14.8.11

Sinais e Sintomas da Artrite Reumatóise (AR)

O principal sintoma é a inflamação das articulações. Além disso, podem aparecer nódulos duros (nódulos reumatóides) nas regiões de maior atrito da pele, como os cotovelos, ou na zona dorsal dos dedos das mãos e dos pés; também podem localizar-se nos órgãos internos. Com o tempo, a deterioração progressiva das articulações afectadas pode levar a deformidades.
Quando a doença se inicia, normalmente manifesta-se como inflamação simétrica (ie. em ambos os lados do corpo) das pequenas articulações (mãos, punhos e pés) que se encontram rígidas pela manhã. Decorrido um tempo variável (em média dois anos) após o diagnóstico, as articulações podem já encontrar-se deformadas pela inflamação crónica.
Sinais e sintomas que se apresentam na artrite reumatóide:
• Dor articular;
• Inflamação articular;
• Rigidez articular (sensação de “prisão” dos movimentos): geralmente aparece pela manhã e vai desaparecendo progressivamente à medida que o doente exerce a sua actividade diária; a sua duração e intensidade são variáveis.
Outros sintomas são:
• Cansaço;
• Febre;
• Dores no corpo.
A AR pode estar associada a uma outra doença denominada síndroma de Sjögren, caracterizada pela inflamaçãodas glândulas que produzem as lágrimas, a saliva, os sucos digestivos oua secreçãovaginal, provocando secura da pele, boca, olhos, vagina, etc. Por isso, é necessário identificar a existência destes sintomas e informar o médico, para que seja feito o acompanhamento e o tratamento adequados.
Origem e causas
A causa exacta da AR é desconhecida. É considerada uma doença na qual participam múltiplos factores que devem convergir num indivíduo susceptível de desenvolver a doença। Por esse motivo, actualmente não existe um medicamento que cure esta doença. Os factores relacionados com o desenvolvimento da doença são os seguintes:
• Factores genéticos (hereditariedade)
Existe uma predisposição genética que participa no desenvolvimento e gravidade da doença. Esta variação nas características hereditárias explica a razão pela qual, em presença da mesma doença, as manifestações clínicas podem variar de uma pessoa para outra, apresentando gravidade diferente.
• Factores ambientais
Existem factores ambientais desencadeadores que, juntamente com os factores genéticos, determinam o desenvolvimento da doença. Esses factores incluem a localização geográfica/clima, nível de desenvolvimento, tabagismo, perfil hormonal e algumas infecções, principalmente por vírus. Isso não significa que esta doença seja consequência directa de uma infecção, mas sim que uma infecção pode alterar as células do sistema imunitário e desencadear autoimunidade.
• Factores genéticos e tabagismo
A AR, como qualquer outra doença, pode manifestar-se em diferentes etapas da vida, mas na maioria dos casos tem início entre os 30 e os 50 anos em ambos os sexos, embora seja mais comum nas mulheres. O consumo de tabaco é um potencial factor desencadeante.
O que é a Artrite Reumatóide .
O termo artrite refere-se à inflamação das articulações que se caracteriza por dor, calor, aumento do volume e limitação de movimentos. Uma articulação é o ponto de união e movimento entre dois ossos.
A artrite reumatóide (AR) é uma doença crónica que afecta principalmente as articulações, mas é, na realidade, uma doença sistémica, isto é, pode afectar outros órgãos, como o coração, os pulmões, os olhos, a pele, entre outros, sendo classificada como uma doença autoimune.
Em condições normais, todos os seres humanos possuem um sistema imunológico (anticorpos) que funciona para nos proteger de tudo o que for estranho ou alheio ao nosso corpo, como por exemplo os vírus, as bactérias e os fungos que provocam doenças e infecções; esta protecção dá-se por meio da criação de anticorpos, que são proteínas que se unem aos vírus, bactérias, etc., e os destroem.
No caso da AR, os anticorpos comportam-se de forma anormal e atacam as articulações e outras partes do corpo, tais como o tecido de revestimento do coração e pulmões, entre outros; assim surge o termo “autoimunidade”, uma resposta imunitária criada contra os próprios tecidos.
Tratamento.
Ainda não existe um tratamento que possa curar, definitivamente, a artrite reumatóide (AR). No entanto, existem tratamentos que melhoram a capacidade de executar as actividades diárias e o bem-estar dos doentes, por meio da redução da inflamação, alívio da dor e redução dos danos articulares.
Estes tratamentos vão desde simples medidas de alívio dos sintomas e terapias não medicamentosas até ao uso de fármacos com mecanismos de acção complexos.
Todas estas medidas, actuando em conjunto, podem proporcionar ao doente com AR uma melhor qualidade de vida, com menos limitações e mais autonomia.
Com os tratamentos disponíveis, a remissão da doença (ou seja, um estado em que o doente com AR possa viver a sua vida com normalidade, idêntica à que tinha antes de lhe ser diagnosticada a doença) deve ser o objectivo do tratamento da artrite reumatóide.

10.8.11

PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS FRUTAS

Pêra
A pêra é um dos maiores presentes do verão para os amantes da alimentação natural. Com um sabor delicioso, a fruta é rica em potássio, sódio, cálcio, fósforo, enxofre, magnésio, silício, ferro, vitaminas A e C e do complexo B. É utilizada popularmente como coadjuvante do tratamento da hipertensão arterial e da prisão de ventre, sendo considerada, também, um ótimo diurético. Sua maior ação terapêutica se faz na doença diverticular do intestino.
Banana
Conhecida como um dos mais completos alimentos, a banana constitui uma inesgotável fonte de hidratos de carbono, potássio, sódio, fósforo, cloro, magnésio, enxofre, silício, cálcio, niacina, vitaminas A, B1, B2 e C. É nacionalmente conhecida como calmante intestinal, por estimular o apetite e as funções digestivas, graças a uma substância oleosa presente em sua composição, de efeito adstringente, que suaviza o intestino delgado, grosso e reto, sendo aplicada em casos de diarréia aguda ou crônica.
Abacate
Nutritivo e altamente energético o abacate é o alimento dos tempos de recessão. Dentro dessa ótica, no Maranhão, já foi incorporado como complemento alimentar da população mais carente, sendo misturado com a farinha de mandioca ou de milho. Possui alto conteúdo de proteínas e sais minerais, mas sua principal característica é a alta quantidade de gordura, proporcionando aproximadamente 162 calorias por 100 gramas da fruta, o dobro da manga, duas vezes e meia o valor calórico da maçã e do abacaxi, mais de três vezes e meia o da laranja. Da fruta, se aproveita quase tudo. Das folhas do abacateiro se faz um chá que tem fama de ser diurético e carminativo, ou seja, que elimina gases intestinais. O caroço tostado e moído bem fino combate a diarréia e a disenteria. O abacate também é muito utilizado pela indústria de cosméticos, em forma de cremes nutritivos e hidratantes, xampus, emulsão protetora hidratante, creme de limpeza, máscara refinadora, creme de mãos e unhas, sabão cremoso, leite de limpeza, entre outros. É conhecido, também por seus poderes afrodisíacos. Segundo a crença popular, a polpa do abacate é um ótimo estimulante sexual, assim como seus botões florais. Quem sofre de dor reumática e dor da gota possui no azeite de abacate um bom remédio.
Melão
Alimento rico em vitaminas A, possui também todo o complexo B e C, cálcio, ferro e fósforo. Possui alto conteúdo de celulose, que lhe dá uma função laxante suave. Recomendado nos casos de gota, reumatismo, artrite, obesidade, colite, prisão de ventre, afecções renais, nefrite e cistite.
Melancia
Ideal para os dias quentes e para quem quer emagrecer, a melancia é uma das frutas mais ricas em vitaminas vendidas no Brasil: vitaminas A, C, B1 (tiamina) , B2 (riboflavina), B6, B12, niacina, ácido fólico, ácido pantotênico e biotina. As sementes da melancia são utilizadas em algumas regiões do país para fazer uma bebida diurética e vermífuga, denominada orchata.
Abacaxi
Fruta típica de países tropicais, é rica em potássio, magnésio, cálcio, vitaminas A, C, B1 e D. Auxilia na digestão, devido à presença de bromelina em sua composição (uma mistura de enzimas que desdobram proteínas, facilitando a digestão). É muito utilizado na preparação de xaropes.
Curiosidades sobre frutas e suas indicações:




Fonte: Embrapa/Ceagepe
Propriedades medicinais de algumas frutas
Ao decorrer do tempo, o homem veio a descobrir que as frutas possuem não só um grande valor nutritivo, mas também efeito medicinal. As frutas hoje estão entre os maiores agentes terapêuticos dados pela natureza. Todas as frutas são dotadas de propriedades medicinais. Umas são adstringentes, outras emolientes. Umas excitam as funções gástricas, outras ativam as funções intestinais. Umas desintoxicam o organismo, dissolvendo e expelindo os venenos; outras suprem ao organismo as necessárias vitaminas e os indispensáveis sais.
O poder medicinal das frutas é caracterizado para cada espécie. Assim, apresentamos a seguir um resumo das constatações experimentais
• ABACATE - É usado contra o reumatismo, promove a eliminação dos gases, digestivo, laxativo.
• ABACAXI - Facilita a digestão, germicida, oxidante forte, desobstruente do fígado, combate a icterícia, combate a artrite, combate o inchaço, combate a difteria, bom contra as afecções da garganta e contra a arteriosclerose.
• ABIU - Combate as afecções das vias respiratórias.
• AMEIXA - É purgativa, depurativa.
• AMÊNDOA - É eficaz contra as enfermidades das vias respiratórias e a irritação das vias urinárias.
• ARAÇA - É calmante.
• AZEITONA - A verde é adstringente, ao passo que a preta é laxativa.
• BANANA - Combate a diarréia, calmante, favorece a formação, secreção e excreção do leite, combate a anemia.
• CAMBUCÁ - É bom para o estômago.
• CAQUI - É alcalinizante, bom para as afecções do fígado e os catarros da bexiga.
• CASTANHA - É benéfica para os rins e o fígado, e muito útil na diarréia das crianças.
• CEREJA - É alcalinizante, remineralizante, combate a desinteria, e eficaz contra a arteriosclerose.
• COCO - É calmante, combate a febre, combate os vermes, útil nas inflamações intestinais.
• FIGO - Combate as afecções das vias respiratórias, laxante, tem a propriedade de amolecer os tecidos, atenuar as inflamações, os inchaços e as queimaduras, e alivia as dores e cura feridas.
• FRUTA-DO-CONDE - É estimulante do apetite.
• JENIPAPO - É indicado na má digestão e nas afecções do fígado e do baço.
• GOIABA - Combate a diarréia e os tumores.
• GRUMIXAMA - É estimulante do apetite, reanimadora.
• JABUTICABA - É estimulante do apetite, reanimadora.
• LARANJA - Combate a falta da vitamina C, estimulante do apetite, reguladora intestinal, laxante, diurética, combate o reumatismo, calmante, digestiva, antifebril, anti-hemorrágica, combate a nevralgia, restaura o fluxo menstrual, quando escasso ou ausente, combate a nefrite, depurativa, contra verminose, etc.
• LIMA - É acalinizante e combate a falta da vitamina .
• LIMÃO - O suco é estimulante do apetite, diurético, combate a febre, combate o reumatismo, combate a falta da vitamina C, anti-séptico, adstringente, curam feridas e combate o vômito. Dissolve os cálculos; combate as afecções produzidas por diversos microorganismos (cólera, disenteria, tifo, etc.).
• MAÇÃ - Combate a diarréia, estomacal, combate as afecções das vias respiratórias. Alimento para o cérebro.
• MAMÃO - É laxante, diurético, tem a propriedade de amolecer os tecidos, atenuar as inflamações, as inchações e as queimaduras, e aliviar as dores e cura feridas, refrescante.
• MANGA - É anticatarral, combate a falta da vitamina C, depurativa, refrescante, tem a propriedade de fazer suar, digestiva.
• MANGABA - É digestiva.
• MARACUJÁ - É calmante e tem a propriedade de amolecer os tecidos, atenuar as inflamações, as inchações e as queimaduras, e aliviar as dores e cura feridas. Muito usado na coqueluche.
• MARMELO - É adstringente, fortificante do aparelho digestivo.
• MELANCIA - É calmante, diurética, refrigerante.
• MELÃO - É calmante e diurético.
• MORANGO - É diurético, anti-reumático, alcalinizante, combate a febre, elimina toxinas do fígado, laxante, facilita a digestão, tónico para os nervos.
• NOZ - É bom remédio para o cérebro e para o sistema nervoso em geral.
• PÊRA - É diurética e baixa a pressão.
• PÊSSEGO - É um bálsamo para o estômago e um precioso alimento para os diabéticos.
• PITANGA - É refrigerante e antiberibérica. As folhas combatem a febre, mesmo nas maleitas rebeldes.
• ROMÃ - As raízes são usadas para expulsar a ténia (ou solitária).
• SAPOTI - É refrigerante.
• TAMARINDO - É laxante e até purgativo.
• UVA - É vitalizadora, alcalinizante, anti-reumática, depurativa,diurética, laxante, tónica para o sistema nervoso.
Valor nutritivo das frutas
As frutas são muito necessárias ao organismo. Fornecem os minerais e as vitaminas, que regulam o funcionamento do corpo, protegendo-o contra as doenças.
Principais nutrientes das frutas:
Vitamina C.
Vitamina A.
Cálcio.
Fósforo.
Açúcar.
Gorduras.
Funções destes nutrientes:
Vitamina C - Mantém agregadas as células do organismo, evita hemorragias e protege as gengivas e os dentes.
Vitamina A - Protege a vista, a pele e as membranas que revestem as cavidades do nosso corpo.
Cálcio e Fósforo - Constroem, protegem e recuperam ossos, músculos e sangue. São também de grande importância para os tecidos nervosos.
Açúcar e Gordura - Fornecem energia importante para a boa disposição do organismo.
Como selecionar e comprar frutas
Compre frutas de boa qualidade. São mais saborosas e fornecem ao nosso organismo o máximo do seu valor nutritivo. Escolha frutas frescas, firmes, reagindo a uma leve pressão dos dedos, de boa aparência, perfeitas, sem sinais de terem sido danificdas por insetos, na cor correspondente ao seu grau de maturidade e completamente maduras, se forem para consumo imediato. O abacaxi deve estar com as folhas da "coroa" firmes. Dando-lhe uma pancadinha com os dedos polegar e indicador, o som deve ser semelhante a um "piparote" dado na parte interior do pulso. Compre o mamão "de vez", quando não for para consumo imediato. O mamão maduro tem tonalidade amarelo-dourada. A banana madura não deve ter manchas verdes na ponta.
Como conservar as frutas em casa
Frutas "de vez" devem ser conservadas em temperaturas ambiente, até ao seu completo amadurecimento, quando devem ser consumidas ou levadas para a espaços préviamente preparados para a sua conservação. As frutas conservam-se por poucos dias nestes espaços frios. Depois murcham, perdem o sabor e o valor nutritivo. O mamão "de vez" deve ser envolvido em papel ou guardado num lugar escuro e fresco. O mamão não deve ser riscado, porque o líquido que sai contribui para perda do sabor e valor nutritivo. O abacaxi deve ser colhido após o seu completo amadurecimento. Quando colhido antes, ele murcha, perde o sabor e o valor nutritivo. A pêra deve ser colhida "de vez", após alcançar o máximo de seu tamanho.
Você sabe qual o caso de especulação financeira mais famoso da história?
Todo o estudioso de economia que se preze já estudou ao menos uma vez na vida o fatídico episódio da "tulipomania", quando uma inocente flor levou muitos holandeses à falência. A tulipa era uma flor confinada a jardins de nobres ou estufas de botânicos. Por volta de 1634, tornou-se a flor preferida, muito concorrida. A produção de variedades mais baratas deflagrou numa explosão de procura. A demanda coincidia com a prosperidade económica holandesa. O melhor momento para comprá-las era entre junho - quando os bulbos eram arrancados - e outubro - tempo do plantio. Os investidores compravam no inverno para receber numa data futura, a primavera. A procura crescia. As pessoas compravam os bulbos sem nunca terem visto. Inúmeros comerciantes intermediavam as relações. O potencial vendedor negociava um contrato, com preço previamente estabelecido, para entregar os bulbos da tulipa a um comprador. Este por sua vez, negociava o contrato com outros investidores. O preço de uma determinada espécie de tulipa chegou a subir 1000% em dois anos. Holandeses trocavam terrenos, casas, produções agrícolas, criações de animais, quase tudo por tulipas. Em fevereiro de 1637, a festa acabou. Não se sabe exatamente as razões para esta queda geral, mas o facto é que começaram a circular rumores de que não existiriam mais compradores para os bulbos. Nos dias que se seguiram as tulipas não deixaram de ser comercializadas, os contratos não foram honrados, a expeculação disparou e levou muitos holandeses à bancarrota.

8.8.11

Linhas de alimentação

O cérebro é alimentado por uma das redes de vasos sanguíneos mais ricas do corpo.
A cada batimento cardíaco, as artérias transportam de 20 a 25 por cento do seu sangue para o cérebro, onde bilhões de células utilizam cerca de 20 por cento do oxigênio e do combustível que o sangue transporta.
Quando você está pensando muito sobre algo, seu cérebro pode usar até 50 por cento do oxigênio e combustível.
Toda a rede de vasos inclui veias e vasos capilares, além das artérias.
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AS TRÊS PARTES DO CÉREBRO

O cérebro, ou encéfalo, é o seu órgão mais poderoso. Ele, porém, não chega a pesar 1,5 kg. Sua textura é semelhante a de uma gelatina firme.
Ele possui três partes principais:
1. O cérebro preenche a maior parte do seu crânio. Ele está envolvido com as lembranças, resolução de problemas, pensamentos e sentimentos. Ele também controla os movimentos.
2. O cerebelo encontra-se na parte de trás de sua cabeça, abaixo do cérebro. Ele controla a coordenação e o equilíbrio.
3. O tronco cerebral encontra-se embaixo do cérebro, na frente do cerebelo. Ele liga o cérebro à medula espinhal e controla funções involuntárias como respiração, digestão, ritmo cardíaco e pressão arterial.
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4.8.11

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Sinónimos e Nomes Populares:
AVC, Derrame cerebral.
O que é?
O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral que leva a uma redução do aporte de oxigênio às células cerebrais adjacentes ao local do dano com consequente morte dessas células; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início, e podendo progredir ao longo do tempo.
O termo ataque isquémico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos. Em torno de 80% dos acidentes vasculares cerebrais são isquémicos.
No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais. Em torno de 20% dos acidentes vasculares cerebrais são hemorrágicos.
Como se desenvolve ou se adquire?
Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.
O que se sente?
Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo se isquêmico ou hemorrágico. Os sintomas podem depender da sua localização e da idade do paciente. Os principais sintomas do acidente vascular cerebral incluem:
Fraqueza:
O início súbito de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma área pequena e específica. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais:
A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva:
A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
Linguagem e fala (afasia):
É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões:
Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Como o médico faz o diagnóstico?
A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente.Entretanto, o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. A avaliação laboratorial inclui análises sanguíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância magnética). Outros estudos: ultrassom de carótidas e vertebrais, ecocardiografia e angiografia podem ser feitos.
Como se trata e como se previne?
Geralmente existem três estágios de tratamento do acidente vascular cerebral: tratamento preventivo, tratamento do acidente vascular cerebral agudo e o tratamento de reabilitação pós-acidente vascular cerebral.
O tratamento preventivo inclui a identificação e controle dos fatores de risco. A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são componentes do tratamento preventivo bem como o controle da hipertensão, da diabete, a suspensão do tabagismo e o uso de determinadas drogas (anticoagulantes) que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais.
Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico.
O tratamento agudo do acidente vascular cerebral isquêmico consiste no uso de terapias antitrombóticas (contra a coagulação do sangue) que tentam cessar o acidente vascular cerebral quando ele está ocorrendo, por meio da rápida dissolução do coágulo que está causando a isquemia. A chance de recuperação aumenta quanto mais rápida for a ação terapêutica nestes casos. Em alguns casos selecionados, pode ser usada a endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida. O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência médica, devendo ser tratado rapidamente em ambiente hospitalar.
A reabilitação pós-acidente vascular cerebral ajuda o indivíduo a superar as dificuldades resultantes dos danos causados pela lesão.
O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, deve-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente.
As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos, a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.
Qual é o prognóstico?
Mesmo sendo uma doença do cérebro, o acidente vascular cerebral pode afetar o organismo todo. Uma sequela comum é a paralisia completa de um lado do corpo (hemiplegia) ou a fraqueza de um lado do corpo (hemiparesia). O acidente vascular cerebral pode causar problemas de pensamento, cognição, aprendizado, atenção, julgamento e memória. O acidente vascular cerebral pode produzir problemas emocionais com o paciente apresentando dificuldades de controlar suas emoções ou expressá-las de forma inapropriada. Muitos pacientes apresentam depressão.
A repetição do acidente vascular cerebral é frequente. Em torno de 25 por cento dos pacientes que se recuperam do seu primeiro acidente vascular cerebral terão outro dentro de 5 anos.

1.8.11

Artrose (artrite degenerativa)

A artrose (artrite degenerativa, doença degenerativa das articulações) é uma pertubação crónica das articulações caracterizada pela degenerescência da cartilagem e do osso adjacente, que pode causar dor articular e rigidez.
A artrose, a perturbação articular mais frequente, afecta em algum grau muitas pessoas por volta dos 70 anos de idade, tanto homens como mulheres. Contudo, a doença tende a desenvolver-se nos homens numa idade mais precoce. A artrose também pode aparecer em quase todos os vertebrados, inclusive peixes, anfíbios e aves. Os animais aquáticos como os golfinhos e as baleias podem sofrer de artrose, contudo, esta não afecta nenhum dos tipos de animais que permanecem pendurados com a cabeça para baixo, os morcegos e as preguiças. A doença está tão amplamente difundida no reino animal que alguns médicos pensam que pode ter evoluído a partir de um antigo método de reparação da cartilagem.
Persistem ainda muitos mitos sobre a artrose, por exemplo que é um traço inevitável de envelhecimento, como os cabelos grisalhos e as alterações na pele; que conduz a incapacidades mínimas e que o seu tratamento não é eficaz. Embora a artrose seja mais frequente em pessoas de idade, a sua causa não é a simples deterioração que implica o envelhecimento. A maioria dos afectados por esta doença, especialmente os mais jovens, apresentam poucos sintomas ou nenhum; contudo, algumas pessoas adultas desenvolvem incapacidades significativas.
Artrose da coluna vertebral.
Os círculos indicam as articulações mais frequentemente afectadas pela artrose a nível da coluna vertebral (cervical e lombar), das mãos, dos pés, das ancas e dos joelhos.
Causas.

As articulações têm um nível tão pequeno de fricção que não se desgastam, salvo se forem excessivamente utilizadas ou danificadas. É provável que a artrose se inicie com uma anomalia das células que sintetizam os componentes da cartilagem, como o colagénio (uma proteína resistente e fibrosa do tecido conjuntivo) e os proteoglicanos (substâncias que dão elasticidade à cartilagem). A cartilagem pode crescer demasiado, mas finalmente torna-se mais fina e surgem gretas na sua superfície. Formam-se cavidades diminutas que enfraquecem a medula do osso, debaixo da cartilagem. Pode haver um crescimento excessivo do osso nos bordos da articulação, formando tumefacções (osteófitos) que podem ver-se e sentir-se ao tacto. Estas tumefacções podem interferir no funcionamento normal da articulação e causar dor.
Por fim, a superfície lisa e regular da cartilagem torna-se áspera e esburacada, impedindo que a articulação se possa mover com facilidade. Produz-se uma alteração da articulação pela deterioração de todos os seus componentes, quer dizer, o osso, a cápsula articular (tecidos que envolvem algumas articulações), a membrana sinovial (tecido que reveste a articulação), os tendões e a cartilagem.
Existem duas classificações da artrose; primária (idiopática), quando a causa é desconhecida, e secundária, quando a causa é outra doença, como a de Paget, uma infecção, uma deformidade, uma ferida ou o uso excessivo da articulação. São especialmente vulneráveis os indivíduos que forçam as suas articulações de forma reiterada, como os operários de uma fundição ou de uma mina de carvão e os condutores de autocarros. Contudo, os corredores profissionais de maratona não têm um maior risco de desenvolvimento desta perturbação. Embora não exista uma evidência concludente a esse respeito, é possível que a obesidade seja um factor importante no desenvolvimento da artrose.
Sintomas.
Ao chegar aos 40 anos de idade, muitas pessoas manifestam sinais de artrose nas radiografias, especialmente nas articulações que sustentam o peso (como a anca), mas relativamente poucas apresentam sintomas.
Em geral, os sintomas desenvolvem-se gradualmente e afectam inicialmente uma ou várias articulações (as dos dedos, a base dos polegares, o pescoço, a zona lombar, o dedo grande do pé, a anca e os joelhos). A dor é o primeiro sintoma, que aumenta em geral com a prática de exercício. Em alguns casos, a articulação pode estar rígida depois de dormir ou de qualquer outra forma de inactividade; contudo, a rigidez costuma desaparecer 30 minutos depois de se iniciar o movimento da articulação.
A articulação pode perder mobilidade e inclusive ficar completamente rígida numa posição incorrecta à medida que piora a lesão provocada pela artrose. O novo crescimento da cartilagem, do osso e outros tecidos pode aumentar o tamanho das articulações. A cartilagem áspera faz com que as articulações ranjam ou crepitem ao mover-se. As protuberâncias ósseas desenvolvem-se com frequência nas articulações das pontas dos dedos (nódulos de Heberden).
Em alguns sítios (como o joelho), os ligamentos que rodeiam e sustentam a articulação distendem-se de tal maneira que esta se torna instável. Tocar ou mover a articulação pode ser muito doloroso.
Em contraste, a anca torna-se rígida, perde o seu raio de acção e provoca dor ao mover-se. A artrose afecta com frequência a coluna vertebral. A dor de costas é o sintoma mais frequente. As articulações lesadas da coluna costumam causar apenas dores leves e rigidez.
Contudo, se o crescimento ósseo comprime os nervos, a artrose do pescoço ou da zona lombar pode causar entorpecimento, sensações estranhas, dor e fraqueza num braço ou numa perna. Em raras ocasiões, a compressão dos vasos sanguíneos que chegam à parte posterior do cérebro origina problemas de visão, sensação de enjoo (vertigem), náuseas e vómitos. Por vezes o crescimento do osso comprime o esófago, dificultando a deglutição.
A artrose segue um desenvolvimento lento na maioria dos casos depois do aparecimento dos sintomas. Muitas pessoas apresentam alguma forma de incapacidade, mas, em certas ocasiões, a degenerescência articular detém-se.
Tratamento.
Tanto os exercícios de estiramento como os de fortalecimento e de postura são adequados para manter as cartilagens em bom estado, aumentar a mobilidade de uma articulação e reforçar os músculos circundantes de maneira que possam amortecer melhor os impactos. O exercício deve ser compensado com o repouso das articulações dolorosas; contudo, a imobilização de uma articulação tende mais a agravar a artrose do que a melhorá-la. Os sintomas pioram com o uso de cadeiras, reclinadores, colchões e assentos de automóvel demasiado moles. Recomenda-se o uso de cadeiras com costas direitas, colchões duros ou estrados de madeira por baixo do colchão. Os exercícios específicos para a artrose da coluna vertebral podem ser úteis; contudo, são necessários suportes ortopédicos para as costas em caso de problemas graves. É importante manter as actividades diárias habituais, desempenhar um papel activo e independente dentro da família e continuar a trabalhar.
Também são úteis a fisioterapia e o tratamento com calor local. Para aliviar a dor dos dedos é recomendável, por exemplo, aquecer cera de parafina misturada com óleo mineral a uma temperatura de 48ÞC a 51ÞC, para depois molhar os dedos, ou tomar banhos mornos ou quentes. As talas ou suportes podem proteger articulações específicas durante actividades que gerem dor. Quando a artrose afecta o pescoço, podem ser úteis as massagens realizadas por terapeutas profissionais, a tracção e a aplicação de calor intenso com diatermia ou ultra-sons.
Os medicamentos são o aspecto menos importante do programa global de tratamento. Um analgésio como o paracetamol (acetaminofeno) pode ser suficiente. Um anti-inflamatório não esteróide como a aspirina ou o ibuprofeno pode diminuir a dor e a inflamação. (Ver secção 2, capítulo 13) Se uma articulação se inflama, incha e provoca dor repentinamente, os corticosteróides podem ser directamente injectados nela, embora isto só possa proporcionar alívio a curto prazo.
A cirurgia pode ser útil quando a dor persiste apesar dos outros tratamentos. Algumas articulações, sobretudo a anca e o joelho, podem ser substituídas por uma artificial (prótese) que, em geral, dá bons resultados: melhora a mobilidade e o funcionamento na maioria dos casos e diminui a dor de forma notória. Portanto, quando o movimento se vê limitado, pode considerar-se a possibilidade de uma prótese da articulação.

31.7.11

GENGIBRE

Esta raíz é dádiva da mãe natureza. Excelente para aromatizar pratos doces e salgados, este tubérculo deve escolher-se firme e sem manchas, e deverá ser ralado ou laminado fino no momento da sua utilização. Comece por utilizar pequenas doses pois o seu sabor e aroma conferem-lhe um paladar acre e picante ideal para substituir sal e açúcar. Tem uma acção estimulante da secrecção salivar e gástrica, aumentando o tónus da musculatura intestinal e o peristltismo (contrações musculares normais). Além desta acção, o gengibre é também um excelente atiemético natural no combate aos enjoos das viagens. Tem ainda um efeito positivo em problemas respiratórios, gripes e constipações, como excelente anti-séptico e anti-inflamatório; como estimulante circulatório, ajuda em casos de frieiras e má circulação. Pode ainda consumir em chá, frio ou quente, simples ou adicionado a outra planta.
1. Nota: Em doses elevadas produz gastrite. Deseconselhado em caso de úlcera gastroduodenal.
2. Nota: Recomenda-se nos casos de esgotament, inapetência e de digestões pesadas e flatulentas.