19.7.11

O QUE É A ARTRITE REUMATÓIDE?

O termo artrite refere-se à inflamação das articulações que se caracteriza por dor, calor, aumento do volume e limitação de movimentos. Uma articulação é o ponto de união e movimento entre dois ossos.
A artrite reumatóide (AR) é uma doença crónica que afecta principalmente as articulações, mas é, na realidade, uma doença sistémica, isto é, pode afectar outros órgãos, como o coração, os pulmões, os olhos, a pele, entre outros, sendo classificada como uma doença autoimune.
Em condições normais, todos os seres humanos possuem um sistema imunológico (anticorpos) que funciona para nos proteger de tudo o que for estranho ou alheio ao nosso corpo, como por exemplo os vírus, as bactérias e os fungos que provocam doenças e infecções; esta protecção dá-se por meio da criação de anticorpos, que são proteínas que se unem aos vírus, bactérias, etc., e os destroem.
No caso da AR, os anticorpos comportam-se de forma anormal e atacam as articulações e outras partes do corpo, tais como o tecido de revestimento do coração e pulmões, entre outros; assim surge o termo “autoimunidade”, uma resposta imunitária criada contra os próprios tecidos.

6.7.11

O Coração e a Regra de 3

Tensão arterial, pulso e cansaço são três indicadores da saúde do seu coração. Aprenda a mantê-lo saudável.
Foi na Unidade de Cuidados Coronários de um Hospital de Nova Iorque, no qual eu estagiava nos anos 80, que o cardiologista-chefe da Unidade me ensinou “a regra de 3”.
Para um jovem médico é um grande desafio tomar conta da Unidade durante um mês. Em semi-círculo, os doentes monitorizados são vigiados e controlados 24 horas por dia. Inicialmente parece um trabalho impossível!

Reuníamos diariamente com o cardiologista para discutir os problemas e fazer planos terapêuticos. Estas conversas estendiam-se da vida da Unidade e permeavam a vida quotidiana, alimentando-se de metáforas úteis à compreensão das nossas tarefas.
Foi neste contexto que aprendi a "regra de 3" que aplico frequentemente na minha vida pessoal. O cardiologista dizia-nos que não nos afligíssemos com tanta informação a piscar furiosamente nos monitores, e explicava:
“Em situações de urgência, tal como em momentos críticos da nossa vida pessoal, é importante escolher os três parâmetros mais importantes, e lutar por eles.”

Assim, resolvi escrever uma pequena série de artigos com esta "regra de 3", escolhendo sinais ou sintomas dum órgão ou sistema, importantes na avaliação e manutenção da saúde. É claro que não passa duma simplificação, já que existem imensas interacções fisiológicas que deixo de fora.

Começo então com o coração, órgão pulsátil do qual depende a distribuição dos nutrientes, incluindo o oxigénio, para todos os tecidos do nosso corpo.

O coração e a “Regra de 3”:
1. Tensão arterial
2. Pulso
3. Cansaço

A tensão arterial depende da força do músculo cardíaco e da tonicidade dos nossos vasos sanguíneos. A tensão alta altera o músculo cardíaco, diminuindo com o tempo a sua força de contracção, e torna rígidas as paredes de todos os vasos sanguíneos do nosso corpo impedindo que estes se ajustem às mais variadas necessidades fisiológicas. A tensão arterial baixa, só por si mesma, é normalmente um sinal de longevidade, apenas é prejudicial quando é consequência de doença. Para manter uma tensão arterial saudável devemos manter o corpo ginasticado, no seu peso ideal e controlar o consumo de sal.

O pulso é um bom indicador de saúde ou doença. Nele estudamos a frequência, que não deve ser rápida nem lenta demais, o seu ritmo que deve ser regular e a sua força que se sente como “uma onda cheia” a pulsar com energia nos locais onde palpamos o pulso. O exercício e hidratação são fundamentais para manter uma frequência cardíaca “temperada” que nos permita acelerar, em caso de necessidade, sem a sensação de que o coração nos vai saltar do peito.

E, por fim, o cansaço é um indicador da capacidade funcional do coração. Fazer exercício sem nos cansarmos demasiadamente é, no geral, sinal de boa saúde cardiovascular. Quando o coração adoece, queixamo-nos de cansaço para as nossas actividades habituais e devemos procurar tratamento.

Para manter um coração saudável faça exercício, gestão do seu stress e controle a quantidade de sal, gorduras saturadas e hidratos de carbono refinados. Meça a sua tensão arterial, conheça o seu pulso e atente a sinais de cansaço fora do normal.

2.7.11

O EXAME DA MAMA

O cancro de mama tem sido bastante visado pelos vários tipos de mídia e, a cada dia, o público em geral torna-se mais consciente das dramáticas dimensões deste problema. Entretanto, estar consciente implica em não somente saber da existência, mas em adquirir hábitos que reflitam na prática as informações apreendidas.
Como proceder então para prevenir ou detectar precocemente alterações potencialmente graves na mama? Este breve artigo pretende esclarecer alguns aspectos importantes relacionados ao exame clínico da mama e aos principais exames complementares.

Examinando a mama.
O auto-exame é a peça-chave. Consiste na palpação circular, metódica e sequencial de todos os quadrantes e do complexo areólo-papilar, utilizando a polpa dos dedos. O objetivo é detectar nódulos, massas, depressões, retrações e aderências.

Preferencialmente, o exame deve ser realizado entre o sétimo e o décimo dia do ciclo menstrual. Na presença de qualquer alteração, procure seu médico.

O exame clínico do médico consistirá em 4 passos: inspeção estática (o médico simplesmente observa a mama em repouso em algumas posições), inspeção dinâmica (a paciente realiza alguns movimentos enquanto o médico procura detectar visualmente alterações como nódulos ou retrações), palpação (como no auto-exame) e expressão (a mama é “ordenhada”; fluxos mamilares claros ou hemorrágicos sugerem a possibilidade de câncer e a necessidade de realizar exames adicionais).

Nem todo fluxo mamilar significa câncer – doenças benignas, como o Papiloma Intraductal, podem produzir fluxos hemorrágicos. A avaliação médica é imprescindível em todos os casos.

Exames complementares.
Nos casos suspeitos ou naqueles com antecedentes pessoais/familiares de doenças graves da mama, o médico solicitará alguns exames para auxiliar no diagnóstico. Os principais são: tomografia, ultrassonografia, punção aspirativa com agulha para citologia, biópsia e mamografia.

A mamografia é de longe o exame complementar mais popular. É indicada para rastreamento e nos casos suspeitos de câncer, nas pacientes com mamas hipertróficas, para controle da mama oposta nos casos confirmados de lesões malignas, no planejamento e controle do tratamento conservador e para auxiliar a biópsia dirigida. O rastreamento mamográfico deve ser realizado nas mulheres com mais de 35 anos de idade com fatores de risco, a cada 2 anos nas mulheres entre 40-49 anos de idade e anualmente a partir dos 50 anos de idade.

Massas com bordos bem delimitados e regulares, calcificações uniformemente dispersas, grosseiras, lineares ou “em anel” sugerem alterações benignas na mamografia. Os aspectos que sugerem malignidade no exame podem ser divididos em Sinais Primários, Secundários e Indiretos. Os sinais primários consistem em massas com bordos irregulares, espiculadas, com calcificações numerosas, agrupadas e com diferentes formatos. Os principais sinais secundários são retração e espessamento da pele (pele tipo “casca de laranja”).

Cistos mamários são relativamente comuns e, caso sejam detectados, o médico pode solicitar ou realizar uma biópsia. As principais indicações para retirada de cistos mamários são: aspiração de líquido hemorrágico após punção, presença de células atípicas no exame do líquido aspirado, aspiração de mais de 50 mL de líquido, cistos que recidivam até 30 dias após a aspiração ou presença de tumoração residual no local após o esvaziamento.

Dr. Alessandro Loiola, MD

• Médico, especialista em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Belo Horizonte.
• CRMMG 30.278
• Staff e Membro da Comissão de Ética do Hospital Nossa Senhora Aparecida, BH.
• Membro do Conselho Consultivo Editorial de E-Biomed Brazil ( www.ebiomedbrazil.com ).
• Membro do Health Advisory Board - P/S/L Resarch Group ( www.pslresearch.com ) para conteúdo médico-científico em websites.
• Membro da AMIA – American Medical Informatics Association (www.amia.org).
• Membro da SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde
• Membro do CBTMS – Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde ( www.cbmts.com.br )
ã Copyright by Alessandro Loiola & BioInfo ä , 2001-2005. Todos os direitos reservados.

25.4.11

OBESIDADE E SEDENTARISMO

Sedentarismo prolongado eleva risco de problemas de saúde (Fonte: Folha Online)
Hábitos ativos devem ser incorporados na rotina, dizem especialistas; efeitos do ócio em excesso não são revertidos com exercícios.

Passar boa parte do dia inativo aumenta o risco de morte e de problemas de saúde, ainda que o indivíduo pratique algum tipo de atividade física formal. O alerta vem de dois artigos publicados neste mês.

O primeiro deles, assinado por médicos do Instituto Karolinska (Suécia) e divulgado no "British Journal of Sports Medicine", sugere que ficar sentado por períodos prolongados é "verdadeiramente danoso ao organismo", independentemente da prática sistematizada de exercícios -na academia, por exemplo.

Eles afirmam que estudos recentes estabelecem que ficar sentado por longos períodos e a falta de atividade muscular são fatores de risco independentes para doenças.

"É cada vez mais fundamentado pelos estudos que é preciso incorporar mais atividade física no dia a dia. O conforto da vida moderna é o grande vilão, porque trocamos muitas das atividades que poderíamos fazer pelo apertar de um botão", afirma a fisioterapeuta Gerseli Angeli, diretora-científica do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte) da Universidade Federal de São Paulo.

É o que também mostra a pesquisa australiana publicada no periódico "Circulation", que analisou risco de mortalidade e tempo inativo. Após avaliarem 8.800 pessoas com mais de 25 anos durante seis anos, os pesquisadores constataram que cada hora passada em frente à TV aumenta em 11% o risco de morte por qualquer causa e em 18% o risco de morte por problemas cardiovasculares, mesmo após excluírem fatores de risco já conhecidos, como colesterol, tabagismo, gordura abdominal e prática moderada de exercícios.

No artigo, afirmam que "ainda que a ênfase para a prática de exercícios moderados ou intensos deva permanecer, os achados do estudo sugerem que reduzir o tempo em frente à TV ou de comportamento sedentário também ajuda a prevenir problemas cardiovasculares e morte prematura".

Os pesquisadores afirmam que é necessária uma investigação mais profunda para estabelecer os mecanismos que relacionam longos períodos de inatividade a uma saúde mais pobre. Uma das hipóteses é a ação de uma enzima que tem papel fundamental na regulação dos níveis de gordura no sangue -e que ficaria alterada nos longos períodos sedentários, podendo levar a mudanças metabólicas, como colesterol alto.

Por causa dessas respostas fisiológicas, dizem os cientistas, as mudanças no organismo após o excesso de ócio não são anuladas com o aumento de exercício físico. Por isso, é aconselhável não passar longos períodos inativo.

Gasto calórico

Segundo o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, o gasto energético semanal acima de 2.000 calorias em atividades também é associado, em trabalhos científicos, a uma menor mortalidade geral.

"Isso equivale a 32 km percorridos a pé. Na academia, há uma chance razoável de chegar a isso, mas incorporar hábitos ativos no dia a dia eleva a probabilidade de alcançar a meta."

Um outro trabalho, diz Lazzoli, já mostrou que subir mais de 55 lances de escada por semana reduz a mortalidade em 23%. "Alguns cânceres têm ligação com gasto energético, como o de mama", acrescenta.

Por esse motivo, é indicado tornar a rotina mais ativa, preferindo a escada ao elevador e fazendo caminhadas curtas

21.4.10

CHEESECAKE DE FRANBOESAS

INGREDIENTES
Massa:
80g de açúcar
80g de manteiga vegetal
100g de amêndoa moída
100g farinha de trigo
2 gemas
Recheio:
150g de queijo-quente light
30g de frutose
Raspa de 1 laranja
5 folhas de gelatina incolor
Sumo de 1 toranja
0,5 l de natas vegetais frias.
Cobertura:
150g de framboesas
2 c. (chá) de açúcar amarelo

PREPARAÇÃO

1. faça a massa, batendo o açúcar com a manteiga, a amêndoa, a farinha e as gemas. Envolva bem e forre uma tarteira, previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha. Leve ao forno a cozer a 200º C durante cerca de 20 minutos. Retire e deixe arrefecer.
2. Para o recheio, misture o queijo com a frutose e a raspa de laranja. Demolhe a gelatina em água fria por dois minutos.
3. Num tacho, ferva o sumo de laranja e junte a gelatina escorrida. Mexa bem até derreter. Incorpore no preparado de queijo e envolva bem. Por fim, adicione as natas batidas e verta na tarteira. Leve ao frio durante uma hora.
4. Para a cobertura, numa frigideira, salteie as framboesas com o açúcar amarelo e, após estar frio, verta sobre o cheesecake. Sirva de seguida.

24.3.10

ALCACHOFRAS RECHEADAS

INGREDIENTES:
16 alcachofras
1 cebola roxa pequena picada
2 c. (sopa) de salsa picada
2 dentes de alho picados
6 cogumelos picados
1 c. (sopa) de sumo de limão
1 pitada de tomilho
1 c. (sopa) de pão ralado
2 c. (sopa) de azeite
2 c. (sopa) de queijo cheddar ralado
PREPARAÇÃO:
1. Retire o interior das alcachofras e reserve-as. Faça uma pasta com a polpa das alcachofras e os restantes ingredientes indicados, com excepção do azeite e do queijo.
2. Recheie cada alcachofra com a pasta e coloque-as dentro de um recipiente refractário. Regue com o azeite e polvilhe com o queijo ralado.
3. Leve ao forno a cozinhar a 180º C durante cerca de 30 minutos. Findo o tempo, retire e sirva decoradas com rodelas de cebola.

19.3.10

TORTA DE PAPAIA

INGREDIENTES:
MASSA
200 g de manteiga vegetal
200 g de açúcar amarelo
200 g de farinha de trigo
1 c. (chá) de fermento em pó
6 ovos
Raspa de limão
RECHEIO
1 papaia média
Sumo de 1 limao
100 g de açúcar amarelo
1 c. (sopa) de manteiga vegetal.
DECORAÇÃO
½ papaia

PREPARAÇÃO:
1. Massa: num recipiente largo coloque a manteiga com o açúcar e bata bem com a batedeira eléctrica até obter um creme homogéneo. Em seguida, junte a farinha, o fermento, os ovos e a raspa de limão.
Envolva bem.
2. Unte com manteiga e polvilhe com farinha um tabuleiro e verta a massa. Leve ao forno a cozer a 200º C durante cerca de 20 minutos.
3. Recheio: salteie a papaia cortada aos cubos de cerca de 2 cm com o sumo de limão, o açúcar e a manteiga. Deixe cozinhar até obter um preparado tipo compota. Reserve.
4. Sobre uma mesa de trabalho disponha uma folha de papel vegetal polvilhada abundantemente com açúcar, desenforme a massa e barre com o doce de papaia.
5. Enrole, de seguida, com a ajuda do papel vegetal, e deixe arrefecer. Sirva decorada com a papaia fresca.
Observação. Ao saltear a papaia vá mexendo sempre para que não se queime.