19.3.12
9.3.12
A dieta vegetariana traz benefícios à saúde?
O posicionamento da ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá de 2003 reúne os principais estudos científicos sérios sobre vegetarianismo.Confira os resultados:
- Redução das mortes por infarto (doença cardíaca isquémica) em 31% em homens vegetarianos e 20% em mulheres vegetarianas (estudo com 76 mil indivíduos).
- Comparando a mortalidade por doenças cardíacas entre vegetarianos e consumidores de peixe ou carne 1 vez por semana, a mortalidade também é menor em vegetarianos.
- Níveis sanguíneos de colesterol 14% mais baixos em ovo-lacto-vegetarianos do que nos comedores de carne.
- Níveis sanguíneos de colesterol 35% mais baixos em vegans do que nos comedores de carne.
- Menor pressão arterial (redução de 5 a 10 mmHg) nos vegetarianos.
- Redução de até 50% do risco de apresentar diverticulite nos vegetarianos.
- Redução de até 50% do risco de apresentar diabetes nos vegetarianos.
- Probabilidade duas vezes menor de apresentar pedras na vesícula nas mulheres vegetarianas (estudo com 800 mulheres entre 40 e 69 anos).
- Os não vegetarianos têm um risco 54% maior de ter câncer de próstata.
- Os não vegetarianos têm um risco 88 % maior de ter câncer de intestino grosso (cólon e reto). Obs - a carne vermelha ou branca está vinculada (de forma independente) com o risco aumentado de câncer de intestino grosso.
- Redução da incidência de obesidade, um problema mundialmente preocupante.
- Osteoporose: mulheres após a menopausa com dieta rica em proteína animal e pobre em proteína vegetal têm taxa mais alta de perda óssea e risco muito maior de ter fratura de quadril. Obs - Ainda não podemos afirmar que a dieta vegetariana protege da osteoporose.
- Pelo menor teor de proteínas e por melhorar os lipídios sanguíneos, a dieta vegetariana pode ser benéfica para os que sofrem de doença renal (principalmente os que não fazem diálise e apresentam diurese).
- Aparentemente, o consumo de carne aumenta em até 3 vezes as chances de desenvolver demência cerebral.
- Aparentemente, uma dieta vegetariana sem derivados animais e com predominância de alimentos crus reduz os sintomas de fibromialgia.
Atenção: podemos falar em prevenção e auxílio no tratamento de determinadas doenças com a dieta vegetariana.
A Sociedade Vegetariana Brasileira não corrobora a alegação de que o vegetarianismo cura doenças. Não existe embasamento científico até o momento para se afirmar isso.
Profissionais de saúde:
Confiram as informações passadas através do artigo: Position of the American Dietetic Association and Dietitians of Canadá: Vegetarian diets. J Am Diet Assoc. 2003;103:748-765. Todas as referências dos dados fornecidos acima estão embutidas nesse artigo. www.svb.org.br/artigos/artigos.htm)
Dr. Eric Slywitch
*Médico, coordenador do departamento científico da Sociedade Vegetariana Brasileira. Especialista em nutrologia (ABRAN) e nutrição enteral e parenteral (SBNPE). Pós graduado em nutrição clínica (GANEP). Especialista em nutrição vegetariana.
ver BLOG COMER SAUDÁVEL
19.2.12
GASTRITE E REFLUXO
Recomendações Nutricionais gerais:- Depois de comer, não se deite ou se abaixe por pelo menos 2 horas, pois isso pode provocar refluxo;
- Evite refeições muito volumosas que provoquem dilatação excessiva do estômago;
- Evite comer 3 horas antes de dormir, já que à noite as crises são mais comuns;
- Faça um jantar bem leve com frutas e cereais ou uma sopa de legumes;
- Pessoas que experimentam frequentes sintomas nocturnos devem tentar levantar a cabeceira da cama de 8 a 15cm;
- Coma diariamente alimentos ricos em fibras como aveia, granola, pão integral, arroz integral, biscoitos integrais, barra de cereais, farelo de trigo, germe de trigo, trigo para kibe, linhaça, etc.;
- Aumente o consumo de frutas, saladas, verduras e vegetais.
Evite:
1- Alimentos gordurosos: frituras, molhos cremosos, carnes gordurosas e pastelarias. Limite o uso de margarina, creme de leite, requeijão, catupiry e chantili;
2- Café, chocolate e bebidas com gás;
3- Balas e goma de mascar;
5- Pimenta, picles e vinagre;
6- Catchup, mostarda e molhos picantes;
7- Preparações geladas ou muito quentes;
8- Bebidas alcoólicas;
9- Alimentos açucarados.
18.2.12
LUZ SOLAR
A luz solar mantém a temperatura ambiente do planeta. Desta forma ajuda os animais e as plantas a viver, e é um ingrediente vital em nosso ambiente.1. As plantas precisam luz solar para a fotossíntese.
As plantas transformam dióxido de carbono e água em oxigénio e formam sustâncias orgânicas, vitaminas, proteínas, carboidratos, gorduras e fibras.
2. A luz solar produz vitamina D.
A luz solar converte o colesterol derivado da pele em vitamina D, que é absorvida pela corrente sanguínea.
A luz solar ajuda a construir e reparar os ossos através de um elevado nível de vitamina D no sistema. Através da exposição de luz solar, aumenta a absorção de cálcio, ajudando a prevenir raquitismo e osteomalacia.
3. A luz solar mata a muitas bactérias, vírus, e mofo.
4. A Luz solar e o câncer.
H.G. Ainsleigh observou que a conexão que existe entre a exposição ao sol e a diminuição de mortes parece ser devido a habilidade da vitamina D e combater o crescimento anormal de certos cânceres. O índice de câncer de próstata é aumentado em lugares frios, sem sol.
5. A luz do sol ajuda a produção de serotonina.
Investigações tem demonstrado que a luz brilhante, assim como a luz solar, está associada com o aumento da produção de serotonina em um dia, prevenindo e até tratando a depressão. O Trastorno Afetivo Estacional (TAE) foi descrito en 1984 pelo Dr. Norman Rosenthal, um neuropsiquiatra do Instituto Nacional de Saúde Mental. O TAE é conhecido como um tipo de depressão com perda de energia, alteração do apetite, tendência a dormir muito, dificuldade para a concentração e irritabilidade. Alguns tem sentido estes sintomas em invernos consecutivos, porém não tem esses sintomas na primavera e verão, por causa do sol.
O Dr. Mark Levy, Presidente da Fundação de Psicanálises de São Francisco, disse, ”Para os que sofrem de casos leves de depressão, 30 minutos de exercício pela manhã, recebendo a luz solar é tudo que o paciente precisa para o total restabelecimento.
A exposição ao sol deve ser diária. No começo da manhã e ao final da tarde, tomando todos os cuidados, devido ao aumento da radiação, para evitar o risco de câncer de pele.
Os raios de sol trazem saúde e alegria e o Sol da Justiça a cada manhã em nossa vida, aquece a alma e dá brilho à vida.
17.2.12
Ficar sentado pode estar te matando! É o que afirmam médicos americanos
Posted on 14/02/2012by Blog Sétimo Dia
O que o apanhado de informações afirma, transformado em infográfico pelo Medical Billing and Coding, é que o homem não foi feito para ficar sentado. No passado, os humanos corriam dentro de fábricas, trabalhavam em fazendas, faziam trabalhos manuais e não tinham muito tempo para sentar. Já na modernidade, a média de tempo que passamos sentados é de 9.3 horas, mais tempo do que dormimos (7.7 horas).
Ficar se
ntado por 6 horas ou mais ao dia aumenta o risco de doenças cardíacas em 40%, mesmo se você praticar exercícios em outros momentos.
Um dos grandes motivos é que o ato de ficar sentado por muito tempo é associado ao sedentarismo. As atividades energéticas nos músculos da perna param de funcionar (até mascar chiclete produz mais energia do que ficar sentado!). As queimas de caloria caem para 1 por minuto. Enzimas que auxiliam na quebra de gordura reduzem para 90%. O constante acontecimento desses sintomas acaba agravando os riscos de obesidade, doença que dobrou sua porcentagem entre os anos de 1980 e 2000.
Muitos dizem que o motivo por sentarem tanto é que não têm como escapar das cadeiras no expediente de 8 horas do trabalho, mas quando vão para casa, sentam à frente da TV ou do computador e lá ficam. O horário extra que desperdiçamos sentados em casa pode causar graves problemas e deve ser evitado. Os que ficam sentados assistindo TV por mais de 3 horas têm 64% de chance de sofrer uma doença cardíaca.
Toda oportunidade que você tiver dentro do escritório para esticar o corpo deve ser usada. Levante um pouco, alongue o corpo, ande, prefira as escadas em vez do elevador.
Quando voltar para se sentar, lembre-se que postura conta! Sentar em um ângulo de 135 graus causa menos estresse para as costas do que se debruçar sobre a mesa ou mesmo sentar em um ângulo de 90 graus.
O infográfico disponibilizado pelo Medical Billing and Coding pode ser lido por completo abaixo (em inglês).
O que o apanhado de informações afirma, transformado em infográfico pelo Medical Billing and Coding, é que o homem não foi feito para ficar sentado. No passado, os humanos corriam dentro de fábricas, trabalhavam em fazendas, faziam trabalhos manuais e não tinham muito tempo para sentar. Já na modernidade, a média de tempo que passamos sentados é de 9.3 horas, mais tempo do que dormimos (7.7 horas).
Ficar se
ntado por 6 horas ou mais ao dia aumenta o risco de doenças cardíacas em 40%, mesmo se você praticar exercícios em outros momentos.Um dos grandes motivos é que o ato de ficar sentado por muito tempo é associado ao sedentarismo. As atividades energéticas nos músculos da perna param de funcionar (até mascar chiclete produz mais energia do que ficar sentado!). As queimas de caloria caem para 1 por minuto. Enzimas que auxiliam na quebra de gordura reduzem para 90%. O constante acontecimento desses sintomas acaba agravando os riscos de obesidade, doença que dobrou sua porcentagem entre os anos de 1980 e 2000.
Muitos dizem que o motivo por sentarem tanto é que não têm como escapar das cadeiras no expediente de 8 horas do trabalho, mas quando vão para casa, sentam à frente da TV ou do computador e lá ficam. O horário extra que desperdiçamos sentados em casa pode causar graves problemas e deve ser evitado. Os que ficam sentados assistindo TV por mais de 3 horas têm 64% de chance de sofrer uma doença cardíaca.
Toda oportunidade que você tiver dentro do escritório para esticar o corpo deve ser usada. Levante um pouco, alongue o corpo, ande, prefira as escadas em vez do elevador.
Quando voltar para se sentar, lembre-se que postura conta! Sentar em um ângulo de 135 graus causa menos estresse para as costas do que se debruçar sobre a mesa ou mesmo sentar em um ângulo de 90 graus.
O infográfico disponibilizado pelo Medical Billing and Coding pode ser lido por completo abaixo (em inglês).

23.1.12
MIELOMA MÚLTIPO
É um tumor que tem origem nas células sanguíneas, nomeadamento nos linfócitos B (glúbulos brancos). Numa situação normal, estas células de defesa, quando expostas a substâncias estranhas ao organismo reagem diferenciando-se em plasmócitos, produtores de anticorpos (constituídos por imunoglobulinas). São por isso a base da defesa imunológica contra microorganismos, particularmente bacterianos.No mieloma múltiplo há uma desregulação do controlo deste processo e ocorre uma proliferação excessiva de plasmócitos tumorais (malignos) com consequente produção excessiva de imunoglobulinas (proteínas M) por um mesmo grupo de células.
Estas células vão invadir e acumular-se na medula óssea, garantindo a sua sobrevivência, proliferação e resistência à terapêutica.
O mieloma múltiplo afecta mais homens do que mulheres e é mais frequente na população negra. Tem uma incidência de 4 em 100.000 pessoas e a idade média de diagnóstico é de 68 anos, aumentando a sua incidência com a idade. Representa 1% de todos os casos
de cancro.As principais manifestações clínicas desta patologia são:
- a dor óssea, desencadeada pelo movimento, é o sintoma mais frequente (70% doentes) e geralmente é referida na região dorsal ou nas costelas
- fracturas ósseas patológicas e osteoporose
- lesões de destruição óssea (osteolíticas) visíveis nas radiografias, como exemplificado nesta radiografia de crânio (lesões típicas em "saca-bocados")
- infecções bacterianas recorrentes - pneumonias, pielonefrite (infecção urinária alta)
- insuficiência renal, geralmente secundária a:
- hipercalcémia (excesso de cálcio em circulação)
- fadiga fácil / anemia
- alterações da sensibilidade, dor nevrálgica ou incontinência urinária/fecal (por colapso das vértebras e compressão consequente da medula espinhal)
- letargia e confusão
- cefaleias
- hemorragias
Existem vários tipos de mielomas/distúrbios dos plasmócitos, nomeadamente:
- gamopatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI), bastante mais frequente (afecta 1% da população), não necessita de tratamento, embora em raros casos possa evoluir para MM (1%/ano)
- plasmocitoma ósseo solitário que consiste numa lesão osteolítica única sem aumento dos plasmócitos na medula óssea
- plasmocitom
a extramedular que não afecta a medula, mas sim o tecido linfóide da nasofaringe ou seios paranasais- mieloma assintomático ou latente, em que apesar das alterações analíticas e da presença de plasmocitose na medula óssea, o doente não tem ainda sintomas
- mieloma múltiplo sintomático (cursa com sintomas)
Além disso a proteína aumentada no mieloma também varia: IgG (53%), IgA (25%), IgD (1%), cadeias leves (20%).
Para o diagnóstico, além do exame físico e laboratorial básico (que permite detectar a anemia, hipercalcémia ou insuficiência renal), tornam-se fundamentais radiografias ósseas (l
esões osteolíticas), urina de 24 horas (proteínas Bence-Jones) electroforese e imunoelectroforese das proteínas (pico de proteína M), doseamento das imunoglobulinas séricas e biópsia de medula óssea (plasmocitose medular).A sobrevida média após o diagnóstico é de 5 a 6 anos.
O tratamento pode passar pelo transplante autólogo de células estaminais (com células saudáveis do próprio doente) e, nesses casos, é precedido por quimioterapia em alta dose para reduzir o número de células e de colheita das células
a transplantar.Em doentes não candidados a transplante o tratamento recorre à quimioterapia com agentes mais agressivos e corticóides. A radioterapia também é útil no controlo da dor óssea e nos plasmocitomas ósseo solitário e extramedular, que respondem muito bem a esta abordagem.
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