22.7.13

DOENÇA DE ALZHEIMER

SAUDE / S&L SETEMBRO 2008  
Alzheimer
Há muitos anos o meu pai saiu de casa para jantar com uns amigos, mas nunca chegou lá. A nossa família passou uma noite em claro a tentar encontrá-lo ou a alguém que soubesse onde ele se encontrava. Só no dia seguinte é que a minha mãe recebeu um telefonema da polícia de uma cidade a várias horas de distância, dizendo que o meu pai estava em segurança e que a família o podia ir buscar.
E só o conseguimos recuperar devido à bondade do dono de uma estação de serviço. Quando o meu pai parou para abastecer o carro, o dono da estação de serviço reparou que ele não estava bem, tirou-lhe as chaves do carro e encaminhou-o para a polícia. No banco do carro encontrámos uma multa que lhe tinha sido passada nessa noite por guiar em contra-mão na auto-estrada.
Uns anos mais tarde, a ligação da minha mãe com a realidade começou também e esvair-se. Já não se conseguia lembrar de coisas comuns, tais como o dia da semana ou porquê vivia numa comunidade de reformados – embora tivesse sido ela a querer mudar-se para lá.
Como pode constatar, tenho um interesse pessoal em aprender tudo o que puder sobre a Doença de Alzheimer e tentar saber se há esperança na prevenção ou tratamento dela.
Infelizmente, ainda não há uma forma certa de saber quem se tornará, ou não, vítima da doença. Nem mesmo a história familiar é um dado certo para se fazer uma previsão. Mas há esperança para se protelar, tratar, e talvez até escapar-lhe.
Risco Relativo“O que eu digo sempre às famílias”, diz o Dr. Richar Powers, chefe da Divisão de Psiquiatria Geriátrica, do Departamento de Saúde Mental de Tuscaloosa, Estados Unidos da América, “é: o vosso risco relativo está relacionado com o número de familiares que tenham tido a doença, da proximidade da linha sanguínea, e a idade em que se instalou. Vamos dizer que tem uma tia que teve a doença com 82 anos. Bem, o seu risco é levemente mais elevado do que o da população em geral, mas não muito. Por outro lado, digamos que o seu pai começou a sofrer da doença com 49 anos, e o irmão dele com 52 anos. Essa história aumenta realmente o seu risco, mas não quer necessariamente dizer que a vá contrair”.
Há maneiras de melhorar as nossas possibilidades de evitar a Doença de Alzheimer, mesmo que a nossa história familiar seja um tanto desanimadora. Uma delas é manter um estilo de vida saudável. Acredita-se, agora, que o que faz bem ao coração – exercício físico regular, alimentação saudável, gerir o stresse, manter a tensão arterial e o colesterol a níveis recomendáveis – poderá, na verdade, fazer diferença sobre se contraímos ou não Alzheimer ou uma das doenças que a imitam (ver caixa abaixo).
“Existem algumas coisas que é aconselhado fazer à medida que se vai envelhecendo”, diz o Dr. Powers. “Primeiro, todos os estudos que foram feitos sobre a tensão arterial elevada demonstraram que há um relacionamento entre o tratamento deficiente ou a falta de tratamento da hipertensão, com a demência. É provável que tenha origem no facto de que os pequeninos vasos sanguíneos do cérebro são agredidos quando se tem hipertensão.
“Por isso, a primeira coisa que se deve fazer para poupar o seu cérebro, é poupar os vasos sanguíneos”, diz ele. “Pode-se fazer isso controlando a tensão arterial elevada. A mesma coisa para a doença cardíaca e cardiovascular, que estão, muitas vezes, ligadas à hipertensão. Tem de se cuidar bem do coração.”
Mente e CorpoO exercício físico também é importante.
“Os estudos mostram, por exemplo, que andar 30 minutos por dia reduz substancialmente o risco de hospitalização devido a doenças cardíacas, quando se tem mais de 65 anos. Por isso, faça exercício regularmente para controlar a hipertensão. Se o seu médico lhe disser que tem batimentos cardíacos irregulares (fibrilação auricular) e o aconselhar a tomar um medicamento, tome-o.”
O Dr. Powers acrescenta: “Conforme a pessoa envelhece, o seu repertório intelectual parece ficar simplificado, e isso não é bom. O que realmente se deve fazer é manter o cérebro tonificado, exercitando-o. Fazer coisas novas. Começar um novo passatempo. Aprender uma língua.”
Ele aconselha os seniores a comprarem um computador. “É como se fosse uma língua nova. Abre um mundo totalmente novo. Se acabar por não poder sair de casa, nunca ficará isolado, nunca se ficará isolado se se estiver online.”
TENHA CUIDADO COM AS DOENÇAS QUE IMITAM A DOENÇA DE ALZHEIMER
• Demência de multi-enfarte: Pode ser causada por uma série de enfartes dentro do cérebro que são tão pequenos que a pessoa que os teve pode não ter dado por qualquer mudança. No entanto, eles destroem o tecido cerebral e danificam as funções intelectuais e de memória.• Depressão: Por vezes parece-se com a Alzheimer por causar perdas de memória, prejudicar as funções mentais e criar confusão.• Doença de Pick: Causa mudanças de personalidade e é relativamente rara.• Doença de Huntington: É uma doença genética que normalmente se desenvolve entre os 30 e os 50 anos, embora possa começar mais tarde. Os sintomas incluem lapsos de memória a curto prazo, depressão, movimentos musculares descontrolados, cambalear e falta de controlo da fala, etc..

Fazer palavras cruzadas também pode ser útil, diz ele. “Não é uma apólice de seguros, mas penso que é uma forma de estímulo intelectual. Eu sei que a minha mãe, que tem 90 anos, faz palavras cruzadas todos os dias, e ela está muito lúcida.”
A leitura também pode ajudar. “Penso que quanto mais se estimular o cérebro, melhor, e a leitura estimula-o.” Ele continua a dizer que estudos mais recentes sugerem que é provável que as pessoas que, durante toda a vida tiveram estímulos intelectuais, têm menor risco de demência.
Os relacionamentos chegados também nos mantêm mentalmente estimulados, sejam eles com membros da família, amigos, ou outras pessoas de cuja companhia gostamos.

Lento mas Contínuo
A actividade física é importante, mas não deve ser vigorosa. “Andar regularmente quando se tem 70 anos ou mais, pode ajudar a mente a manter-se lúcida e longe da Doença de Alzheimer, segundo investigações recentes que sugerem que o que é bom para o coração também é bom para o cérebro”, escreve Lindsey Tanner num artigo para a Associated Press, publicado em Setembro de 2004. “Um estudo, envolvendo 2257 homens reformados com idade entre os 71 e os 93, chegou à conclusão de que aqueles que andavam menos de 400 metros por dia tinham quase o dobro das probabilidades de desenvolver Alzheimer ou outras formas de demência, do que aqueles que andavam mais do que dois quilómetros por dia.
“Um estudo com 16 466 enfermeiras com idades compreendidas entre os 70 e os 81 anos chegou à conclusão que mesmo aquelas que faziam um passeio de uma hora e meia por semana tinham melhores resultados nos testes de funcionamento cerebral do que as mulheres menos activas.”
Embora a perda de memória seja associada à Alzheimer, pode também ser um subproduto da idade, e não necessariamente uma indicação da doença. No Los Angeles Times, Benedict Carey escreve: “Começando por volta dos 28 anos, os pontos que conseguimos nos nossos testes de memória declinam continuamente, dizem os investigadores; quando chegamos aos 55 anos, a nossa capacidade de associar nomes a rostos ou memorizar números de telefone já diminuiu cerca de 20%.”
Por outro lado, continua ele – e isso é animador – “quando estimulados da maneira correcta, os cérebros de qualquer idade podem fazer nascer células e arranjar outras vias de acesso para arquivar qualquer informação nova.”
Se está preocupado com a possibilidade de ter Doença de Alzheimer, faça um teste de memória, mesmo que seja apenas para ficar com a consciência tranquila. Fale com o seu médico de família e se ele vir que há alguma possibilidade, enviá-lo-á a um especialista, que lhe fará os testes de avaliação.
A Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer é uma IPSS que apoia os seus associados de diversas formas. O recibo dos donativos que quiser enviar poderão, portanto, ser deduzidos do seu IRS. Para obter mais informações, vale a pena ver o seu site: www.alzheimerportugal.orgDamos, abaixo, os endereços dos vários Núcleos da APFADA:
SEDEAv. de Ceuta-Norte, Lt. 1 – Loja 1 e 2Qta do Loureiro1350-410 LISBOATelf.: 21 361 04 60-8Fax: 21 361 04 69e-mail: geral@alzheimerportugal.org
DELEGAÇÃO NORTER. Barão do Corvo, 1814430-039 VILA NOVA DE GAIATelef.: 22 606 68 63e-mail: apfadaporto@sapo.pt
DELEGAÇÃO CENTROCentro de Saúde de Pombal3100-000 POMBALTelef.: 236 20 09 70Fax: 236 20 09 71e-mail: chfadm1@cspombal.srsleiria.min-saude.pt
DELEGAÇÃO DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRAAv. do Colégio MilitarComplexo Habitacional da Nazaréc/v do Bloco 21 Sala E9000-135 FUNCHALTelef.: 291 77 20 21e-mail: alzheimerfx@netmadeira.com
NÚCLEO DO RIBATEJOR. Dionísio Saraiva, Lt 1 - 1º2080-104 ALMEIRIMTelf.: 243 59 41 36 / Fax: 243 59 41 37e-mail: carla.apfada@netcabo.pt
NÚCLEO DE AVEIROSanta Casa da Misericórdia de AveiroComplexo Social da Quinta da MoitaOliveirinha3810 AVEIROTelf.: 234 94 04 80
 
NÚCLEO DE ELVASAna Paula RibeiroTelemóvel: 96 858 33 38 (14h-20h)e-mail:apfadaelvas@hotmail.com
 
 
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Sinais e Sintomas
Alguns dos sintomas de Alzheimer, além da perda de memória, diz Hall, incluem “ficar confuso sobre o tempo e espaço – por exemplo, talvez perder-se enquanto procura a sua casa. Outra é sentir mudanças irregulares de humor ou comportamento, sentindo ira ou depressão, ficando, por vezes, agitado.
mulher_2960907.jpg“Outro sinal poderá ser ter problemas com tarefas rotineiras – apertar uma camisa ou outras actividades diárias – ter dificuldade em comunicar, esquecer palavras comuns, usar as palavras erradas, experimentando mudanças de personalidade como sentir medo ou suspeita, e falta de senso comum, como usar roupas impróprias para a estação.
“A parte interessante é que quando falamos com as famílias sobre estas coisas, elas dizem: ‘Sabe, eu não sabia o que estava a acontecer, mas isso é verdade.’
“Os tratamentos que estão disponíveis para a doença de Alzheimer”, diz ele, “parecem ser eficazes para adiar a progressão dos sintomas durante uns anos”. “Mas”, acrescenta, “as pessoas não sabem, muitas vezes, que há um tratamento e que há esperança”.
“Um dos problemas com a doença de Alzheimer”, continua Hall, “é que não segue um padrão certo. Algumas pessoas ficam agitadas, enquanto outras ficam dóceis. Algumas ficam hiperactivas, e outras vagueiam”.
Quem cuida de doentes de Alzheimer precisa de saber que há ajuda disponível. “As famílias e os indivíduos não podem fazê-lo sozinhos”, diz Hall. “Há recursos locais e profissionais especializados neste campo, que já viveram esta situação 24 horas por dia. Saber o que está a acontecer”, diz ele, “torna o assunto menos frustrante”.
Cuidando de Quem Cuida
Quem cuida precisa de ser ensinado a cuidar convenientemente, e os grupos de apoio têm um papel vital. Nos grupos de apoios aprende-se com aqueles que estão a experimentar – e a lidar – com a mesma situação que temos de enfrentar. Por vezes, só o facto de sabermos que não estamos sós é suficiente para nos fazer chorar de alívio.
Hall acentua que os que cuidam precisam de cuidar muito bem de si mesmos. “Os estudos mostram que os que cuidam de si mesmos fazem um trabalho de melhor qualidade para com os seus queridos de quem cuidam. Por isso, é importante sair, ter espaço mental. É importante arranjar alguém que ajude para que possa ter algumas horas para ir a um cabeleireiro ou até para levar o carro a lavar... ou outra coisa qualquer. Se há alguma coisa, nesta doença, que me deixa espantado, é o ponto a que as pessoas chegam para cuidarem daqueles que amam.”
Tempo para si, não é um luxo; é uma necessidade. Se tivermos tempo para nós próprios, o nosso ente querido irá beneficiar disso tanto como nós.
Há muitas vítimas da doença de Alzheimer. Com a compreensão e o treino adequados, o impacto da doença sobre todos os envolvidos poderá ser minimizado.
ACÇÃO DE FORMAÇÃOA Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer vai realizar, na sua Sede, em Lisboa, uma Acção de Formação para Cuidadores Informais, destinada aos familiares de Doentes de Alzheimer. Esta Acção de Formação terá lugar de 16 a 24 de Setembro, estando as inscrições abertas até essa data, sujeitas às vagas existentes. O valor da inscrição é de €20 para associados e de €30 para não associados. Qualquer informação sobre este assunto poderá ser obtida junto de Ana Margarida Cavaleiro – Telef.: 21 361 04 63 / Telm.: 93 410 29 18 / e-mail: ana.m.cavaleiro@alzheimerportugal.org.
 
Peggy Rynk
Jornalista especializada em assuntos de saúde

21.7.13

O QUE SE SABE SOBRE O MOLHO DE SOJA


shutterstock_9759778.jpg“O que se sabe sobre o molho de soja Shoyu?”
A soja é considerada um alimento de alto valor nutritivo. Ela pode ser utilizada em diversas formas: grão, farinha, queijo (tofu) e leite. Outra forma de ser bem aproveitada é como molho. A partir da sua fermentação é que se originou o molho shoyu. Na elaboração tradicional do shoyu, a soja era cozida e o trigo torrado, sendo levemente esmagado. Em seguida, os dois eram misturados para receber o fermento. Os ingredientes fermentavam durante três dias, sendo revolvidos sempre que a temperatura da massa chegava aos 40°C. No fim, eram acrescentados sal e água, e então a mistura ia para um tanque, descansando cerca de um ano até ser filtrada, pasteurizada e embalada. Atualmente, o shoyu é fabricado a partir da hidrólise, que separa os aminoácidos da soja, a que se acrescentam caramelo e aromatizantes. Mas, mesmo nesse processo mais prático, para obter o molho shoyu, leva-se cerca de uma semana. O shoyu contém proteínas, vitaminas do complexo B e enzimas, devido ao processo de levedação. Mas também leva, na sua composição, uma grande quantidade de sódio (sal). Em cada 100ml de shoyu, há 2000mg de sódio, ou seja, 1/3 da recomendação diária de sódio, segundo a OMS. Por isso, o shoyu deve ser consumido com moderação.
Esther Huerta de Castro
Nutricionista
COMPORTAMENTO

A Internet não ajuda a dormir

Ir para a cama e adormecer normalmente, mas acordar de repente e ficar de olhos abertos no decorrer da noite, correndo o risco de voltar a adormecer só passadas algumas horas, é um distúrbio provocado pelo excesso de tecnologia. Os especialistas definem esta situação como “semi-sonia”, uma parente próxima da insónia, e portadora de consequências negativas para a saúde física e psíquica. Segundo os especialistas, esta síndrome do sono interrompido é descrita, hoje em dia, como uma verdadeira epidemia. Parece que este fenómeno é sustentado pela exposição excessiva à tecnologia, que, através dos tablets e dos smartphones, está sempre ligada à Internet, com o tempo passado nos e-mails e nas atividades das redes sociais. Na Grã-Bretanha, nasceu a figura do “conselheiro do sono”, para contrariar esta forma de dependência e regularizar o sono.A primeira regra ensinada é “reconhecer o problema”. Nerina Ramlakhan, conselheira do sono no Hospital Capio Nightingale, em Londres, e autora do livro Tired But Wired (Cansados mas ligados) é uma das vozes protagonistas de um serviço que o Daily Mail dedica à semi-sonia.A Dra. Ramlakhan inventou uma definição ad hoc para esta perturbação – “Sono borbulhante”. “Não é realmente uma definição científica" – sublinha ela – "mas os meus doentes sabem o que quero dizer: estão a dormir, mas, na realidade, não repousam porque o seu cérebro está hiperativo, demasiado cheio de informação”. Com esta afirmação está de acordo Jean Gomes, presidente do The Energy Project (Projeto Energia), que atua para ajudar as pessoas a vencerem o cansaço: “Passámos cinco anos à procura das causas da semi-sonia, estudando trinta mil doentes que sofriam do problema, e chegámos à conclusão de que a tecnologia é, provavelmente, a causa principal. Hoje, nos momentos teoricamente dedicados ao relaxamento, fazemos compras online, twitamos, postamos no Facebook, com o resultado de que o nosso cérebro está perenemente ligado. E quando vamos dormir, começam os problemas.”
Pietro Lasalvia
Cirurgião e Psicoterapeuta

STRESS E CORAÇÃO

   CARDIOLOGIA / S&L MAIO 2013
O stresse existe, no dia-a-dia, na nossa vida. O corpo humano está preparado para reagir de forma instantânea a situações de stresse que surgem de momento a momento, e conseguir combatê-las ou aguentá-las. Perante uma ameaça (por exemplo, imagine que o seu filho cai e vê sangue a escorrer-lhe da cabeça, ou que vai a conduzir e o carro lhe foge da mão), o coração começa imediatamente a bater forte, a respiração fica mais profunda e rápida, os músculos ficam tensos, a tensão arterial aumenta, o nível de açúcar sobe no sangue, processos estes que fazem com que a pessoa fique com mais energia e força para reagir a essa ameaça.O problema é quando somos confrontados com um grande número de exigências e somos expostos constantemente a situações de ameaça, das quais não há hipótese de escapar. Nesse caso, o nosso corpo é repetidamente estimulado, ficamos tensos e com stresse. Ficamos irritados, ansiosos, com dificuldades de concentração, com insónias, dores de cabeça, dores de costas, dores de estômago, tremores e palpitações, etc..Exemplos de situações de stresse no dia-a-dia: • Conflitos frequentes no emprego.• Dificuldades financeiras.• Problemas de relacionamento com filhos, companheiro e outros familiares. • Filas de trânsito, atrasos nos transportes públicos. • Perda de alguém próximo.• Doenças graves e/ou prolongadas.As manifestações fisiológicas de resposta ao stresse variam de pessoa para pessoa, sendo que, por exemplo, a uns afeta mais o estômago e a outros o coração.
Manifestações Cardiovasculares do StresseComo já referido, perante uma situação de stresse agudo há aumento da frequência cardíaca e da tensão arterial.O nosso cérebro, perante a perceção de uma situação de stresse, transmite ordens imediatas de resposta, através da estimulação do sistema nervoso simpático. Este atua diretamente no coração e nos vasos sanguíneos, mas, ao mesmo tempo, estimula a libertação de adrenalina e noradrenalina pelas glândulas suprarrenais. Estas são as principais hormonas do stresse, responsáveis pela resposta aditiva de aumento da frequência cardíaca e de tensão arterial.Se não existisse este mecanismo de resposta, nunca conseguiríamos ter força para superar determinadas situações, ficaríamos impotentes e imediatamente exaustos.De uma forma geral, estas respostas são moderadas, o coração começa a bater mais depressa (aumenta a frequência cardíaca) e há algum grau de subida da tensão arterial, o que permite que os nossos músculos e todos os órgãos em geral fiquem mais irrigados e oxigenados, logo tenham mais força e maior capacidade de resposta para reagir à situação de stresse. De uma forma geral, este processo não tem consequências indesejáveis para a saúde. Finda a situação de stresse, tudo volta ao normal.Em situações de grande stresse ou de stresse persistente, podem surgir complicações mais ou menos graves, principalmente se já há alguma doença cardíaca ou cardiovascular de base ou se existem outros fatores de risco de doenças cardiovasculares.Os principais fatores de risco de doença cardiovascular são a hipertensão arterial, a diabetes, a dislipidemia (colesterol elevado associado ou não a triglicéridos elevados), obesidade, sedentarismo, ácido úrico elevado, tabagismo.
shutterstock_53360200.jpgComplicações cardiovasculares mais frequentes:Crise HipertensivaA subida da tensão arterial, que, como já referimos, numa situação de stresse é, geralmente, moderada, pode ser, no entanto, exagerada e até muito grave. Nestes casos, surgem, por norma, sintomas como dores de cabeça, enxaquecas, tonturas, mal-estar geral, náuseas, vómitos.Os doentes já previamente hipertensos, principalmente se mal controlados, são os que têm maior propensão para crises hipertensivas graves. De notar que todos nós, mesmo as pessoas com tensão arterial geralmente baixa, podemos desencadear uma crise hipertensiva em situações de stresse agudo. Neste caso, uma vez resolvida a situação, tudo volta ao seu normal e as pessoas não devem ser consideradas hipertensas.Uma crise hipertensiva pode ainda dar origem a outras complicações muito graves, como o enfarte do miocárdio, o acidente vascular cerebral (AVC), a insuficiência cardíaca aguda, arritmias, coma por encefalopatia hipertensiva.
Enfarte Agudo do MiocárdioO enfarte agudo do miocárdio é, geralmente, o resultado final do entupimento de uma artéria coronária, que já estava parcial ou quase totalmente obstruída por uma placa aterosclerótica.
Esta placa, constituída por depósitos de colesterol e de fibrina, foi-se formando ao longo de anos, e crescendo lentamente e de forma silenciosa, sem o doente sentir qualquer problema.
A razão por que se formam estas placas ainda não está totalmente esclarecida, embora se saiba que existem mais em pessoas que têm os chamados fatores de risco de doença cardiovascular já mencionados (a hipertensão arterial, a diabetes, a dislipidemia – colesterol elevado –, o tabagismo, a obesidade).
shutterstock_84539854.jpgNuma situação de stresse agudo, a placa aterosclerótica, independentemente do seu tamanho, pode sofrer um processo de inflamação e rotura. Ao romper-se (a placa é como uma ferida), o corpo defende-se e tapa-a através da formação de um trombo (um coágulo, rolhão ou crosta). É este trombo que entope, então, de forma súbita, toda a artéria coronária e que vai ser responsável pelo enfarte agudo do miocárdio.Por outro lado, o próprio stresse contrai os vasos e faz com que as artérias coronárias sofram um processo de espasmo. Mesmo sem haver rotura da placa, o espasmo intenso e prolongado numa artéria que já está parcialmente entupida pode originar um enfarte do miocárdio. O papel do stresse na fisiopatogenia do enfarte é de tal maneira importante que existem enfartes sem que haja placas de aterosclerose por detrás do processo, sendo apenas o espasmo das artérias o único fator desencadeante da situação.Quando alguém está a ter um enfarte do miocárdio tem, normalmente, uma dor intensa no peito, difusa, que, por norma, é sentida como uma pressão, um aperto ou um peso e que vem do interior do tórax. A dor quase nunca é localizada (não é uma picada local, nem uma dor que se consegue apontar com o dedo), mas o doente aponta com a mão aberta fazendo-nos perceber que é uma dor mais abrangente, e pode estender-se ao braço esquerdo, aos ombros, a ambos os braços, ao pescoço e às costas. Também pode ser uma dor em cinturão (como se um cinto apertasse todo o tórax) ou uma dor mais semelhante à dor de estômago. Existem outros sintomas geralmente associados, como o mal-estar, náuseas e vómitos, suores, que podem ser frios, e palidez ou falta de ar.Se sentir algo assim, não fique à espera, controle-se, chame por socorro (ligue para o 112) ou dirija-se à Urgência mais próxima, pois pode estar a ter um enfarte do miocárdio. Enquanto aguarda, sente-se ou deite-se e encontre a posição mais confortável. Se tiver à mão uma Aspirina, tome-a logo, com pouca água, pois é um medicamento que, ao diluir o sangue, ajuda a desfazer o trombo e faz parte do tratamento que lhe vão dar no hospital. Informe o médico de que já a tomou e qual a dose.O enfarte agudo do miocárdio, quando tratado nas primeiras duas horas, pode ser totalmente resolvido, a artéria obstruída pode ser revascularizada através de um cateterismo urgente e o coração ficar sem qualquer sequela. Após este período, existem outros tratamentos e, nalguns casos, também se pode fazer cateterismo, mas a taxa de sucesso não é tão elevada. O mais frequente neste caso é ficar uma cicatriz mais ou menos extensa, uma parte do coração que deixa definitivamente de funcionar. Por isso, é muito importante que a população esteja alertada para os sintomas e que o doente se dirija o mais urgentemente possível ao hospital, aconselhando-se a que ligue imediatamente para o 112.
Acidente Vascular CerebralO acidente vascular cerebral (AVC) pode ser de origem isquémica, embólica ou hemorrágica, sendo quase sempre uma situação trágica pelo grau de incapacidade que deixa ao doente e pela “carga” exercida sobre as famílias.O AVC isquémico é o mais frequente, surge mais nos idosos, sendo a sua fisiopatogenia semelhante ao do enfarte agudo do miocárdio, tendo por base uma placa aterosclerótica.shutterstock_69255973.jpgO AVC hemorrágico, a não ser em casos raros em que existem malformações, é geralmente o desfecho catastrófico de uma crise hipertensiva muito grave, estando associado a uma mortalidade elevada.Já o AVC embólico é resultante de um trombo que se soltou de outro lugar na circulação corporal. A sua relação com o stresse é menor, embora possa haver uma relação indireta, caso o stresse tenha desencadeado uma arritmia cardíaca.O AVC é uma doença que assusta, pois todos sabemos as graves sequelas que daí podem surgir. Desde simples dormência de um braço ou perna de que se recupera totalmente, até à dependência total de terceiros para o resto da vida, pode surgir uma panóplia de sintomas e consequências mais ou menos graves. Assim, o doente pode ficar com paralisia de uma perna ou braço, paralisia extensa de uma metade do corpo, perda parcial ou total da fala, da visão, da capacidade de conhecimento ou de comunicação com terceiros.Quando alguém tem um AVC, os sintomas surgem de forma relativamente súbita, mas também podem surgir progressivamente. O doente pode começar a ficar maldisposto, pode ficar desorientado (não saber onde está ou o que ia fazer), pode começar a articular mal as palavras, a ter dormência na face, dormência numa mão ou perna, começar a ver duas imagens ou imagens desfocadas. Se sentir estes sintomas ou notar isto num familiar, principalmente se já não estiver em idade jovem, chame o 112 ou dirija-se imediatamente ao hospital, pois pode estar a iniciar um AVC.À semelhança do enfarte do miocárdio, o AVC, quando tratado nas primeiras três horas, pode ser totalmente resolvido, a artéria obstruída revascularizada por cateterismo e a situação pode ser ultrapassada sem sequelas. A indicação para cateterismo no AVC é mais restrita do que no enfarte do miocárdio, mas só se o doente chegar rapidamente ao hospital é que esta possibilidade de tratamento pode ser colocada. De qualquer forma, à semelhança do enfarte, deve também tomar Aspirina, enquanto aguarda, e informar depois o médico.
Arritmias CardíacasO coração é comandado por uma bateria endógena, um “gerador” que é o nódulo sinusal, que está localizado na aurícula direita. Ele liberta estímulos elétricos regulares e repetidos, a uma frequência de 60-80/minuto. São estes estímulos que, uma vez espalhados por todo o coração, fazem o músculo cardíaco contrair e bombear o sangue para a circulação.Apesar do nódulo sinusal comandar de forma autónoma o ritmo cardíaco, ele sofre influência do nosso sistema nervoso, que o estimula através do sistema simpático e o inibe através do sistema parassimpático. Isto permite que o ritmo do coração se adapte rapidamente e que este trabalhe mais ou menos depressa, consoante as necessidades do corpo. A estimulação excessiva do coração pode induzir o aparecimento de arritmias. Estas arritmias são resultantes da estimulação do sistema nervoso simpático, que aumenta por si só a frequência cardíaca, mas também liberta adrenalina e noradrenalida, hormonas pró-arrítmicas.As arritmias mais frequentes relacionadas com o stresse são a taquicardia sinusal, a taquicardia supraventricular, a fibrilhação auricular e as extrassístoles, que podem ser supraventriculares ou ventriculares.
coracao_88288756.jpg?Taquicardia SinusalÉ definida como ritmo sinusal maior do que 100/minuto. É a arritmia mais frequente de resposta ao stresse, resultante apenas de um ritmo cardíaco elevado. Neste caso, só sentimos o coração a bater rapidamente, sem maiores consequências. Se a situação for prolongada, pode haver algum mal-estar e sensação ligeira de dificuldade em respirar. No caso de haver já uma doença cardíaca, a taquicardia persistente pode desencadear ou agravar uma insuficiência cardíaca.
?ExtrassístolesA adrenalina e a noradrenalina são hormonas altamente arritmogénicas, estimulando o coração e fazendo com que surjam estímulos elétricos de outros locais do coração, aurículas e ventrículos.As extrassístoles supraventriculares (originadas nas aurículas) são extremamente frequentes em situações de stresse, podendo ser isoladas ou surgir em grupos ou salvas.São sentidas geralmente como palpitações, como “falhas”, como “trambolhões”, “baques”, isto referindo algumas das expressões que ouvimos dos doentes.São situações benignas, que não preocupam o médico, pois não originam consequências de maior. São apenas incómodas para o doente.
?Taquicardia Paroxística SupraventricularA taquicardia paroxística é uma arritmia já mais séria, pois, apesar de benigna, pode ser prolongada e muito incómoda e durar vários minutos ou mesmo horas. É resultante de as aurículas entrarem em “curto-circuito”. Neste caso, surge uma taquicardia rápida (150-200/minuto), de início súbito, mais sintomática, e o doente sente que o coração “disparou” e ficou assim, não conseguindo voltar ao seu ritmo normal. É geralmente uma taquicardia que também para de forma súbita, razão por que se chama paroxística.De notar que este tipo de disritmia pode não estar associado ao stresse, ser recorrente e sem fator desencadeante, o que é comum em pessoas mais jovens, tendo, neste caso, outra causa, podendo haver anomalias congénitas do tecido de condução. É geralmente uma situação benigna, mas convém o doente saber que existem alguns truques de que se pode socorrer e que, muitas vezes, resultam sem o doente ter de ir parar ao hospital. Assim, deve inspirar o mais fundo que puder e aguentar o máximo de tempo que conseguir; pode, nesse caso, até fazer força para deitar o ar fora mas sem o deixar sair (bloquear a garganta); pode tentar o inverso, ou seja, deitar o ar todo fora e aguentar o máximo de tempo possível, e pode ainda deitar água fria para os olhos abertos. Se isto não resultar, então dirija-se a uma Urgência.
?Fibrilhação AuricularA fibrilhação auricular é um dos tipos de arritmia mais frequente, principalmente nas idades mais avançadas. No idoso é, frequentemente, resultante de uma doença cardíaca já existente, mas também pode surgir isoladamente devido às alterações do coração, que acompanham a idade.O coração envelhece, à semelhança de todos os nossos órgãos, pois não é só a pele que fica com rugas, nem só o cabelo que fica branco. Todos os nossos órgãos sofrem alterações próprias da idade, que consideramos “normais para a idade”, mas que estão lá. É normal um “velhote” ter cabelo branco, não? Não ficamos admirados, é “normal para a idade”!Também o coração sofre alterações normais ao longo da idade: as válvulas ficam mais rijas, com fibrose e, por vezes, um pouco calcificadas, o músculo cardíaco menos flexível e menos distensível, as aurículas mais dilatadas, as artérias menos elásticas e mais rijas, etc.. Mas tudo funciona razoavelmente, está dentro do padrão da normalidade para a idade.Acontece que, quando as aurículas se dilatam, dado que a nossa bateria endógena está na aurícula direita, esta pode deixar de funcionar bem. As aurículas podem começar a disparar estímulos elétricos não só daqui, mas de todo o sítio, e toda a aurícula se torna “numa bateria” e dispara estímulos elétricos ao mesmo tempo e de todo o lado – é a fibrilhação auricular.Esta é uma arritmia total, em que não há dois batimentos seguidos regulares, em que a frequência cardíaca pode ser muito elevada. O nosso coração é uma máquina com muitos mecanismos de defesa, e procura controlar esse ritmo bloqueando o seu acesso aos ventrículos (que são a grande bomba do coração), conseguindo que, apesar da arritmia existente, o ritmo cardíaco final seja mais lento. Quando este controlo não é perfeito, a frequência cardíaca é elevada (pode ser entre 150-200/min) e o doente sente-se mal.Como, ainda por cima, é uma arritmia do idoso, tendo geralmente por trás já uma doença, o doente tende a tolerar muito mal esta situação, ficando muito cansado, com falta de ar perante esforços mínimos, podendo mesmo entrar em insuficiência cardíaca. Neste caso, pode precisar de medicamentos que ajudem a controlar a frequência cardíaca, além dos outros problemas associados, pelo que deve recorrer ao médico.O maior problema da fibrilhação auricular para o médico não é propriamente o seu controlo, mas são as suas consequências. Como se trata de uma arritmia total, o sangue deixa de circular dentro do próprio coração com uma cadência ritmada e perfeita, passando a andar aos círculos dentro das próprias aurículas dilatadas. Tendem a formar-se, assim, pequeninos trombos, geralmente microtrombos, mas que, ao entrarem na circulação, dão origem a embolias. O doente pode ter um AVC (é o AVC cardioembólico, que não se trata com cateterismo, mas com anticoagulantes), uma embolia pulmonar ou uma embolia periférica para um dos membros. Este é o maior receio do médico perante um doente que tem uma fibrilhação auricular, o de que o doente venha a ter um fenómeno embólico. Um doente que tem uma fibrilhação auricular, principalmente se esta for crónica, tem de tomar anticoagulantes em doses eficazes e para o resto da vida.A fibrilhação auricular, principalmente em pessoas jovens, pode também ser resultante apenas de uma situação de stresse intenso ou agudo; mas, como arritmia apenas, provocada pelo stresse, sem que exista uma doença cardíaca de base, é relativamente rara. Pode ainda ter outras causas não orgânicas, como ingestão marcada de álcool, ou pode surgir no contexto de outras doenças agudas não cardíacas, como situações infeciosas com febre ou doenças da tiroide.Perante estes quadros, é aconselhável que evitemos, na medida do possível, as situações de stresse prolongado. Ao mesmo tempo, devemos procurar seguir um estilo de vida não sedentário, praticar exercício físico de forma regular, ter uma alimentação saudável e isenta de gorduras saturadas, de sal e de açúcar em excesso, e eliminar as substâncias aditivas (café, álcool, tabaco).A formação de novos hábitos de vida pode exigir algum esforço e perseverança, mas vale a pena. Ganha a sua saúde, prezado Leitor, mas ganha, também, a sua qualidade de vida.
Madalena Carvalho
Cardiologista

10 Fatores de risco para um AVC

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10 Fatores de risco para um AVCUm estudo internacional descobriu que os seguintes 10 fatores são responsáveis por 90% de todos os riscos de sofrer um AVC:1. Hipertensão arterial2. Fumar3. Sedentarismo4. Proporção entre a cintura e a anca (obesidade abdominal)5. Má alimentação6. Níveis de gordura no sangue7. Diabetes8. Ingestão de álcool9. Stresse e depressão10. Problemas cardíacosA boa notícia é que muitos dos fatores de risco são controláveis, ao fazer escolhas de estilo de vida positivas.
:: Estudo Interstroke/S&L

Asma em adolescentes
Há uma taxa mais elevada de asma em adolescentes cujas mães eram obesas já antes de engravidarem. Um estudo sugere que isso pode ser devido a que o excesso de peso durante a gravidez interfere com o desenvolvimento fetal normal. Os adolescentes tinham mais 30% de probabilidades de ter sintomas respiratórios do tipo asma, como ter chieira ao respirar, se as mães tivessem sido obesas ou tivessem excesso de peso durante a gravidez. Os adolescentes cujas mães eram as mais pesadas tinham mais 47% de probabilidades de ter dificuldades respiratórias graves.
:: Journal of Epidemiology and Community Health/S&L
O seu cérebro gosta de se queixar?
As palavras negativas reorientam realmente o nosso cérebro, estimulando áreas associadas com perceções e funções cognitivas, segundo um estudo em que se usou a Ressonância Magnética. Assim, a constante exposição a queixas (nossas ou alheias) reforçará o pensamento e o comportamento negativos. Quer treinar o seu cérebro para ser mais positivo? Faça um esforço consciente para limitar as suas queixas e o tempo que passa com os queixosos crónicos. Controle a forma como interpreta as situações, e descubra outras maneiras de reagir, sem usar queixas.
:: Behavioral Brain Research/S&L

COMO SOBREVIVER A UM ATAQUE CARDÍACO QUANDO ESTIVER SOZINHO.

Como muitas pessoas estão sozinhas quando sofrem um ataque card...íaco, sem ajuda, a pessoa cujo coração está batendo indevidamente e que começa a se sentir fraco, tem apenas cerca de 10 segundos antes de perder a consciência.

No entanto, essas vítimas podem ajudar a si mesmos tossindo repetidamente e vigorosamente. Uma respiração profunda deve ser efetuada antes de cada tosse, e a tosse deve ser profunda e vigorosa, prolongada como se produzida no interior do tórax.

A respiração e a tosse devem ser repetidas a cada dois segundos, sem parar, até que a ajuda chegue, ou até que sinta que o coração está batendo normalmente.

Respirações profundas obtém oxigênio para os pulmões e os movimentos de tosse pressionam o coração e mantém o sangue circulante. A pressão de compressão sobre o coração também ajuda a recuperar o ritmo normal. Desta forma, vítimas de ataque cardíaco podem chegar a um hospital. Diga a muitas outras pessoas sobre isso. Isso pode salvar suas vidas!

Um cardiologista diz que se todos que receberem este e-mail enviarem para 10 pessoas, você pode apostar que nós vamos salvar pelo menos uma vida.

 

20.7.13

Maçãs ao forno




maçasaofornoINGREDIENTES
- 2 maçãs
- ½ colher (de sopa) canela em pó
- 1 xícara de nozes trituradas
- ½ xícara de mel
- ½ xícara de coco
- Raspas da casca e suco de ½ limão
- 2 colheres de creme de leite de soja

MODO DE PREPARO

 Corte a tampa das maçãs e separe. Com o auxílio de uma colher, retire a polpa das maçãs e as reserve.
Pique a polpa das maçãs e misture com a castanha, coco, mel, canela, suco e raspa de limão.
Esprema a massa em volta das maçãs já na forma, e a massa sem caldo coloque dentro das maçãs.
Tampe as maçãs e deixe assando por 20 minutos em fogo médio até dourar.
Retire do forno e despeje o creme de leite e raspas de limão.
Servir quente.

Vegetarianos vivem mais do que consumidores de carne

 
Vegetarianos vivem mais do que consumidores de carneOs vegetarianos vivem mais tempo do que as pessoas que consomem principalmente carne, de acordo com um estudo divulgado na mais recente edição pela Revista de Medicina Interna da Associação Médica Americana.
O estudo incidiu sobre mais de 73 mil adeptos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que se prolongou por quase seis anos, sendo que esta denominação religiosa advoga a prática de uma dieta onde a carne praticamente não tem lugar, ainda que nem todos os seus fiéis a pratiquem de forma continuada.
O estudo seguiu quer os vegetarianos quer os restantes para determinar quantos elementos de cada um dos grupos viria a morrer durante o período em causa.
De acordo com a investigação da Associação Médica Americana, os vegetarianos tiveram menos 12% de mortos ao longo dos quase seis anos abrangidos pelo estudo. Os vegetarianos sofrem ainda de menos problemas de coração do que os consumidores habituais de carne, cerca de 19% menos.
Problemas de rins e a diabetes também efetuam em menor grau os praticantes de uma dieta vegetariana.
A diferença de dieta refletiu-se de forma mais evidente nos elementos do sexo masculino do que no feminino, e não está associada ao valor das calorias ingeridas.

19.7.13

Passas de Uva

Passas de Uva

Se as uvas têm uma forte presença na nossa alimentação, os seus derivados não ficam nada a trás, bem pelo contrário. As passas de uva são um bom exemplo disso.
Surgiram como forma de conservação das uvas, através de um processo de desidratação. que resulta da exposição prolongada dos bagos de uva ao sol.
Dependendo da origem das uvas sujeitas a este processo de desidratação, é possível encontrar no mercado diferentes variedades de passas de uva, que diferem na cor, tamanho e sabor. As uva que dão as melhores passas cultivam-se na Grécia., Itália e Espanha sendo as variedades mais conhecidas os corintos e de passas de Esmirna , as sultanas, (douradas ou escuras) e as de Málaga.
Umas mais doces, outras mais ácidas, as passas de uva contêm sempre uma concentração de açúcar superior à dos bagos frescos. Ricas em vitaminas e fibras, as passas de uva podem ser utilizadas como aperitivo ou como ingrediente em variadissimas receitas sejam elas doces ou salgadas.
Se as uvas têm uma forte presença na nossa alimentação, os seus derivados não ficam nada a trás, bem pelo contrário. As passas de uva são um bom exemplo disso.

Surgiram como forma de conservação das uvas, através de um processo de desidratação. que resulta da exposição prolongada dos bagos de uva ao sol.

Dependendo da origem das uvas sujeitas a este processo de desidratação, é possível encontrar no mercado diferentes variedades de passas de uva, que diferem na cor, tamanho e sabor. As uva que dão as melhores passas cultivam-se na Grécia., Itália e Espanha sendo as variedades mais conhecidas os corintos e de passas de Esmirna , as sultanas, (douradas ou escuras) e as de Málaga.

Umas mais doces, outras mais ácidas, as passas de uva contêm sempre uma concentração de açúcar superior à dos bagos frescos. Ricas em vitaminas e fibras, as passas de uva podem ser utilizadas como aperitivo ou como ingrediente em variadissimas receitas sejam elas doces ou salgadas.