, naturalmente, nos alimentos que ingerimos.
No entanto, passar para uma alimentação sem sal é uma alteração demasiado drástica para muitas pessoas. Por isso, é aconselhável seguir um processo gradual, ou seja, ir cortando no uso do sal, até conseguir adaptar-se ao novo sabor dos alimentos.
O limite máximo deveria ser colocado nos 5 g diários, isto é, o equivalente a uma colher de chá, incluindo já o sal existente nos alimentos.
Aqui ficam algumas ideias para ajudar a reduzir a ingestão de sal na sua alimentação:
• Coma muitos alimentos frescos crus, tanto frutas como vegetais. Não necessitam de sal acrescentado. Também aumentam os níveis de potássio, que ajuda a baixar a tensão arterial.
• Evite os lanches entre refeições, mas se precisar de os comer, escolha alimentos pobres em sal.
• Ao cozinhar os vegetais, deixe-os um pouco mal cozidos. Assim precisarão de menos sal.
• Coma cereais e pão torrados (têm mais sabor).
• Aprenda a temperar os alimentos com sumo de limão, ervas aromáticas frescas, salsa, alho, cebola, orégãos, etc., em vez de sal.
• Tire partido dos bons livros de cozinha sem sal disponíveis hoje.
Reduzir o seu consumo de sal pode ser o passo mais importante a caminho de uma melhor saúde.
Seja saudável por escolha, não por acaso!

Manuel Ferro
Redacção Saúde & Lar

30.8.13

Nunca é tarde para ter mais SAÚDE

Muitas pessoas não conseguem encarar comida quando se levantam da cama. Uma chávena de café ou chá, tomada à pressa, talvez com um pão de leite ou uma carcaça, é o pequeno-almoço comum de muita gente.
Um bolinho vai na mão quando as crianças saem para escola, às vezes com um pacotinho de leite com chocolate. Mas um grande número de crianças vai para a escola, sem ter ingerido qualquer alimento.

As razões?
“Não tenho tempo!”
É um hábito demasiado comum, o das pessoas permanecerem acordadas até tarde, e depois, de manhã, dormirem o mais que podem.

A Solução?
Experimente deitar-se suficientemente cedo para, na manhã seguinte, acordar sentindo-se revigorado e com tempo disponível. Ponha as crianças a dormir o mais cedo possível, para que possam acordar a tempo de tomarem o pequeno-almoço com a família.
Infelizmente, ainda existem muitas pessoas que dizem: “Mas eu, de manhã, não tenho apetite!”
Porquê? Provavelmente, o grande culpado desta falta de apetite de manhã, é a abundante refeição tomada na noite anterior, e os snacks durante o serão em frente à televisão. Assim, à hora de deitar, o estômago ainda está ocupado a digerir toda aquela comida. Mas o estômago também precisa de descanso. Um estômago cansado não sente vontade de tomar o pequeno-almoço.
Então qual é a solução? Coma alimentos leves ao jantar, 2 ou mais horas antes de se deitar. Depois desta refeição, não coma mais nada. Nós, na verdade, dormimos muito melhor com o estômago vazio.


Um bom pequeno-almoço é aquele que fornece, pelo menos, 1/3 das calorias do dia, e é rico em fibras, vitaminas e sais minerais.

“Quero perder peso.”
Muitas pessoas pensam que o deixar de tomar o pequeno-almoço, as vai ajudar a perder peso. Mas, surpreendentemente, isto é apenas uma ilusão. Estudos efectuados neste sentido revelaram que a omissão do pequeno-almoço não ajuda a reduzir o peso, antes pelo contrário. É, na verdade, um passo contra esse objectivo, porque aqueles que, por norma, não tomam o pequeno-almoço, acabam por petiscar mais durante o resto do dia.

“Não acho importante!”
Comer um bom pequeno-almoço, faz sentido. Quem gostaria de começar uma viagem sem combustível no seu carro? Assim, porque há-de iniciar o seu dia sem a provisão de energia necessária?
Durante 10 anos, um grupo de cientistas investigou os benefícios do pequeno-almoço. Eles concluíram que um bom pequeno-almoço pode ajudar, tanto crianças como adultos, a...
1. Ficarem menos irritáveis
2. Serem mais eficientes
3. Mais enérgicos
4. E a obterem melhores resultados nos exames.
Como? É simples. Esta refeição fornece uma fonte constante de combustível para o cérebro, que melhora o funcionamento da mente e a capacidade de concentração.
Os estudos ainda revelam que os pequenos-almoços saudáveis estão intimamente relacionados com a diminuição das doenças crónicas, uma melhor saúde e um aumento da longevidade.

Um pequeno-almoço saudável?
Um bom pequeno-almoço é aquele que fornece, pelo menos, 1/3 das calorias do dia, e é rico em fibras, vitaminas e sais minerais.
De certeza que já ouviu o sábio ditado popular: “Coma o pequeno-almoço como um rei, o almoço como um príncipe, e o jantar como um pobre”.
Experimente começar o seu dia com cereais, pão e fruta. São alimentos energéticos – hidratos de carbono – que são facilmente convertidos em glicose, o combustível do corpo. Estes alimentos são, também, ricos em vitaminas e sais minerais, e ricos em fitoquímicos e anti-oxidantes, combatentes de muitas doenças.
Pode perguntar, “Porque não tomar um sumo de laranja e comer um bolo ao pequeno-almoço?” Porque nós precisamos de algo mais substancial, com mais fibra. Os alimentos pobres em fibra, e ainda por cima também ricos em açúcar refinado, libertam rapidamente a glicose, e provocam uma subida súbita dos níveis de açúcar no sangue.
Depois, há uma descida aguda, muitas vezes abaixo dos níveis normais. Daí podem, então, resultar sintomas físicos, como dor de cabeça, falsa sensação de fome, tremor das mãos, distúrbios de visão, e irritabilidade. Não admira que os níveis de energia e eficiência de muitas pessoas sofram uma quebra antes do fim da manhã.
Por outro lado, uma dieta rica em fibra vai prevenir a absorção demasiado rápida do açúcar, proporcionando, à corrente sanguínea, o fornecimento dos nutrientes de uma maneira mais uniforme e constante. Como resultado, tem-se energia constante para toda a manhã.
Vamos comparar alguns alimentos, ricos em fibra, com alimentos refinados:
x Uma laranja = 2,5 gramas de fibra x 1copo de sumo de laranja = 0,5 grama de fibra.
x Uma fatia de pão integral = 2,2 gramas x uma fatia de pão branco = 0,5 gramas.
Seriam necessários mais de 4 fatias de pão branco para obter a quantidade de fibra contida numa fatia de pão integral.
x Uma taça de flocos de aveia = 4 gramas de fibra x uma taça de cornflakes = 0,5 gramas.
Os alimentos vegetais, não refinados, são excelentes fontes de fibra, enquanto os produtos de origem animal, (tais como os ovos, a carne, o peixe, e produtos lácteos) estão completamente desprovidos de fibra.
A fibra faz muito mais do que apenas ajudar a manter a energia mental e física. Ela desempenha um papel importante na:
1. Prevenção e tratamento da prisão de ventre,
2. Controlo do peso,
3. Prevenção das doenças de coração,
4. Protecção contra o cancro e
5. Prevenção e tratamento de diabetes.

Use a sua imaginação! Seja criativo! O pequeno-almoço pode ser composto dos mais nutritivos e variados alimentos disponíveis na época. Um bom pequeno-almoço vai aumentar a sua energia, melhorar a sua saúde e também todas as funções cerebrais – e vai ajudá-lo a controlar o peso. Onde é que pode encontrar uma oferta melhor do que esta?&

Marianne Ferreira
Médica

28.8.13

Refluxos entre o Esófago e o Estômago

CONTEÚDO GÁSTRICO
Entre o estômago e o esófago existem alguns mecanismos anti-refluxo que impedem a subida do líquido gástrico. O elemento principal desses mecanismos é um esfíncter situado na parte inferior do esófago. A dilatação do esfíncter pode ser transitória, principalmente quando o estômago está distendido, ou pode ser permanente. Como resultado, o problema torna-se frequente, principalmente quando a pessoa se inclina ou deita.
A hérnia do hiato, que corresponde à subida permanente ou intermitente da parte alta do estômago até à zona torácica através do orifício do diafragma (o orifício do hiato), está presente com frequência e favorece também o refluxo. Mas é possível ter-se hérnia do hiato sem refluxo, ou refluxo sem hérnia.
Excepto em casos especiais e raros, a hérnia não provoca nenhuma manifestação dolorosa. A dor está exclusivamente ligada à existência do refluxo, a menos que a hérnia do hiato altere os mecanismos anti-refluxo. Mesmo assim, ela não provoca nenhuma outra desordem digestiva, como aumento de peso, flatulência ou digestão lenta.
O refluxo do conteúdo gástrico acontece por episódios, sem provocar vómitos. Está presente em quase toda a população: estima-se que 40% a 50% apresentam um episódio de refluxo pelo menos uma vez por mês. Entre 4% a 10% apresentam refluxo diariamente.
O refluxo é caracterizado por ardores que começam no estômago e se espalham pelo tórax e garganta, às vezes, com gosto ácido na boca. Em 30% dos casos, os refluxos manifestam-se unicamente por sensação de ardores na parte superior do estômago, sem a sensação de subir. Durante muito tempo atribuídos a fenómenos de gastrite, esses ardores estão ligados aos refluxos esofágicos.

Consequências variadas
Quando o refluxo se torna frequente e muito incomodativo, a acidez do líquido que reflui pode dar início a uma inflamação da parte inferior do esófago (esofagite), encontrada em metade dos pacientes que procuram o médico. Uma endoscopia é então efectuada. Não existe paralelismo entre a importância da inflamação e a dos sintomas. Nos casos mais frequentes, essa inflamação é moderada e caracterizada por algumas erosões da parte inferior do esófago.
Nalguns casos, o refluxo é mais grave.
Em certas pessoas, o líquido ácido atinge a região respiratória. Nesse caso, pode desenvolver laringite crónica, dores na faringe, tosse crónica ou agravamento dos problemas de bronquite, asma, etc.. O refluxo pode também ocasionar dores torácicas constritivas, aparentando dor coronária.
A gravidade do desconforto é variável de uma pessoa para outra. Algumas apresentam incómodo intermitente, geralmente favorecido por factores determinados. Destacam-se pressões do dia-a-dia, stresse, uso de café e álcool, aumento de peso, alimentação muito condimentada. Outros pacientes têm um desconforto mais significativo, que dura algumas semanas.
Só um pequeno número de doentes é medicado e apresenta refluxos constantes ao longo de todo o ano. Esses não podem ficar sem os medicamentos. Segundo dados actuais, e apesar de existirem características muito diferentes de pessoa para pessoa, parece que não há nenhum agravamento evidente da patologia no decorrer dos anos. A gravidade do refluxo parece determinada de imediato.
Deve procurar-se um médico, quando os problemas se tornam frequentes e realmente desconfortáveis. Quando acontecem repetidas vezes na mesma semana e, especialmente, quando se é acordado de noite por causa disso. Ou também quando existem sinais de alarme, tais como sensação de bloqueio no momento da deglutição, falta de apetite, alteração do estado geral. O maior sinal é a dificuldade em engolir.
A procura do médico é necessária quando o problema não é resolvido através de medidas higiénicas e dietéticas simples, nem com medicamentos antiácidos.

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O refluxo dos bebés
Entre os recém-nascidos, a existência de refluxo está ligada à falta de maturidade dos mecanismos anti-refluxo. Por isso, o problema geralmente desaparece após os primeiros três meses de vida. Mais do que a acidez do líquido que reflui, o risco de inalação durante as regurgitações é o maior problema nessa fase.
Fique a saber que...
Certas manifestações digestivas, como digestão lenta, flatulência e sensação de peso no momento das refeições, não estão ligadas ao problema do refluxo, mas frequentemente a problemas de funcionamento gástrico como:• Sintomas crónicos persistentes.• Sintomas periódicos benignos desencadeados por medicação.Os principais factores agravantes ou atenuantes são: stresse, alimentação rica em gordura e álcool.
Tratamentos específicos
Os actuais tratamentos médicos restauram os mecanismos anti-refluxo defeituosos. No entanto, podem perfeitamente controlar as consequências ligadas à acidez do conteúdo gástrico. Eles tratam os sintomas fazendo desaparecer a azia, a inflamação do esófago e as manifestações extra-digestivas quando existem.
O único meio disponível para tratar os mecanismos anti-refluxo é a cirurgia, praticada sob a forma de celioscopia. Mas é indicada nos pacientes que não se recuperam com a acção medicamentosa, aproximadamente 5% das pessoas que procuram o médico.
Existem vários tipos de medicamentos contra o refluxo. Os mais comuns são os antiácidos, que neutralizam a acidez do líquido que reflui. Tem acção eficaz sobre a sensação de azia, mas por bem pouco tempo – menos de uma hora. Não podem tratar nem controlar uma eventual inflamação do esófago. Esses medicamentos devem ser tomados no momento da dor e imediatamente após as refeições.

Se sofre de refluxo esofágico:
Evite comer muito.Reduza a ingestão de gorduras. Elas atrasam o esvaziamento do estômago.Não ingira bebidas alcoólicas. Elas estimulam a dor do esófago.Evite alimentos muito doces, salgados ou condimentados.Preste atenção ao vestuário. O cinto apertado, calças e saias apertadas também são factores causadores de refluxo.Evite dormir com almofadas para diminuir os refluxos nocturnos quando eles existirem.Não fume. O tabaco aumenta a secreção ácida do estômago e favorece o refluxo por causa da tosse que o acompanha.
Outros medicamentos, como os procinéticos, reforçam a tonicidade do esfíncter e favorecem o esvaziamento gástrico. E ainda outros reduzem a secreção ácida do estômago: medicamentos anti-secretórios, antagonistas H2 e inibidores da bomba de protões. Esses últimos são, actualmente, os anti-secretórios mais fortes. A sua acção é prolongada por mais de 24 horas. Esses medicamentos devem ser receitados pelo médico.
Apesar dos tratamentos fortes disponíveis, alguns doentes são apenas parcialmente aliviados dos ardores torácicos e da garganta. Essa aparente resistência ao tratamento deve levar a uma revisão do diagnóstico de refluxo ou evocar a possibilidade de esófago “hipersensível”. Nesse caso, os indivíduos são muito incomodados, enquanto que, quantitativamente, apresentam refluxo normal sem inflamação do esófago. Certos exames mais específicos, como o registo da acidez esofágica em 24 horas, podem, então, ajudar a compreender o mecanismo dos sintomas para adaptação do tratamento.
A maior parte dos doentes de refluxo gastroesofágico não vai ao médico porque os sintomas incomodam pouco. Recorrem à automedicação, o que nem sempre é aconselhável. Se o refluxo for pouco frequente, se o desconforto for insignificante e se não apresentar nenhum sinal de alarme, a pessoa deve seguir as medidas de prevenção dietética (veja o quadro).
Se o refluxo persistir ou reincidir com frequência, se incomodar muito e se for difícil avaliar a gravidade da situação, o médico deve ser consultado. Apenas o indivíduo com refluxo pode avaliar a sua gravidade e julgar a necessidade ou não de fazer endoscopia para avaliar a existência, ou não, de esofagite ou hérnia do hiato.

Agnes Bodechon

Colaboradora da nossa congénere Vida e Saúde

27.8.13

UMA CHÁVENA DE ESTIMULANTE

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Levantar-se de manhã e ter uma bebida quente para ingerir é um hábito saudável. Provavelmente, ter-se-á passado um período de 8 a 12 horas desde que se alimentou, e o seu estômago esteve “em jejum” durante esse tempo. Portanto, o seu órgão digestivo merece uma bebida quente, preparando-o para a digestão.
A bebida quente mais famosa em todo o mundo é o café. A maioria dos portugueses limita-se a essa bebida pela manhã, junto com uma carcaça, e assim está feita a primeira refeição do dia.

A descoberta do café
O café foi descoberto indirectamente na Etiópia, através de um pastor de cabras. Quando pastoreava o seu rebanho, perto de uns arbustos de uma planta nativa, o etíope notou uma alteração no comportamento dos animais que se alimentavam das folhas desta planta. Percebeu que as cabras não exigiam tantas paragens quando se alimentavam daquelas folhas e que andavam mais rápido, sem um cansaço aparente.
Comentando esse facto com um religioso muçulmano, o interesse pelas propriedades dessa planta foi despertado, e depressa começaram as experiências com as folhas e os frutos do arbusto. Os monges descobriram um meio de manusear os frutos de forma a serem usados como bebida, e esta tornou-se popular nos mosteiros da região, sendo posteriormente evidenciada a cultura do referido arbusto em mosteiros na Ásia, no ano de 575.
Hoje, sabe-se que o efeito estimulante do café é produzido pela metil-xantina, presente nas folhas e nos frutos do arbusto, sendo a cafeína a substância mais famosa. Os seus efeitos estimulantes são tão populares que ela passou a fazer parte da composição de outras bebidas, como os refrigerantes. Mas a substância também se encontra naturalmente nas folhas de chás (mate e preto), na castanha do cacau (chocolate) e nos frutos do guaraná.

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Raio X do café
Além da cafeína, o café contém cerca de 400 outras substâncias químicas, inclusive pequenas quantidades de vitaminas, minerais, açúcar e tanino. Veja as mais conhecidas:
Cafeína – alcalóide estimulante
Cafeol – óleo volátil, irritante das paredes do estômago
Xantinas – teofilina e teobromina, alcalóides que provocam uma vasodilatação momentânea
Gorduras – cafestol e kahweol, ricas em colesterol (ver o quadro)

A publicidade sobre o café tem explorado o seu efeito estimulante, sugerindo que é uma boa opção antes de ir para a cama com o parceiro. Apesar do estímulo que o café oferece, especialistas em fertilidade afirmam categoricamente que o café (e o chocolate, o guaraná e o chá-mate) deve ser banido da dieta de quem deseja ter filhos. Esta bebida diminui a fertilidade e dificulta o acto de concepção.
O estímulo que o café oferece para a relação sexual pode também comprometer o relaxamento que naturalmente se consegue depois do acto. Como estimulante do sistema nervoso central, a cafeína pode suplantar o efeito relaxante produzido após o orgasmo. O sono também pode ser retardado após a ingestão da bebida, devido aos seus efeitos estimulantes.
Além dos efeitos negativos sobre a fertilidade e sobre a insónia, surgem a irritabilidade, o nervosismo ou a ansiedade, e um grau de dependência, do qual os sintomas mais comuns da síndrome de abstinência são a cefaleia (dor de cabeça), o cansaço e a dificuldade de concentração. Certamente, a metil-xantina presente na cafeína actua contra as substâncias endógenas naturais que o próprio organismo oferece para fazer o corpo relaxar.

Níveis de cafeína (150ml)
missing image fileCafé expresso 125-165 mg
Café descafeinado 1-5 mg
Café preparado por decantação 40-170 mg
Café preparado por gotejamento 60-180 mg
Café solúvel 30-120 mg
Chá preparado 20-110 mg
Chá instantâneo 25-50 mg
Chocolate 2-20 mg
Refrigerantes à base de cola 45 mg
Guaraná (refrigerante – 330 ml) 2-20 mg
Medicamentos analgésicos 30-200 mg
Remédios para resfriados 30-100 mg
Argumentos a favor
Têm surgido novos argumentos a favor do uso do café. Contudo, a cafeína já está classificada como uma droga nos anais farmacêuticos, e já se encontra na composição de muitos medicamentos destinados a melhorar o seu desempenho e antagonizar os efeitos colaterais, induzindo o estado de alerta.
Portanto, vários argumentos para justificar o uso do café têm sido elaborados, mas a boa prática medicamentosa revela que estamos a conviver com o mais popular veículo de uma droga do Planeta. Assim como a cerveja e outras bebidas alcoólicas servem para veicular o etanol, o café é o veículo popular da cafeína.
Há estudos que apresentam o café como a bebida que atrasa a progressão da Doença de Parkinson. Mas, até hoje, não se sabe se o seu livre consumo como bebida atende devidamente às dosagens terapêuticas que a doença exige. Afirmar que o café pode ser tomado em casa pelos pacientes portadores de Parkinson é, no mínimo, uma atitude irresponsável.
Se o café deve ser usado como medicamento, e se os seus efeitos terapêuticos devem ser explorados na Doença de Parkinson, cabe aos trabalhos científicos de investigadores descobrir e validar o uso da cafeína. É da responsabilidade do consumidor avaliar toda essa problemática e concluir se a bebida matinal não é, na realidade, o medicamento matinal, e se, diante das evidências, não seria melhor deixar o hábito de tomar café, aposentando a bebida nas prateleiras dos supermercados e mercearias.
A cafeína pode, realmente, curar a dor de cabeça, mas só nas situações em que a pessoa que já usa o café sente as dores depois da abstinência da bebida. É a dependência da cafeína que faz aparecer os sintomas de irritabilidade, a cefaleia e os tremores. Se ingerir o café, certamente que esses sintomas irão desaparecer.
Já houve quem defendesse que as escolas deviam oferecer café às crianças na sala de aula, a fim de melhorar a concentração. Realmente, um dos efeitos do café é melhorar o estado de alerta das pessoas, pelo estímulo que a cafeína produz no sistema nervoso central. Mas a origem da falta de atenção nas salas de aula não deve ser combatida com um elemento estimulante, e sim com a correcção de hábitos.

A gordura contida no café
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O cafestol e kahweol presentes nos grãos de café elevam o colesterol sérico. Durante a preparação, a água quente remove algumas dessas substâncias gordurosas e elas ficam presentes no líquido não coado. A quantidade de gordura de uma chávena de café, portanto, depende da maneira como ele é preparado. Veja no quadro a quantidade de gorduras (cafestol e kahweol) e o colesterol total presente em cinco chávenas ou 150ml/dia de café.

Modo de prepararKahweol (gordura)CafestolColesterol total
Café sem coar (árabe)3,9mg3,9mg9,65mg
Café coado0,1mg0,1mg0,38mg
Em cafeteira eléctrica (italiano)4,4mg3,5mg8,87mg/dl
Expresso1,4mg1,5mg3,38mg/dl
Filtrado0,1mg0,1mg0,38mg/dl
Instantâneo0,2mg0,2mg0,38mg/dl
Mocha (expresso + leite + chocolate)1,4mg1,1mg2,70mg/dl

Muitas vezes, a criança fica até tarde a ver televisão e chega sonolenta às aulas. Seria mais correcto mandá-la deitar mais cedo. Assim, o seu organismo adaptar-se-ia naturalmente, aumentando a atenção na sala de aula. Os estados patológicos devem ser avaliados separadamente. Se o médico receitar medicamentos com cafeína, será uma decisão terapêutica. Porém, o uso diário e constante na sala de aula pode favorecer o estímulo para drogas mais fortes.
Apregoa-se, também, que o café melhora o desempenho físico, sendo usado, até, por atletas antes das competições. Isto é verdade. Os exames antidoping proíbem a cafeína, mas as doses limites são bem superiores ao que uma ou duas chávenas de café possam oferecer. E é importante lembrar que qualquer substância que venha a estimular de forma induzida um melhor rendimento físico estará a fazer com que o organismo trabalhe acima das suas capacidades naturais.
Sabe-se, hoje, que a cafeína actua sobre o cansaço físico do usuário. Esse sinal que a cafeína irá retardar tornará o exercício intenso, levando a um aumento do ácido láctico no músculo e, posteriormente, no sangue. Enganar o organismo com um café, é intoxicar os músculos e sobrecarregá-los de forma a prejudicar o seu desempenho futuro. Potencializar a actividade muscular, ignorando a fisiologia natural do nosso organismo, é desfavorecer os mecanismos que o próprio corpo estabelece para a sua autopreservação. Ignorando os próprios sinais que o organismo oferece, as lesões musculares poderão ser mais frequentes, por extrapolarem o Limiar Anaeróbico (LA), ou seja, os níveis de remoção do lactato e a velocidade com que é feita no organismo.
Argumenta-se, ainda, que beber café ajuda a emagrecer. O efeito estimulante da bebida melhora o desempenho dos exercícios físicos e, consequentemente, favorece uma maior queima de calorias. Mas, ingerir café e esperar que ele actue como emagrecedor, é pura ilusão. O stresse muscular causado pelo estímulo em excesso poderá levar a efeitos indesejáveis na própria estética da pessoa. Assumir os excessos desse estímulo representa uma fadiga maior, mais desgaste físico e menos disposição quando passa o efeito da bebida.
Uma sessão de exercícios físicos é benéfica a qualquer pessoa. São produzidas substâncias no nosso corpo que irão determinar um melhor repouso, mais bom humor e mais disposição física. O uso de estimulantes irá determinar uma contraposição aos efeitos naturais do organismo.
Como a bebida tem efeito estimulante, o metabolismo é levado a uma aceleração acima do normal, podendo prejudicar os tecidos, como as células epiteliais (pele). Aqueles que gostam de manter a sua boa aparência, podem ganhar tónus muscular com essa táctica, mas perdem a aparência jovial, pelos excessos assumidos. O ácido láctico, quando produzido em situações de fadiga persistente, pode extravasar do músculo para outros tecidos.

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As Contra-indicações
Como qualquer outra droga, a cafeína tem as suas contra-indicações. Um estudo recente confirmou que o café é um factor de risco para a gravidez. Os médicos chegaram a afirmar que o uso da bebida pode provocar aborto espontâneo.
A combinação do vício do café com o do tabaco potencia os efeitos nocivos ao coração. O fumo e a cafeína agem de forma combinada, danificando as artérias e o fluxo sanguíneo. A acção conjunta revelou-se pior do que a soma dos efeitos de cada substância tomada isoladamente.
Se o café tem contra-indicações, como substituí-lo, já que beber algo quente pela manhã é saudável e o hábito deve ser mantido? As alternativas são os chás naturais que não possuem a cafeína (cidreira, erva-doce, de laranja, de maçã, etc.). Há ainda a opção de outras bebidas de grãos torrados, como a cevada e o milho.
O uso do café descafeinado tem-se tornado popular. No entanto, estudos recentes indicam que, no processo de descafeinização, a cafeína é reduzida no seu teor, mas não totalmente eliminada (ver o quadro). As bebidas à base de leite são uma boa opção, mas é bom lembrar que os achocolatados também contêm cafeína.

Como se descafeina o café
missing image file1) Água quente: Imersão dos grãos em água quente, que faz com que diversas substâncias venham à superfície. Dessa água são retiradas as moléculas da cafeína. Os grãos, então, voltam a ser submersos a fim de reabsorverem as substâncias que lhe dão o sabor.
Problema: O processo é pouco higiénico e foi apelidado de “método da água suja”.
2) Água suja aprovada: Os grãos ficam imersos em água saturada por substâncias de café. As moléculas da cafeína são absorvidas porque são menores do que as presentes na água saturada.
Problema: É água suja também, só que aprovada pela fiscalização sanitária.
3) Banho de solventes: Algumas substâncias, como o dióxido de carbono, cloreto de metileno ou etil-acetato ligam-se às moléculas da cafeína, extraindo-as do grão.
Problema: Não se consegue remover totalmente o solvente dos grãos, alterando-lhes o sabor.
Vários produtos já foram usados para tentar descafeinar o café: o diclorometano e o acetato de etila. Ambos foram rejeitados para esse fim, pois descobriu-se que são tóxicos para o ser humano. A partir de 1990, um solvente não tóxico, e mais natural, o fluído supercrítico de dióxido de carbono, passou a ser usado. O processo de extracção é relativamente simples: O gás CO2 supercrítico, sob alta pressão, “lava” os grãos do café, dissolvendo cerca de 99% da cafeína, que é isolada e separada dos grãos.
4) Gás Carbónico: Tem a capacidade de atrair as moléculas da cafeína. O processo acontece numa caldeira de alta pressão.
Problema: É um método muito dispendioso.

Ivair Costa
Bioquímico
S&L