Recomendações Nutricionais gerais: - Depois de comer, não se deite ou se abaixe por pelo menos 2 horas, pois isso pode provocar refluxo; - Evite refeições muito volumosas que provoquem dilatação excessiva do estômago; - Evite comer 3 horas antes de dormir, já que à noite as crises são mais comuns; - Faça um jantar bem leve com frutas e cereais ou uma sopa de legumes; - Pessoas que experimentam frequentes sintomas nocturnos devem tentar levantar a cabeceira da cama de 8 a 15cm; - Coma diariamente alimentos ricos em fibras como aveia, granola, pão integral, arroz integral, biscoitos integrais, barra de cereais, farelo de trigo, germe de trigo, trigo para kibe, linhaça, etc.; - Aumente o consumo de frutas, saladas, verduras e vegetais.
Evite:
1- Alimentos gordurosos: frituras, molhos cremosos, carnes gordurosas e pastelarias. Limite o uso de margarina, creme de leite, requeijão, catupiry e chantili; 2- Café, chocolate e bebidas com gás; 3- Balas e goma de mascar; 5- Pimenta, picles e vinagre; 6- Catchup, mostarda e molhos picantes; 7- Preparações geladas ou muito quentes; 8- Bebidas alcoólicas; 9- Alimentos açucarados.
A luz solar mantém a temperatura ambiente do planeta. Desta forma ajuda os animais e as plantas a viver, e é um ingrediente vital em nosso ambiente.
1. As plantas precisam luz solar para a fotossíntese.
As plantas transformam dióxido de carbono e água em oxigénio e formam sustâncias orgânicas, vitaminas, proteínas, carboidratos, gorduras e fibras.
2. A luz solar produz vitamina D.
A luz solar converte o colesterol derivado da pele em vitamina D, que é absorvida pela corrente sanguínea.
A luz solar ajuda a construir e reparar os ossos através de um elevado nível de vitamina D no sistema. Através da exposição de luz solar, aumenta a absorção de cálcio, ajudando a prevenir raquitismo e osteomalacia.
3. A luz solar mata a muitas bactérias, vírus, e mofo.
4. A Luz solar e o câncer.
H.G. Ainsleigh observou que a conexão que existe entre a exposição ao sol e a diminuição de mortes parece ser devido a habilidade da vitamina D e combater o crescimento anormal de certos cânceres. O índice de câncer de próstata é aumentado em lugares frios, sem sol.
5. A luz do sol ajuda a produção de serotonina.
Investigações tem demonstrado que a luz brilhante, assim como a luz solar, está associada com o aumento da produção de serotonina em um dia, prevenindo e até tratando a depressão. O Trastorno Afetivo Estacional (TAE) foi descrito en 1984 pelo Dr. Norman Rosenthal, um neuropsiquiatra do Instituto Nacional de Saúde Mental. O TAE é conhecido como um tipo de depressão com perda de energia, alteração do apetite, tendência a dormir muito, dificuldade para a concentração e irritabilidade. Alguns tem sentido estes sintomas em invernos consecutivos, porém não tem esses sintomas na primavera e verão, por causa do sol.
O Dr. Mark Levy, Presidente da Fundação de Psicanálises de São Francisco, disse, ”Para os que sofrem de casos leves de depressão, 30 minutos de exercício pela manhã, recebendo a luz solar é tudo que o paciente precisa para o total restabelecimento.
A exposição ao sol deve ser diária. No começo da manhã e ao final da tarde, tomando todos os cuidados, devido ao aumento da radiação, para evitar o risco de câncer de pele.
Os raios de sol trazem saúde e alegria e o Sol da Justiça a cada manhã em nossa vida, aquece a alma e dá brilho à vida.
Posted on 14/02/2012by Blog Sétimo Dia O que o apanhado de informações afirma, transformado em infográfico pelo Medical Billing and Coding, é que o homem não foi feito para ficar sentado. No passado, os humanos corriam dentro de fábricas, trabalhavam em fazendas, faziam trabalhos manuais e não tinham muito tempo para sentar. Já na modernidade, a média de tempo que passamos sentados é de 9.3 horas, mais tempo do que dormimos (7.7 horas).
Ficar sentado por 6 horas ou mais ao dia aumenta o risco de doenças cardíacas em 40%, mesmo se você praticar exercícios em outros momentos.
Um dos grandes motivos é que o ato de ficar sentado por muito tempo é associado ao sedentarismo. As atividades energéticas nos músculos da perna param de funcionar (até mascar chiclete produz mais energia do que ficar sentado!). As queimas de caloria caem para 1 por minuto. Enzimas que auxiliam na quebra de gordura reduzem para 90%. O constante acontecimento desses sintomas acaba agravando os riscos de obesidade, doença que dobrou sua porcentagem entre os anos de 1980 e 2000.
Muitos dizem que o motivo por sentarem tanto é que não têm como escapar das cadeiras no expediente de 8 horas do trabalho, mas quando vão para casa, sentam à frente da TV ou do computador e lá ficam. O horário extra que desperdiçamos sentados em casa pode causar graves problemas e deve ser evitado. Os que ficam sentados assistindo TV por mais de 3 horas têm 64% de chance de sofrer uma doença cardíaca.
Toda oportunidade que você tiver dentro do escritório para esticar o corpo deve ser usada. Levante um pouco, alongue o corpo, ande, prefira as escadas em vez do elevador. Quando voltar para se sentar, lembre-se que postura conta! Sentar em um ângulo de 135 graus causa menos estresse para as costas do que se debruçar sobre a mesa ou mesmo sentar em um ângulo de 90 graus.
O infográfico disponibilizado pelo Medical Billing and Coding pode ser lido por completo abaixo (em inglês).
É um tumor que tem origem nas células sanguíneas, nomeadamento nos linfócitos B (glúbulos brancos). Numa situação normal, estas células de defesa, quando expostas a substâncias estranhas ao organismo reagem diferenciando-se em plasmócitos, produtores de anticorpos (constituídos por imunoglobulinas). São por isso a base da defesa imunológica contra microorganismos, particularmente bacterianos. No mieloma múltiplo há uma desregulação do controlo deste processo e ocorre uma proliferação excessiva de plasmócitos tumorais (malignos) com consequente produção excessiva de imunoglobulinas (proteínas M) por um mesmo grupo de células. Estas células vão invadir e acumular-se na medula óssea, garantindo a sua sobrevivência, proliferação e resistência à terapêutica. O mieloma múltiplo afecta mais homens do que mulheres e é mais frequente na população negra. Tem uma incidência de 4 em 100.000 pessoas e a idade média de diagnóstico é de 68 anos, aumentando a sua incidência com a idade. Representa 1% de todos os casos de cancro. As principais manifestações clínicas desta patologia são: - a dor óssea, desencadeada pelo movimento, é o sintoma mais frequente (70% doentes) e geralmente é referida na região dorsal ou nas costelas - fracturas ósseas patológicas e osteoporose - lesões de destruição óssea (osteolíticas) visíveis nas radiografias, como exemplificado nesta radiografia de crânio (lesões típicas em "saca-bocados") - infecções bacterianas recorrentes - pneumonias, pielonefrite (infecção urinária alta) - insuficiência renal, geralmente secundária a: - hipercalcémia (excesso de cálcio em circulação) - fadiga fácil / anemia - alterações da sensibilidade, dor nevrálgica ou incontinência urinária/fecal (por colapso das vértebras e compressão consequente da medula espinhal) - letargia e confusão - cefaleias - hemorragias Existem vários tipos de mielomas/distúrbios dos plasmócitos, nomeadamente: - gamopatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI), bastante mais frequente (afecta 1% da população), não necessita de tratamento, embora em raros casos possa evoluir para MM (1%/ano) - plasmocitoma ósseo solitário que consiste numa lesão osteolítica única sem aumento dos plasmócitos na medula óssea - plasmocitoma extramedular que não afecta a medula, mas sim o tecido linfóide da nasofaringe ou seios paranasais - mieloma assintomático ou latente, em que apesar das alterações analíticas e da presença de plasmocitose na medula óssea, o doente não tem ainda sintomas - mieloma múltiplo sintomático (cursa com sintomas) Além disso a proteína aumentada no mieloma também varia: IgG (53%), IgA (25%), IgD (1%), cadeias leves (20%). Para o diagnóstico, além do exame físico e laboratorial básico (que permite detectar a anemia, hipercalcémia ou insuficiência renal), tornam-se fundamentais radiografias ósseas (lesões osteolíticas), urina de 24 horas (proteínas Bence-Jones) electroforese e imunoelectroforese das proteínas (pico de proteína M), doseamento das imunoglobulinas séricas e biópsia de medula óssea (plasmocitose medular). A sobrevida média após o diagnóstico é de 5 a 6 anos. O tratamento pode passar pelo transplante autólogo de células estaminais (com células saudáveis do próprio doente) e, nesses casos, é precedido por quimioterapia em alta dose para reduzir o número de células e de colheita das células a transplantar. Em doentes não candidados a transplante o tratamento recorre à quimioterapia com agentes mais agressivos e corticóides. A radioterapia também é útil no controlo da dor óssea e nos plasmocitomas ósseo solitário e extramedular, que respondem muito bem a esta abordagem.
O que é necessário saber ? Artrose do joelho ou gonartrose- a articulação do joelho como qualquer movimenta-se através do deslizamento entre as superfícies cartilaginosas. O desgaste progressivo dessas cartilagens levam à artrose. Quando esse desgate atinge a superfície óssea e o contato articular faz-se osso contra osso "imagem em espelho", a dor pode ser severa e a impotência funcional grande e progressiva. A artrose é a mais comum das doenças articulares. Seu impacto econômico é enorme, graças à incapacidade que provoca nos pacientes. Encontram-se evidências de artrose em alguma articulação na maioria das pessoas acima dos 65 anos. Mais de 80% daqueles acima dos 75 anos são acometidos pela artrose, ou seja, a prevalência da doença aumenta com a idade. Mulheres têm aproximadamente o dobro de propensão em comparação com os homens, e tratando-se de mulheres negras, essas têm o dobro de propensão à artrose no joelho em comparação com mulheres brancas. Diferenças raciais existem tanto para a prevalência da artrose quanto para os tipos de juntas acometidas. Ignora-se, porém, se essas diferenças são genéticas ou devido ao uso das juntas conforme o estilo de vida de cada grupo étnico.
As causas da artrose- Quando não tem uma causa identificável, classifica-se a gonartrose como primária. Quando há uma causa identificável, diz-se que é secundária. As causas são numerosas. O excesso de peso é certamente um fator que favorece. Uma anomalia de eixo dos membros inferiores (genu varum ou genu valgum) pode igualmente conduzir a um desgaste da cartilagem. Doenças inflamatórias, doenças ósseas (osteonecrose), ou ainda as sequelas de fraturas ao redor do joelho podem ser responsáveis pela gonartrose. Pacientes com lesões crônicas de menisco e ligamento também tem um índice aumentado de desenvolver artrose a longo prazo. Fundamento biomecânico do predomínio da gonartrose no sexo feminino A estrutura mecânica do ortostatismo e da marcha humana assenta na posição vertical das tíbias. Os eixos de movimento das duas superfícies articulares tibiais, uma proximal para o fémur, outra distal para o astrágalo, são paralelos entre si e paralelos ao solo. As superfícies são, também, convenientemente perpendiculares à transmissão das cargas, constituindo assim uma coluna perfeita. Se o ponto de aplicação das cargas for excêntrico, qualquer coluna é solicitada em flexão e pode ser destruída por fractura. Isso é importante para o caso das tíbias porque no tipo de marcha humana, quando apenas um pé e o outro avança (fase de apoio monopodálico) o peso do corpo ficaria medial e excêntrico ao eixo da tíbia que apoia, solicitando-a fortemente em flexão, se não existissem importantes mecanismos de recentragem de carga. Um desses mecanismos é dinâmico, obtido pela acção do músculo tensor da fáscia lata. Outro é estático ou anatómico. Deriva da inclinação para dentro das diáfises femurais, que assim colocam os joelhos e tíbias o mais próximo possível do eixo das cargas geradas pelo peso do corpo. Na mulher, devido à maior largura da bacia (uma vantagem obstétrica), as diáfises femurais fazem um ângulo maior que no homem com a vertical (em média, 17º na mulher e 14º no homem). O ângulo que a diáfise do fémur tem de fazer desde a bacia até ao joelho é, por isso, tanto maior quanto mais larga for a pélvis. Como o quadricípete se insere ao longo dos eixos das diáfises femurais, actua sobre a rótula, forçando ligeiramente a luxação externa. Os valores do ângulo da diáfise femural, ângulo Q,, superiores a 20º são manifestamente anormais, produtores de uma tendência luxante patológica. Sintomas A dor ao nível do joelho geralmente é o primeiro sintoma da artrose. Essa dor é de caráter progressivo. Acentua-se com a atividade física (degraus, subida e descida de escadas, esportes de contato e movimentos repetitivos) e é diretamente proporcional ao excesso de peso. No início dos sintomas o repouso alivia os sintomas. É a dor, em geral, que conduz o doente a procurar o médico. O joelho inchado (derrame articular) é o segundo sintoma. O responsável por esse edema é o processo inflamatório da membrana sinovial (membrana que recobre a articulação do joelho). Essa reage à presença dos restos cartilaginosos produzindo um líquido viscoso e amarelado. Logo que o edema sinovial torna-se importante, a pressão criada acentua as dores que podem ser sentidas pelo doente na parte posterior do joelho. Outro sintoma marcante é a perda progressiva do movimento. Nas gonartroses avançadas, a deformidade do membro inferior é o terceiro sintoma. As deformidades podem ser em varo (joelho cambota) ou valgo ( joelho em “x”). Estes sintomas vão progressivamente impedir o doente ande normalmente. A utilização das bengalas pode tornar-se indispensável. A rigidez articular pode ser o sintoma mais tardio. Fatores que aumentam o risco de desenvolver artrose do joelho: • Hereditariedade: há algumas evidências que mutações genéticas podem tornar um indivíduo mais propenso a artrose do joelho. • Peso: o peso aumenta as pressões nas articulações, como no joelho. • Idade: a cartilagem sofre alterações na sua resistência como qualquer tecido do corpo humano com o passar do tempo. • Sexo: mulheres com mais de 50 anos de idade são mais propensas do que homens. • Trauma: lesão prévia no joelho, incluindo lesões esportivas, podem levar a artrose do joelho. • Esportes de alto impacto: jogadores de elite do futebol, corredores de longa distância e jogadores de tênis têm um aumento do risco de desenvolver artrose do joelho. • Outras doenças: episódios repetidos de gota ou artrite séptica, doenças metabólicas e algumas condições congênitas podem também aumentar o risco de desenvolver artrose do joelho. Prevenção A artrose pode ser prevenida através da adopção de hábitos saudáveis, tais como, vigiar o peso, fazer uma dieta variada e equilibrada, mudar de postura com frequência, tentando-se evitar aquelas que sobrecarregam as articulações. A prática de exercícios suaves, tais como, caminhar, nadar, pedalar e fazer ginástica a um ritmo moderado também contribuem para a prevenção desta. Exames necessários O médico em geral solicita exames de laboratório para afastar a possibilidade de haver outros tipos de reumatismo. Auxiliam na exclusão de outras doenças articulares. Não há um exame específico para comprovar a presença da artrose. As radiografias simples são indispensáveis, e até os dias atuais ainda permanecem sendo os melhores exames para diagnosticar e graduar (classificar) as artroses. Devem ser realizadas com apoio, fornecendo ao examinador uma imagem real do desgaste que se reproduz durante a marcha (caminhada). O Rx permitem visualizar o pincamento articular (diminuição do espaço entre os ossos). A radiografia anteroposterior (AP) com apoio pode visualizar uma artrose fêmoro tibial interna (medial) ou externa (lateral). É necessário também estudar a articulação fêmoro patelar com vistas em perfil e axiais. A artrose fêmoro patelar isolada é rara e acompanha-se de dores que incapacitam à subida e descida de escadarias. Outros exames de imagem como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e o ultra-som auxiliam no diagnóstico diferencial de lesões por outras doenças reumáticas, mas pouco informa sobre a artrose nos estudos de rotina. Tratamento O tratamento da artrose do joelho é inicialmente realizado de forma conservadora (sem necessidade de cirurgia). O objetivo é aliviar a dor.. O tratamento da artrose, responde a regras bastantes simples : fisioterapia e cinésioterapia para o reforço muscular e manutenção do eixo de movimentação, orientação dietéticas para a perda de peso e utilização de analgésicos. A fisioterapia alivia a dor e os espasmos musculares, proporcionando à articulação um certo grau de movimento. Também causam o mesmo efeito a aplicação de calor local ou banhos quentes. O reforço muscular é parte fundamental do tratamento bem feito.
O uso de anti inflamatórios deverá obedecer às crises de inflamação e, quanto aos anti artrósicos de ação lenta, estes se justificam, e fazem parte da ação condroprotetora e de redução de medicamentos anti álgicos e anti inflamatórios não hormonais. Proteger as articulações do uso excessivo é um dos objetivos. Isso pode ser feito através do uso de bengalas, ou através de modificação de hábitos como jardinagem,. A indicação de tratamentos locais e cirúrgicos, está diretamente ligado à evolução da doença, devendo o especialista, estar sempre vigilante quanto à patologia e a hora correta da indicação da cirurgia. Logo que o tratamento clinico deixar de ser eficaz, a cirurgia pode ser necessária Em artroses leves(pouco avançadas) a artroscopia pode aliviar os sintomas devido ao fato de "lavar a articulação" e regularizar pequenas lesões condrais (cartilagem) e meniscais. Esse tratamento objetiva o alívio da dor através da retirada dos restos da cartilagem, fonte de inflamação, propiciando frequentemente um bom alívio, ainda que temporário (alguns meses ou anos) da dor. As duas mais frequentes possibilidades terapêuticas cirúrgicas são osteotomia e a artroplastia total ou parcial do joelho (prótese do joelho). A osteotomia do joelho corrige o eixo do membro inferior de forma a equilibrar o peso do paciente sobre o compartimento oposto cuja cartilagem é sã. A prótese total do joelho substitui, em contrapartida, a cartilagem destruída. Infelizmente o transplante de cartilagem não é indicado nesses casos. Esse é melhor indicado os casos em que há uma perda condral (cartilagem) localizada e traumática.
A fome anda de mãos dadas com os quilos a mais. E não só porque se ingere mais comida, como você vai ver a seguir Você leva a primeira garfada à boca e começa a mastigar. Que delícia! O prazer de saborear um bom prato, porém, faz acelerar o ritmo da comilança. Eis a grande armadilha: não esperar pelo menos 20 minutinhos para que o cérebro entenda que você já está satisfeito. Só quando cai a ficha lá na massa cinzenta, é que entra em cena o PYY, o hormônio da saciedade. “Está mais do que comprovado: quem mastiga com calma, em vez de encarar as refeições como um rali de velocidade, certamente come porções menores”, informa o pesquisador Hiroyasy Isso, que investiga assuntos relacionados à obesidade no Departamento de Medicina da Universidade de Osaka, no Japão. Em outras palavras, é uma questão de comportamento, conforme aponta seu estudo. Juntamente com seus colegas de equipe, Hiroyasy Isso recrutou 1.122 homens e 2.165 mulheres com idades entre 30 e 69 anos. Passou, então, a indagar sobre seus hábitos à mesa, levando em conta também o índice de massa corporal de cada um deles. Os estudiosos descobriram que praticamente a metade dos varões e um pouco mais da metade das voluntárias só paravam de comer após se sentirem completamente saciados. Em comum, eles compatilhavam este perfil: eram o que se pode chamar de comedores rápidos. A etapa seguinte foi comparar esses dois grupos com os participantes que não iam com tanta sede ao pote, por assim dizer. Resultado: os homens e as mulheres que comeram até não ter mais um pingo de vontade tinham duas vezes mais probabilidade de chegar ao sobrepeso. Esse risco aumentava três vezes entre os que comiam até a satisfação total e ainda por cima o faziam rapidamente. “A combinação desses dois tipos de comportamento têm efeito considerável no ganho de peso”, conta Isso. Nem só as atitudes à mesa, no entanto, explicam essa relação. “Sabemos que há um mecanismo genético que nos leva a comer além da conta como forma de garantir um suprimento de energia enquanto ela está disponível”, continua o cientista japonês. E ele finaliza: “Também contribui para o consumo desnecessário de calorias o fato de que muita gente hoje em dia come distraído, sem prestar atenção no que está pondo no prato.” Bem, se você se identifica com esses casos, compare seu comportamento à mesa com o dos seus amigos ou familiares e responda francamente: 1. Você continua mordiscando petiscos ou pães do couvert depois de terminar a refeição só para acompanhar os outros? 2. Você mantém guloseimas à vista no escritório ou na sala de casa? Bem, responder sim a uma só pergunta já indica que é preciso mudar de comportamento, sob pena de disparar o ponteiro da balança ladeira acima. E quanto ao peso da genética nessa história, ninguém aqui vai subestimá-la, mas já se sabe que o estilo de vida é capaz de ativar no nosso corpo os genes que previnem várias doenças – a obesidade entre elas. Mais um motivo para adotar hábitos saudáveis! por Thais Cavalheiro